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sábado, 2 de fevereiro de 2019

BRASIL EXPORTA TECNOLOGIA VINÍCOLA


 


Aguardei alguns dias, para escrever esta matéria, à espera de algum comentário sobre a astronômica elevação do preço entre o “Barolo Vigna Rionda” do Tommaso Canale e o mesmíssimo vinho, produzido por seu primo Davide, da vinícola “Giovanni Rosso”.
 

Canale vendia, nos últimos anos, um litro de Barolo por 10 Euros.
 
 

 Um simples cálculo nos leva a crer que uma garrafa de 0,750ml, do mesmo vinho, custaria 7,5 Euros.

Alguém poderá argumentar que deveríamos acrescentar, no cálculo, rolha, garrafa, etiqueta, cápsula e finalmente a caixa de papelão.

Ok…. Hoje estou bonzinho, acrescento 1,50 Euros e obtenho um total de 9 Euros, preço que custaria uma garrafa de “Vigna Rionda” Tommaso Canale.

 
A “Giovanni Rosso” vinifica a mesma quantidade de uva da mesma vinha, com o mesmo sistema tradicional de Tommaso Canale, mas não se encontra uma garrafa de seu “Barolo Vigna Rionda” por menos de 300 Euros.

 Perguntas: O que mudou? Qual motivo e razão para um aumento tão exagerado?

Resposta: “A mãe dos eno-idiotas está sempre grávida” ......
 

Davide Rosso produz cerca de 2.000 garrafas (será?) de “Vigna Rionda e sabe perfeitamente que é facílimo encontrar, entre os milhões de enófilos, 2.000 idiotas abonados que não titubeiam em gastar uma pequena fortuna por uma garrafa de vinho.

Há mais....

O “Vigna Rionda Ester Canale Rosso”, como nós já anunciamos, custa, em média, nas enotecas, 320/380 Euros.
 

Ótimos Barolo, também da Vigna Rionda, dos concorrentes Massolino, Anselma, Pira, Oddero podem ser adquiridos facilmente por 70/90 Euros.
 

Qual bicho predador teria mordido e infectado, então, Davide Rosso?

Rosso, com alguma frequência visita o Brasil (certa feita arrumou, até, uma namorada brasileira) e fez amizade com os Miolo que, por sinal, importam um de seus Barolo.

Davide, ao constatar que a Miolo Predadora consegue vender alguns de seus quase-vinhos por 100/150 Euros, não teve dúvida “inventou” um belo e eficiente marketing, com certeza lubrificou algumas canetas certas e lascou um preço insano em seu “Vigna Rionda”.

Finalmente o Brasil vinícola exporta “conhecimentos” aos europeus.

Tommaso Canale levou, com ele no caixão, o antigo, romântico e racional mundo do Barolo.
 

Bacco

 

Um comentário:

  1. o título dessa matéria me lembrou das manchetes do falecido Notícias Populares...

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