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sexta-feira, 30 de setembro de 2022

TIMORASSO DE GAFIEIRA

 


Sabe quando uma grande uva, após décadas de esquecimento e abandono, é “redescoberta”, reencontra o sucesso, seus vinhos são classificados entre os melhores da Itália, galgam os degraus da fama e nada parece impedir sua ascensão?

Pois é, esta uva existe e atende pelo nome de “Timorasso”.



Um pouco de história....

A Timorasso já era largamente conhecida e vinificada já no século XI e disputava, com outras uvas brancas, a preferência dos piemonteses.

A decadência e quase abandono ocorreu no final do século XIX com o advento da filoxera.


Depois da praga, a Timorasso, muito sensível, complicada e de baixa produtividade, foi praticamente abandonada pelos viticultores piemonteses que dirigiram suas atenções para a mais dócil e produtiva Cortese.

O tempo passou e somente um 1987, Walter Massa, um atento e perspicaz viticultor “redescobriu” o enorme potencial da Timorasso.




Massa e outros clarividentes produtores, investiu na Timorasso e a partir de 2005, os frutos do esforço já eram evidentes, palpáveis, compensadores: O vinho “Timorasso” deixava os confins da província de Alessandria e conquistava as taças dos bares, restaurantes e enotecas italianas.

Em minha constante busca do vinho bom, raro e barato, em meado dos anos 1990, seguindo os conselhos de um jornalista italiano, especializado e tão fuçador quanto eu, fui a caça dos melhores Timorasso



Dezenas etiquetas depois (havia pouco mais de 20 produtores), me convenci que os Timorasso de Walter Massa, Claudio Mariotto, Giovanni Daglio, La Colombera e Giacomo Boveri eram os melhores e que não seria necessário alargar minhas compras.


O “…não seria necessário alargas minhas compras…. ” não excluía total e definitivamente todos os outros produtores, mas os viticultores, acimas mencionados, eram os que regularmente frequentavam minhas taças.

O Timorasso, é preciso dizer, não é um primor de elegância, fineza, leveza, delicadeza.



O Timorasso é um vinho de grande corpo, robusto, estruturado, importante e pede comida: O Timorasso, com seus declarados 14.5º/15º, não é exatamente um vinho para aperitivo.

Acompanha regiamente peixes, frutos do mar, massas, risotti e até carnes brancas.

Lembram da canção “Piston de Gafieira” de Billy Blanco?

https://www.youtube.com/watch?v=Ul8LPH4xXws

“...tudo vai bem, mas, eis, porém que de repente um pé subiu e alguém de cara foi ao chão.....”

Pois é....não encontrei nada melhor, do que a letra de Billy Blanco, para descrever o que aconteceu com o Timorasso que deu com a cara no chão quando mudou de nome e adotou idioma e preços franceses.



Continua....

Bacco

 

quarta-feira, 28 de setembro de 2022

A COBRA VAI FUMAR

 


Enquanto a cobra fuma, para a maioria da população mundial, nos mercados financeiros e na política, um outro grupo de pessoas, ou entidades, parece estar imune a qualquer crise.

Falamos das filhas de militares, dos funcionários públicos que se aposentam (com todo mérito) aos 50 anos e com salário integral, das Maria-Chuteiras que engravidam, de jogador de futebol famoso, aos 16 anos?


Nenhum desses?

A matéria de Dionísio, sobre controle de álcool na Europa, me lembrou de uma tendência que certamente terá consequências muito interessantes e cataclísmicas, nas economias locais, regionais e até mundiais, em tudo o que gravita ao redor álcool incluindo os empregos no setor de serviço (hotelaria, restaurantes, vinícolas, maquinário rural, laboratórios, etc. etc.) buh-bye...

Em um estudo de 2021, o instituto de pesquisas Gallup, reportou mudanças impressionantes nos hábitos de consumo da rapaziada nos EUA.

Se você pensa que um problema dos americanos pertence a eles, errou (assim como o dólar americano, que pertence a eles, mas os problemas do dólar são nossos).



