Olho para o teclado, à minha frente e uma grande apatia e
infinito desânimo invadem minha mente com a mesma pergunta.... “Presenciando e convivendo no vulgar lupanar, mais
conhecido pela alcunha: “Praça dos Três Poderes” (ou será Dos Três Phoderes?) Centro
da mais inimaginável série de escândalos, de todos os tempos, você,
alienadamente, continua escrevendo sobre vinho, gastronomia, viagens etc.? ”
Confesso que precisei de uma hercúlea sacudida para espantar os
“vorcárianos” fantasmas da ilimitada corrupção para iniciar a escrever mais
esta matéria.
Antes de dar uma boa notícia gostaria de parabenizar Dionísio,
que, com seu “Brunello & Bandoneon”, sepulta
qualquer indício de uma saudável mudança no estéril e capenga cenário da crítica
vinícola brasileira e, como diria Bonzo, “percam as
esperanças......”
A boa notícia? O tremendo calor, que continua assolando e
assando a Europa, antecipou, em quase um mês, a vindima de 2026.
Com as adegas cheias, de vinho invendido e sem grandes
possibilidades de aparecer um milagroso salvador, muitos produtores não tem
onde estocar os milhões de hectolitros da nova safra.
Um verão e um outono tórridos, a mudança nos gostos dos jovens, que preferem vinhos mais leves, frescos e de baixo teor alcoólico, fizeram despencar o consumo dos vinhos tintos que mofam nas prateleiras dos bares, restaurantes, enotecas e supermercados.
Como se nada fosse, bares e restaurantes, das cidades
turísticas, ignoram o problema e continuam metendo a mão nas carteiras de
milhões de turistas que, exaustos e suados, perambulam, como zumbis, pelas ruas
da saariana Europa.....
Raras as garrafas nas mesas e o outrora alegre festival de copos
cheios.... Nem pensar.
A crise do vinho parece não ter fim, mas, finalmente, muitos produtores e outros tantos supermercados, acordaram e encontraram o caminho das pedras: Baixar os preços
Enquanto os bares e
restaurantes, ainda sonham com os anos dourados das décadas 80-90 e continuam
praticando a brasileiríssima e anacrônica política do “vender pouco e ganhar muito” inúmeros produtores e supermercados
percorrem um caminho exatamente oposto: ganhar menos e vender mais.
Resultado?
O “Sommerdier de Bicicleta” recomenda, aos ricos brasileiros, um “Brunetto/ Adiós, Pampa Mia”
por míseros R$ 260,00
Bira Wines Brunetto 2018
PRODUTOR:
Bira WinesPAÍS:
ArgentinaREGIÃO
SELLER:
World Wine
R$
260
Enquanto isso, o “pobre” italiano é obrigado a gastar 20 Euros
(R$ 120) para beber um Brunello di Montalcino original e verdadeiro.
Mas nem sempre a vida é justa e nem todo tem a sorte de nascer
no Brasil onde os enófilos podem contar com um com$ultor vinícola, altamente venal,
como nosso “Sommerdier de Bicicleta”......
Esqueçamos, por enquanto, o Maranhão vinícola e vejamos como
andam os preços na Europa.
Abaixo os amigos (inimigos, também...) poderão verificar o quanto os preços estão despencando na Itália.


Um aviso precaucional: Deixe um Isordil ao seu alcance!
Bacco






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