Em muitos países, como no “Brasil Cervejeiro”, o vinho é pouco
consumido, não faz parte da cultura, da tradição....é peso palha da economia.
Pelas razões, acima expostas, não se tem a mínima ideia do mal
que as canetas de Veronelli, Parker, Suckling, Robinson e todos os
filhotes, que eles pariram, causaram ao mundo vinícola.
O mundo vinícola, ao qual me refiro, não é o dos magnatas,
Arnault, De Villaine, Gaja, Antinori, Conterno, jogadores de futebol, artistas
de cinema, cantores, etc. que durante décadas ganharam montanhas de $$$$ graças
aos critico$ amigo$, impren$a e revista$ que elevaram à estratosfera os preços
das garrafas, que eles produziam, deixando um mar de lágrimas para centenas
de milhares de verdadeiros viticultores que hoje amargam uma severa e sempre
mais profunda crise em suas adegas.
Para os defensores e admiradores das canetas dos famosos
críticos, que “inventaram” qual, como, quando, por que, quanto pagar, por este
ou aquele vinho, sinto informar que foram justamente eles, promotores dos
ridículos e esnobes rituais, que precediam um simples gole de vinho (excessivas
rotações das taças, teatrais e intermináveis fungadas das rolhas, descobertas
de incríveis aromas e sabores etc.), os grandes culpados pelo
constante declínio no consumo do vinho.
Alguns dados do consumo litro/per-capita, antes e depois da “parkerizaçâo”
1960 2025
Espanha 70 20
França 120 38
Itália 120 48
Portugal 115 60
Para piorar, ainda mais, o drama do setor vinícola, é mais que
evidente que as novas gerações não mais acreditam, não suportam, nem dão bola aos
ultrapassados, teatrais e esnobes rituais que os Parker da vida impuseram e
fizeram sucesso no passado: os jovens, de hoje, querem uma aproximação mais
simples, relaxada, informal, alegre ......querem beber vinho e não rituais
As novas gerações buscam um vinho mais leve, moderno, que
exprima o território e, exigência muito importante, que caiba em seus bolsos.
Resumindo: O vinho deve voltar a ser o promotor de convívio,
do beber descompromissado, alegre e....barato
Bares e restaurantes, que se acostumaram e continuam, como se
nada fosse, a praticar absurdas margens de lucro de 300/400/500%, precisarão aumentar o estoque de água mineral,
pois venderão sempre menos vinho.
Enquanto isso os viticultores buscam freneticamente uma saída.
Uma delas: Rebaixar as denominações (DOGC – DOC – IGT) dos
vinhos e baixar os preços.
Sabe quantas DOCG (de origem controlada e garantida), DOC
(de origem controlada), IGT
(indicação geográfica típica) há, hoje, na Itália?
Vamos lá: 78 DOCG – 341
DOC – 118 IGT.
Sabe quantas DOCG existiam 1970? NENHUMA!
Nos anos 1980 surgiram as primeiras 4 DOCG: Barolo,
Barbaresco, Brunello di Montalcino, Vino Nobile di Montepulciano.
Mais uma vez a moda parkeriana ditou regras e elevou os
preços.
Chegou a hora e a vez dos jovens que querem Prosecco,
Lambrusco, Bardolino
As novas gerações bebem vinhos leves, bons e barato.
Aguardem o iminente rebaixamento das denominações vinícolas e
uma drástica diminuição dos preços dos vinhos.... italianos e franceses em
primeiríssimo lugar
No Brasil?
No Brasil, da contramão, os predadores continuarão
violentando, como de costume, bolsos, carteira, cartões etc. dos
eno-patridiotas de plantão.
no Pix
Bacco


