Imaginem quão bobo e desinformado é o sujeito que compra 8
hectares de vinhas, em Morey-Saint-Denis, por incríveis 200 milhões
de Euros (1 bilhão de R$), mas desconhece os preços convidativos e o imenso
potencial vinícola do Brasil
O Bernard Arnault, o francês podre de rico, que adquiriu o famoso
Grand Cru “Clos des Lambrays”, demorará três ou quatro décadas para, quem sabe,
recuperar seu investimento.
Dez anos já se foram (Arnault comprou o “Clos de Lambrays em
2014) e Bernard, hoje com 75 anos, não estará vivo quando, finalmente, obterá,
talvez, o retorno do bilhão investido em Morey-Saint-Denis.
Se o magnata francês conhecesse profundamente o mundo do vinho
deixaria o “Clos
de Lambrays” para outro desinformado
capitalista e na calada da noite teria comprado, por preço de banana prata,
milhares de hectares na mais nova e promissora Borgonha vinícola: O Brasil.
O Brasil guarda, em seu território, com justificado ciúme e
segredo, terras que custam migalhas, mas que em poucos anos poderiam produzir
garrafas renomada e tão lucrativas quanto as originarias dos Grands Crus
franceses.
De norte ao sul, de leste ao oeste, o território brasileiro
possui rara vocação para o plantio de parreiras.
O multibilionário, Bernard,
deveria ter sido informado, por sua equipe de consultores, sobre a qualidade
única do “terroir” brasileiro (no Brasil, influencers,
sommerdiers, críticos e similares, em sua proverbial ignorância, confundem TERROIR
com TERRENO).
Outra grande e injustificada omissão, sobre o enorme potencial
vinícola brasileiro, deve ser atribuída aos diretores da Moet Chandon
brasileira que, apesar de produzirem, em terras gaúchas, um dos consagrados “Segundo Melhor” espumantes do mundo,
nunca repassaram a informação ao Bernard.
No Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas
Gerais, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Bahia, Espirito Santo, DF e se bobear
até no Pantanal mato-grossense, há milhares de parreirais produzindo excelências
vinícolas.
É o Brasil “encinando” ao
mundo como produzir vinhos até nos brejos.
CONSELHOS TÉCNICOS DE B&B
Como demonstramos, todo o território nacional possui imensa
vocação vinícola, mas para conseguir sucesso mais rápido e seguro, B&B
revelará, gratuitamente, ao Bernard, o “Caminho das
Pedras”
Se nosso amigo Bernard quiser sucesso seguro e rápido deverá
focar suas atenções visando o segmento dos novos-ricos-abobados-abobados
Onde encontrar, então, o maior número de novos ricos abobados?
Brasília!
Arnault, deverá, sem dúvida, iniciar sua aventura vinícola no
cerrado goiano e nas terras do Distrito Federal.
O alto poder aquisitivo da população, dos lobistas, políticos,
ministros, juízes, presidentes de estatais, altos funcionários, etc., (todos
grandes admiradores de Grands Crus franceses), recomendam o Planalto Central
como o território mais apropriado para obter um retorno rápido e seguro do
capital investido.
Arnault, gastando menos do que desembolsaria para comprar 1
hectare no “Clos-des-Lambrays”, poderia comprar 2.000/3.000 hectares, nos
arredores de Brasília e iniciar a produção de seus “Grands
Cus” do cerrado.
Para obter rápido sucesso, na nova e venturosa aventura, nosso
Arnault precisaria, todavia, de ajuda técnica e especializada para cada etapa
da empreitada.
Para economizar nos gastos da capina, preparação, aração,
plantio, manutenção etc. dos vinhedos, Bernard, deverá encontrar uma eficiente
diretoria de “RD” (recursos desumanos).
Não é preciso pensar muito... no mercado brasileiro não há
nada melhor do que os “RD” da Aurora, Garibaldi e Salton: eles sabem onde e como
conseguir trabalhadores sem registro, sem encargos sociais, sem greves e que
adoram trabalhar de sol a sol, quase de graça e quase sem comer.
Já indicamos como e onde Bernard Arnault deveria ter
pesquisado antes de comprar o “Clos-des-Lambrays”.
Na próxima matéria
revelaremos como é possível produzir, com custos irrisórios, “Grands Cus” do
cerrado e vendê-los pelo preço de Grands Crus franceses.
Aguardem
Dionísio