Excluindo um ou outro país bizarro (Coreia do Norte, Somália, Vaticano....), a sociedade atual anda em sincronia assustadora no comportamento, na adoção de gírias, nas pirâmides financeiras (shitcoins e afins), na moda ditada pelos influencers do Instagram...

Algumas mudanças chaves de acordo com o Gallup: 60% dos adultos bebia álcool in 2021 contra 65% em 2019

Consumidores acima de 18 anos beberam 3.6 drinks por semana, em 2021, contra 4.0 drinks, em 2019.



 90% dos millennials consumiram álcool contra 84% dos Gen Z

Gen Z, consideram álcool uma substancia que prejudica o humor, estado de alerta, imagem em mídia social.



Gen Z gastaram 40% menos em álcool que os millennials.

Gen Z, são os nossos filhos, sobrinhos e malas deprimidos que cortam os punhos, fazem protesto online, não tem sexo com humanos antes dos 30 anos (e olha lá), gostam de encontrar os amigos somente online, querem comprar CARRO VEGANO (sem couro de gado no acabamento) e por aí vai.

O grande vencedor dessa nova tendência?


A indústria legalizada de cannabis (ou maconha como dizia a minha vovozinha) para uso recreativo (que mais uso há?) com os compostos THC e CBD amplamente disponíveis em muitos países do mundo.

Algumas das vantagens citadas para o consumo de THC (esse oferece a tal viagem) e CBD (uso para relaxar, diminuir ansiedade)?

- Acordar sem ressaca e pronto para trabalhar ou estudar.

- Comprar a dose que quiser em loja que vende o produto elaborado por laboratórios com credibilidade,


- Gastar muito menos por um pacote de THC ou CBD, produzido com chocolate, bala, cigarro a vapor ou óleo, do que com whiskey, vinho, cerveja,

- Efeitos nocivos, causados pela insulina do álcool no pâncreas, inexistentes,

- Efeitos de intoxicação, no fígado, zero.

Adiciono o fato de que, em muitos lugares, o famoso tráfico e os seus donos foram eliminados.



A razão?

Para que comprar algo sem controle químico, fiscal, de saúde, se você pode adquirir, algo mais seguro do que o café, na esquina?

Tem que ser muito iluminado para subir o morro nos dias de hoje.

As grandes empresas já perceberam essa tendência, há muito tempo e antes de todos.

Vários vinhos já podem ter mais THC e menos álcool do que antes o que, para mim, é uma mudança revolucionaria.


 Outros produtos também devem seguir o mesmo caminho.

Ainda que os ‘’big players’’ (ugh) desse mercado tenham levado umas porradas no mercado acionário, ultimamente (tanto no Canada quanto no EUA), o varejo tem apresentado números de vendas e de lucros sensacionais após a pandemia e os governos estão bem contentes com o aumento da arrecadação de impostos.

BEM CONTENTES:

https://maryjuana.com.br/wp-content/uploads/2019/02/rebel-coast-wine.jpg

https://www.mpp.org/issues/legalization/cannabis-tax-revenue-states-regulate-cannabis-adult-use/

Estaremos mortos, em breve, ou fora de ação (sem fígado ou pâncreas); a nova geração, que nos substituirá, demoniza quase tudo que dava sentido à nossa vida: Álcool (em moderação !!), sexo (sem moderação !!), encontros cara a cara para jantares, churrascos, brigas em família, piadas em voz alta, jogos de truco com amigos e inimigos.


........Percamos as esperanças.

Bonzo

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

LEI QUASE SECA

 


O que mais se temia, na França, Espanha, Portugal., Itália e em outros países vinícolas, acaba de acontecer: Nasce, na Europa, um novo proibicionismo que condena, sem alguma distinção, o álcool e os produtos alcoólicos.

Destilados, como whisky, cachaça, rum, vodca etc. entram na mesma panela, dos fermentados, cerveja e vinho no juízo do consumo.



