Facebook


Pesquisar no blog

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

NERBAL DE BARROS


Nerbal de Barros escreve, pela primeira vez, nas páginas de B&B e o faz bem ao estilo que caracteriza o blog.
Boas vindas e longas matérias

“Tintos, brancos e rosés são a paixão da ex-produtora de rádio Dani Scarpelli. Dois anos atrás, ela criou o canal Vai de Vinho, no YouTube, pelo qual passa dicas sobre a bebida para iniciantes. Em março, a enófila deu um passo adiante nesse universo. Inaugurou um wine bar homônimo num sobradinho com deque, onde dá suas recomendações ao vivo. Ela já avisa: trata-se de um bar para beber rótulos do dia a dia, que custam entre R$ 65,00 e R$ 180,00. Não se atenha a peculiaridades locais, como as opções de vinho suave, de uvas não viníferas (“As pessoas amam”, justifica), ou a presença de salgadinho Doritos no cardápio (“Pode ir bem com espumante”). Nas prateleiras, são encontradas pedidas simples e interessantes. Os fãs de vinhos mais leves se dão bem com o branco californiano Fox Brook, monovarietal da uva chardonnay (R$ 90,00), ou com o tinto alemão Villa Wolf (R$ 147,00), de pinot noir. De Israel, o Golan Heights Hermon Mount (R$ 180,00) é produzido com cepas típicas francesas de Bordeaux. Para quem prefere opções em taça, há vinte sugestões. A degustação é acompanhada de queijos como parmesão, gorgonzola e emmental em potinhos de vidro (R$ 20,00 cada um). ”


Estão entendendo por que não adianta porríssima nenhuma sequer tentar elevar o nível do consumidor de vinho no Brasil?
Estão entendendo por que só os picaretas abrem cursinhos de "orquixópis" para ensinar "os segredos da degustação" ao consumidor brasileiro de vinho?
É a mesma coisa que tentar fazer do Brasil campeão mundial de Rugby, lacrosse ou bobsled.
 Não adianta.
 Aqui a coisa funciona diferente.
 Há quem entenda REALMENTE de vinho, a sério? Sim.
Não chega à casa milhar num universo de 140 milhões de pessoas acima dos 18 anos de idade.

O povão, não consome vinho.
E quem consome, consome mal.
Isso não vai mudar.
E um wine bar que se compraz em oferecer rótulos de uvas não-viníferas e admite que "espumante pode ir bem com Doritos" não ajuda em nada.

Pelo contrário.
Aliás, se "as pessoas" disserem que gostam de "vinho de privada", ela certamente vai começar a produzi-lo e/ou vendê-lo, já que são "as pessoas" que mandam.
Sei lá.
Esta semana abro meu podcast sobre vinho, sem fins lucrativos, assim como o colibri tentando apagar o incêndio na floresta, gota a gota.
 Não perco nada com isso e, o que é mais importante, não tiro dinheiro de incautos, como certos cursinhos que existem por aí cobrando a bagatela de 2.700 talqueis para "começar a ensinar a ser sommelier" (e detalhe: eu tenho dois "dipromas" desse cursinho, mas não paguei um centavo (no podcast eu conto a história).

 Para todos os efeitos práticos eu posso "atacar de sommelier", mesmo sem ter dado uma "bandejada" em restaurante na vida.




segunda-feira, 23 de setembro de 2019

RECORDAR NÃO É VIVER


A melhor idade

Vinhos que evoluem em 5 ao invés de 10, 15, 20 anos.

Seria o fim da civilização como a conhecíamos?

A nova série de artigos sobre vinhos evoluídos, aqui publicada, me despertou e me animou.

Passei algumas semanas importunando amigos e pessoas aleatórias, na internet, questionando sobre as experiências, gostos e opiniões sobre vinhos, vinhos evoluídos, o passado e o futuro.

Conclusão obtida, após essa pesquisa muito importante: Pessoal está cavando e andando para o tema.

 
Comprei recentemente um Champagne safrado já com vários anos nas costas.

 Reações nenhuma.

Abrir um Brunello de 10 anos?

Ninguém se preocupa com isso, ao contrário, a cada gole alguém fazia piadinha com o fato do vinho ‘’ter 10 anos’’. 

Pessoal se preocupa com o gosto ou, no máximo, a aparência do vinho na taça.

