Os sinais são claros, insofismáveis: Há uma nova picaretagem
enológica surgindo em algumas escuras e misteriosas adegas gaúchas.
Quando Bilu Didu Teteia e sua turma (filho, nora etc.), aquele
ex fotógrafo, hoje marqueteiro de vinhos, cujo nome verdadeiro é um mistério, o
Ed Motta, a Camila Camomila, a ceramista que faz viajar toneladas de uva Isabel
sacolejando em caminhões por longos 500 quilômetros e as vinifica à beira da praia,
quando esta turminha (e outros mais) de vigaristas intelectuais se une, para exaltar
o vinho “natural” brasileiro,
algo começa a feder.
Se juntar todo esse pessoal, de conhecimento vinícola primário
(será, primata?), as únicas coisas “naturais”, que aparecerão , serão suas tremendas
caras de pau.
O enófilo brasileiro já foi enganado através de inúmeras campanhas
de conteúdo mais que duvidoso e foi tratado como imbecil por várias delas.
Vamos tentar lembrar algumas?
“O espumante nacional e o segundo melhor do
mundo”
“Vinho da Miolo ganha medalha de ouro lá
na.....”,
“Vinhos nacionais são
premiados no concurso da.....”
“Steven Spurrier já não pode viver sem os vinhos do Marco-Helerdani-Mauricio-Danielle-Heller-Marco
etc..”
“Galvão Bueno já produz o Brunello
pornô”.
“O Gamay da Miolo é melhor do que o francês pois se adapta melhor
ao gosto brasileiro”
“Moscatel de Farroupilha ganha concurso na França e a cidade se
enriquece como grande produtor mundial de uva”
Todas fantasiosas meias verdades (acho
que um quinto de verdade seria o mais correto) que apenas visam
confundir o consumidor e justificar preços pornográficos.
Não vou declarar que o vinho “natureba “nacional (a nora do Didu
Bilu Teteia julga ser a “inventora” do termo
“natureba” e acredita ter descoberto a água quente) é uma
piada (Bacco tratará com mais propriedade do assunto) , mas lanço um desafio:
Um pais, que mal sabe produzir vinho convencional
, com quase 80% de sua produção proveniente de uvas não vinífera, controles
zero, ou perto disso, sem tradição vinícola
, não pode ser levado a sério, especialmente,
quando meia dúzia de espertinhos, sem escrúpulos, se junta para , mais uma vez , tentar
enganar o consumidor.
Caros amigos (dá-lhe, Galvão do Sangiovese pornô), o vinho “natural” que nem na Europa possui, por enquanto, regulamentação
definida, é mais uma sacanagem marqueteira para justificar garrafas caras,
vinhos oxidados, com defeitos, maus cheiros, turbidez etc.
A turminha da vigarice-enológica-gaúcha está trabalhando duro
e aposta alto na imbecilidade ufanista do consumidor nacional que, pasmem, já
se orgulha, apoia os produtores “naturais” e defende vinhos "Sabor Merda".
Parabéns, mais natural que isso......

