Tanto faz beber uma taça de tinto ou uma de vodca.... a "condenação" é a mesma.

O documento da OMS propõe uma redução de, pelo menos, 10% no consumo, per capita, de bebidas alcoólicas já em 2025.

A estratégia prevê, entre outras, o aumento da taxação, proibição da publicidade, promoção ou qualquer estratégia de marketing e a obrigação de estampar o “Health Warning” na etiqueta.


As garrafas de vinho, em suma, imitarão os maços de cigarro.

A medida cai como uma bomba sobre o mundo do vinho que prevê um significativo aumento dos preços e uma verdadeira catástrofe no consumo.

A “UIV” (Unione Italiana Vini) afirma “..... a história provou que o proibicionismo nunca foi a solução para combater o alcoolismo e atacar o vinho, que há séculos faz parte da “dieta mediterrânea”, é um tiro mortal para um segmento que fatura 7 bilhões de Euros com a exportação e emprega 1,2 milhões de pessoas”.



A “UIV” se mostra pessimista com o futuro dos viticultores e declara: “…é preciso preservar um dos bastiões do “Made in Italy” e os milhares de viticultores, os verdadeiros guardiões do território e de uma cultura milenar parte integrante de nosso país “.

O enófilo brasileiro, como de costume, deverá aumentar o estoque de KY na hora de comprar vinhos europeus ou reforçar as doses de Imosec caso pretenda render-se aos quase-vinhos nacionais.



Dionísio

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

ALCACHOFRAS & CAMARÕES

 


Voltando de uma rápida viagem, depois de percorrer as vinhas de Timorasso do Claudio Mariotto, onde tentara, inutilmente, comprar algumas garrafas para reabastecer minha adega, cheguei em Santa Margherita sob uma assustadora e torrencial chuva.



Já desnorteado e abalado por causa da tabela de preços dos vinhos de Mariotto, que deve ter sido contaminado pelo perigosíssimo “vírus-vinus-predatorius”, originário da Serra Gaúcha (Claudio Mariotto cobra, por uma garrafa de seu Timorasso “Pitasso”, mais do que a “Chablisienne” por uma ampola de Chablis 1er Cru), guardei meu carro na garagem e, fugindo dos relâmpagos e trovoadas, me refugiei em meu “bunker” lígure.

Timorasso Colli Tortonesi DOC "Pitasso" 2017 - Claudio Mariotto

34,00 €


Sem coragem para enfrentar as descargas elétricas e sair para jantar, abri a geladeira.…. quase chorei.

Um saquinho de alface lavada e pronta para o consumo, dois tomates, um pimentão, dois ovos e pouco mais de meia garrafa de Gavi “Minaia” de Nicola Bergaglio.



Com pouco entusiasmo e ainda menos esperanças, olhei para o congelador.

Uma embalagem de camarões, dois saquinhos de alcachofras, sopa de legumes, ervilhas.... Desânimo total.

Alcachofras e camarões?


Será que combinam?

Me aproximei da janela para mais uma consulta meteorológica e …Vou de alcachofras e camarões.

Podem acreditar; foi umas das melhores receitas dos últimos anos, tão interessante que a repeti no Brasil onde também fez sucesso.

A RECEITA



Ingredientes para 4 pessoas

2 saquinhos de fundos de alcachofra congelados (na Itália há mais opções de marcas, tamanhos e formatos, mas a qualidade da brasileira Swift não decepciona) 

300gr de camarões congelados.



3 dentes de alho finamente picados, ½ taça de vinho branco seco, azeite, salsa picada, sal, pimenta do reino.


PREPARO


Deixe descongelar ou jogue os camarões por alguns segundos em água fervente.

Retire os crustáceos e deixe-os coar para perder o excesso de água.



Repita o processo com os fundos de alcachofra, em seguida corte-os em pedaços.

Em uma frigideira, adicione bastante azeite, o alho picado e frite suavemente sem o deixar dourar.

Junte os fundos de alcachofra e depois de 30 segundos adicione os camarões.