 Quando comentamos a safra, o ano como foi, ou os eventos naquela época, passamos a imagem de esnobes ou de trouxas românticos.

 
Os que procuram “pelo em rolha”, como nos, é uma minoria silenciosa e que jamais terá voz financeira.

 Ninguém sente falta de nós, afinal damos trabalho extra (no sentido de aporrinhação, não de emprego) a vendedores, sommerdiers e (de)formadores de opinião.

Com o aparecimento do tal aquecimento global as uvas já se tornam maduras em muito menos tempo, e quando colhidas já não possuem alguns dos componentes superimportantes para garantir aquela evolução saudável, na garrafa, por anos e anos.

Ácidos, taninos, tudo aquilo que todos já sabem, além do uso e abuso da tecnologia para repor o que não estava nas uvas, não funciona bem....

Mas, assim como eu nunca saberei o gosto de um Barolo 1960, aberto em 1980, as novas gerações também não saberão o que não perderam.

 A vida segue com 95% do mercado consumindo vinho produzido e pronto para ser bebido após 1 ou 3 anos.
 

O 1% (ou menos), com suposto bom gosto, jamais pagará as contas ou justificará a existência de uma filosofia que não existe mais.

Nunca fomos importantes, jamais o seremos.

Vivemos na época que ‘’Vingadores’’ arrecada bilhões.

 Filminhos cachorros que duram quase 60 minutos e nos isentam de pensar (o que me parece ótimo, posto que não conseguiríamos encontrar ou compreender a mensagem)

Perdemos a capacidade de ter lembranças graças ao imediatismo reinante.

Se recordar e’ viver http://baccoebocca-us.blogspot.com/2019/09/recordar-e-viver.html, há muita gente que nunca viveu nem viverá.

Percamos as esperanças.

Bonzo

 

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

O CARA VOLTOU





Jean Claude Cara, depois de trocentas tentativas e igual número de fracassos, volta à carga e tenta retornar ao mercado de vinhos do Brasil.

Jean Paul é persistente e busca, de todas as maneiras, se impor no cenário vinícola brasileiro.

Depois de um período de “misterioso exílio” retorna, agora, ao paraíso dos eno-tontos, não mais como “chefe-blefe” de seu desconhecido e periférico restaurante de Ourinhos, não mais como sommelier e ministrador de cursos, não mais como consultor da vinícola Larentis, não mais como consultor eno-gastronômico, não mais como consultor da vinícola Villars Fontaine etc. etc. etc.

http://baccoebocca-us.blogspot.com/2013/11/mais-um-fenonemo-i.html

http://baccoebocca-us.blogspot.com/2013/11/fenomeno-ii.html



Nosso inquieto Cara de pau  retorna, ao nosso convívio, fantasiado de “caviste”.

Nosso “caviste”, que já abriu e fechou alguns endereços em Beaune,  é  aclamado,  quase venerado e provoca “frisson”, no pobre e esquálido cenário vinícola brasileiro. 

É triste e desanimador,  ver muita  gente boa e , como de costume,  muitíssimos   picaretas, babando os pés do “Cara-Caviste” especialista em vinhos mais prá la do que prá cá.

É sempre bom lembrar que os vinhos antigos, do mais novo “caviste”,  são normalmente comprados de quer se desfazer de velhas garrafas e quase sempre já não são nem a sombra do que foram ou deveriam ser.

Uma coisa devo admitir e também tirar o chapéu: O Cara-Caviste é um incrível alquimista que consegue transformar merda em ouro.

Pelo visto há um monte de gente que adora os produtos do Cara-Caviste-Alquimiste

Parabéns

Dionisio.

domingo, 8 de setembro de 2019

RECORDAR É VIVER


Falar de vinhos “velhos” e não mencionar a adega do subsolo da enoteca “GV” de Alba seria uma injustiça, um pecado

A GV, dos meus amigos Lorenzo e Enrico, na Via Mestra, quase na esquina da praça da Catedral, é o paraíso das relíquias.

Após as duas matérias, sobre o assunto, achei interessante recordar, através do vídeo, minhas incursões, que redundaram, invariavelmente, em solenes entubadas, pelo do mundo dos vinhos “velhos”.

Assistam e, para todos os que adoram relíquias, babem.
https://www.youtube.com/watch?v=54n43zMneeQ

Bacco