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sexta-feira, 24 de julho de 2026

BEBER EM PAZ....

 


Em muitos países, como no “Brasil Cervejeiro”, o vinho é pouco consumido, não faz parte da cultura, da tradição....é peso palha da economia.

Pelas razões, acima expostas, não se tem a mínima ideia do mal que as canetas de Veronelli, Parker, Suckling, Robinson e todos os filhotes, que eles pariram, causaram ao mundo vinícola.



O mundo vinícola, ao qual me refiro, não é o dos magnatas, Arnault, De Villaine, Gaja, Antinori, Conterno, jogadores de futebol, artistas de cinema, cantores, etc. que durante décadas ganharam montanhas de $$$$ graças aos critico$ amigo$, impren$a e revista$ que elevaram à estratosfera os preços das garrafas, que eles produziam, deixando um mar de lágrimas para centenas de milhares de verdadeiros viticultores que hoje amargam uma severa e sempre mais profunda crise em suas adegas.



Para os defensores e admiradores das canetas dos famosos críticos, que “inventaram” qual, como, quando, por que, quanto pagar, por este ou aquele vinho, sinto informar que foram justamente eles, promotores dos ridículos e esnobes rituais, que precediam um simples gole de vinho (excessivas rotações das taças, teatrais e intermináveis fungadas das rolhas, descobertas de incríveis aromas e sabores etc.), os grandes culpados pelo constante declínio no consumo do vinho.



Alguns dados do consumo litro/per-capita, antes e depois da “parkerizaçâo”

               1960                2025

Espanha         70                   20    

França         120                   38

Itália          120                   48

Portugal      115                    60

Para piorar, ainda mais, o drama do setor vinícola, é mais que evidente que as novas gerações não mais acreditam, não suportam, nem dão bola aos ultrapassados, teatrais e esnobes rituais que os Parker da vida impuseram e fizeram sucesso no passado: os jovens, de hoje, querem uma aproximação mais simples, relaxada, informal, alegre ......querem beber vinho e não rituais



As novas gerações buscam um vinho mais leve, moderno, que exprima o território e, exigência muito importante, que caiba em seus bolsos.

Resumindo: O vinho deve voltar a ser o promotor de convívio, do beber descompromissado, alegre e....barato

Bares e restaurantes, que se acostumaram e continuam, como se nada fosse, a praticar absurdas margens de lucro de 300/400/500%, precisarão aumentar o estoque de água mineral, pois venderão sempre menos vinho.





Enquanto isso os viticultores buscam freneticamente uma saída.

Uma delas: Rebaixar as denominações (DOGC – DOC – IGT) dos vinhos e baixar os preços.

Sabe quantas DOCG (de origem controlada e garantida), DOC (de origem controlada), IGT (indicação geográfica típica) há, hoje, na Itália?

Vamos lá: 78 DOCG – 341 DOC – 118 IGT.

Sabe quantas DOCG existiam 1970? NENHUMA!

Nos anos 1980 surgiram as primeiras 4 DOCG: Barolo, Barbaresco, Brunello di Montalcino, Vino Nobile di Montepulciano.

Mais uma vez a moda parkeriana ditou regras e elevou os preços.

Chegou a hora e a vez dos jovens que querem Prosecco, Lambrusco, Bardolino

As novas gerações bebem vinhos leves, bons e barato.



Aguardem o iminente rebaixamento das denominações vinícolas e uma drástica diminuição dos preços dos vinhos.... italianos e franceses em primeiríssimo lugar

No Brasil?

No Brasil, da contramão, os predadores continuarão violentando, como de costume, bolsos, carteira, cartões etc. dos eno-patridiotas de plantão.



no Pix


Bacco 



5 comentários:

  1. Acertou na mosca. Minhas filhas, ainda longe dos trinta anos, curtem vinho, inspiradas pelo pai e pela mãe (uma sommelier involuntária, ou, melhor, uma ávida consumista), mas fogem desta cooptação mercadológica que, para elas, é algo muito cafona. Inimaginável elas e os amigos, nos alegres bares de vinho de São Paulo, levarem a sério ou pagarem caro pelos pontos, aromas esotéricos, rituais ridículos e que tais. Basta uma pressão extra nessa linha e alguns reais a mais nas taças, para que as cervejas artesanais, drinks ou bebidas não alcoólicas preencham o espaço, agora e para o resto da vida. O discurso que valeu para americanos ricos e velhos, não funciona as novas gerações. Ao contrário, as espanta.

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  2. Isto não é verdade sobre o Brasil, este renomado sommelier prova que o Brasil hoje faz vinhos da sangiovese nível Itália!

    https://youtu.be/YWzBNnXBCIk?is=uQF2W-0kAJulEd9o

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    Respostas
    1. Qual a sua metodologia para fazer a prova?

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    2. Minha metodologia é confiar nos especialistas que acumularam experiência e estudaram arduamente para estar onde estão.

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  3. Gosto muito da técnica de elogiar vinho desequilibrado como se fosse algo bom, igual o corretor que chama um imóvel caindo aos pedaços de "rústico".

    Acidez exagerada = vinho gastronômico.
    Tanino muito marcado = vinho com potencial de guarda.
    Falta de equilíbrio = frutado, descomplicado, para o dia a dia.

    E por aí vai

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