Misture bem, derrame metade do vinho e deixe evaporar.

 Em seguida junte abundante salsa picada, sal e um pouco de pimenta moída na hora.


Adicione o restante do vinho, cozinhe por mais 1 minuto e....Voilà.

Em menos de 15 minutos o prato estará pronto.

Para beber?

Eu terminei o Gavi “Minaia” que estava aberto, mas acredito que, apesar da difícil combinação “vinho-alcachofra”, uma bela garrafa de “Isadora-Rosé” da Cousiño Macul cai bem.



Bacco.

P.S Uma dica: O prato melhora sensivelmente no dia seguinte. Seria interessante, então, prepará-lo com 24 horas de antecedência. 

 

  

terça-feira, 20 de setembro de 2022

WASHINGTON FOREVER

 


Washington, um dos grandes segredos que os locais querem manter escondido de todos.

Um estado que possui de tudo e próximo ao alcance de todos.

Neve, duas cadeias de montanhas, lagoas azuis, florestas verdes, deserto, Pacífico, glaciares (cada vez menores), caipiras e os techies (uma versão mais rica e piorada dos Faria Limers), hippies e a turma da “Cuscus-Clan”, drogados jogados pelas ruas, agricultura orgânica, chinês de Porsche com vidros abertos no inverno, gordo de boné MAGA em pick-up velha, tudo isso junto e num mesmo estado.



Quatro estacoes, bem definidas, garantem frutas hortaliças e grãos dos melhores (mais alta tecnologia e conhecimentos empregados na produção, modo americano sem ‘’jeitinho’’, sem ‘’ginga’’).

Queijos, destilados, cerveja da mais alta qualidade, café de todos os países produtores do mundo.

Na terra do Starbucks somente os jumentos certificados compram aquilo.

Opções de ótimos grãos não faltam e em cada esquina.



Quatro espécies de salmões selvagens agradam os paladares mais exigentes, incluindo ursos.

 Frutos do mar de manada, como dizem no Goiás.

E os vinhos de Washington?



Princípios da década de 1970 foi onde alguns malucos plantaram vitis vinífera com intuitos comerciais.

 Consumidor daquela época tomava vinho de garrafão meramente para ficar bêbado e esquecer onde morava.

Pensou Washington, pensou somente em maconha legal e      Walla-Walla?

 Ledo engano.

https://www.washingtonwine.org/regions-and-avas/

Desde os vinhos mais pesados do Rhone, até os mais elegantes, base de Pinot Noir e uvas brancas de todos os climas possíveis, o vivente encontra, no estado, garrafas com custos bem abaixo dos “Supertoscanos” e das tradicionais bombas “Petróleo-Sauvignon” que mais parecem piche com aroma de uva.

Época mais aconselhada para viagens?



Praticamente todas, menos no verão e inverno, no lado leste das montanhas e em qualquer época ao oeste da Cascádia.

Vejo com desanimo que os vinhos importados, na nossa ilha do Bananal, são verdadeiras obras de horror:  Chateau St Michelle, 14 Hands e outras coisas que não servem nem para destilação e custam caro.



Há algo de bom no Chateau St. Michelle?

Sim, os concertos musicais de verão valem sua presença.

 O que não há de vinho bom eles compensam no ambiente.

 A propósito, o Chateau está à venda (novamente).




 Qualquer U$D 2 bilhões leva o grupo.

Bem mais que 90% do volume dos vinhos está nas mãos de 4-5 vinícolas.

 O restante da tigrada (mais de 1.000 vinícolas) luta por um pequeno espaço na selva.

Como em qualquer mercado, de alto volume e boa informação, quem cobra muito, por algo que não tem valor, definha e some, a não ser que tenha 45 anos de estrada e uma enorme estrutura de marketing para alavancar vendas.

 Soa familiar?

 Deveria.

Para quem tem bom gosto e algum tempo, há poucos lugares tão bonitos, nos EUA, como Washington.

O turista esperto pode dar uma esticada até British Columbia porque ali há também um dos lugares mais agradáveis e seguros do mundo para viver: Victoria Island, Vancouver...



A gastronomia de Vancouver merece um capítulo à parte, uma das melhores que já vi e comi, no planeta.

A estrada até Whistler um cartão postal inesquecível.

Entre Washington ao norte e ao sul encontramos dois dos melhores lugares do mundo para produção de vinho... Duas regiões anti-ostentação, onde não tem russo, chinês, brasileiro brega.

Me lembro do tanto meu corretor de imóveis favorito na Itália escreve aqui: “Não há como conhecer vinhos sem conhecer a região, percorrer os locais de produção pessoalmente por várias vezes”.


Meu veredito sobre os vinhos de Washington: Bem ao estilo novo-mundo, mas com muitas boas opções em termos de gosto e preço.

Você, que gosta de vinhos de Espírito Santo do Pinhal, Cocalzinho ou Petrolina e considera Gramado um lugar bonito para visitar..... reveja seus conceitos.

Só GRU salva.

Continua......um dia.

Bonzo

sábado, 17 de setembro de 2022

FREISA X NERO D'AVOLA 2

 


A primeira taça de Freisa não aplacou minha sede e Roberto, percebendo minha “necessidade”, serviu uma segunda.

Enquanto degustava, meu leve e fresco tinto, os dois casais de brasileiros continuavam, impávidos e suados, esvaziando mais uma taça do pesado e quase mastigável Nero D’Avola.




Como, sabiamente, escreveu um palerma e administrador de um grupo de quase enófilos “....as pessoas são livres para degustar seu vinho (branco, rosé ou tinto) da forma que quiserem e onde bem entenderem 



Quem sou eu, então, para sugerir quando e qual vinho beber?

O melhor é deixar os turistas brasileiros encherem a cara com Nero D’Avola sob um sol de 35º.

Mas voltemos ao meu Freisa.....

O Freisa pode ser doce, seco, frisante ou fermo (tranquilo).



A minha predileção recai sobre a tipologia “fermo secco”

Uma festa para os olhos, nariz e paladar, o Freisa se apresenta com uma bela e transparente cor rubi, insofismáveis aromas de framboesa, na boca é fresco, pleno, com um leve retrogosto amargo, no final.

Um grande, interessante e particular vinho piemontês.

Quando Roberto percebeu que a minha parada para o aperitivo, estava chegando ao fim, me apresentou a garrafa do Freisa, que servira e perguntou: “Conhece? ”.



“ Conheço e conheço muito...”, foi minha resposta e não estava mentindo.

“Langhe Freisa Sylla” é, na minha opinião, o mais interessante vinho produzido pela vinícola de Mauro Sebaste e sem sobra de dúvida um dos melhores Freisa que conheço…e não são poucos...



Visitei a vinícola Mauro Sebaste inúmeras vezes e sempre à procura de seu soberbo Freisa que custa pouco mais de 7 Euros.

Mauro, quando está em dia solar, é ótimo anfitrião, atende as visitas com cordialidade, conta histórias de sua vida de viticultor, apresenta seus vinhos com entusiasmo e quando se elogia seu Freisa, em cuja etiqueta consta o nome de sua mãe, se derrete todo e serve taças e mais taças de vinho.



Quando está de saco cheio ou com algum problema, nem aparece e delega aos funcionários o trabalho de recepção, degustação e vendas.

Está chegando o outono!

O calor se foi, as praias estão vazias e a grande meta do turismo, da nova estação, é Alba seus “tartufi”, culinária e grandes vinhos.



Ao visitar as “Langhe”, neste outono, esqueça por um instante os três “B” (Barbera, Barbaresco, Barolo), saia da mesmice e ouse.



 Prove um ótimo Pelaverga de Fratelli Alessandria, um incrível Gamba di Pernice da “Tenuta dei Fiori” e não esqueça de provar o Freisa de Mauro Sebaste.


Bacco