Facebook


Pesquisar no blog

sábado, 24 de agosto de 2013

Orta San Giulio


(0)(8)


Quando você, após visitar Arona, Angera, Stresa, Isola Bella, Isola dei Pescatori, Pallanza, Cannobbio, Sesto Calende e outras maravilhosas aldeias que cercam e enfeitam o estupendo “Lago Maggiore”, acreditar que seus olhos já não podem agüentar ainda mais beleza é chegada à hora, então, de conhecer o “Lago D’Orta” e Orta San Giulio.

O “Lago D’Orta” é uma pequena pérola pouco conhecida e bem menos badalada do que seu vizinho “Lago Maggiore”,
 mas, nem por isso, menos bonito e interessante.

 
 Sua “capital”, a pequena e estupenda Orta San Giulio, não teme comparações com outra localidade qualquer e não é segunda em nenhuma “disputa” que exija charme, fascínio, encantamento.....

Hotéis?
Muitos e ótimos.
Restaurantes?
Há somente o embaraço da escolha (bem na entrada da cidade, um 2* Michelin)
Enotecas e bares?
Mais de vinte.

 
 
As estruturas abundantes e boas se apequenam e são deixadas de lado, parecendo figurantes insignificantes , quando o turista sensível entra na aldeia ,percorre e se perde no labirinto de suas estreitas ruelas.
O emaranhado de becos, com calçamento secular perfeitamente preservado (asfalto? Zero!), deságua, invariavelmente, na bela e majestosa praça, repletas de bares e de onde partem os barcos para a fantástica e misteriosa “Isola Del Silenzio”.
 
A “Isola del Silenzio”,  pequena ilha no meio do lago ,  hipnotiza os mais insensiveis olhos ; é impossivel deixar de admirar e fotografar inúmeras vezes a beleza do lugar .
 
 

Não há, em toda Orta San Giulio, um canto sequer que beire o trivial, o comum o insosso; Orta San Giulio é charme, encanto total, e seu visual, mais que raro, é único.
 
A região do Lago Maggiore é repleta de surpresas emocionantes, sofisticadas, raras e que nos esperam a cada curva ou esquina.

  É um ângulo do Piemonte que deve ser percorrido com calma e inteligência.

Orta San Giulio exige ainda mais calma e inteligência.

Na entrada, logo após o edifício de estilo “Mourisco Kitsch”, que abriga o hotel e restaurante “Villa Crespi” (duas * Michelin) há uma estrada que serpenteando morro acima leva o turista, religioso ou não, para um dos mais belos “Sacro Monti” da Itália.
 
Os “Sacro Monti” são percursos devocionais compostos por capelas que, através de um discurso iconográfico, constituído de esculturas e pinturas, conta a vida de Cristo, Nossa Senhora ou dos santos.
 

Os “Sacro Monti” nasceram na vizinha Varallo (vale a pena visitar, também) no século XV e aos poucos se espalharam por outras aldeias piemontesas.
 
O “Sacro Monte” de Orta San Giulio, composto de 20 capelas, é dedicado à vida de San Francisco e impressiona pelo realismo das centenas de esculturas barrocas que as decoram.

Percorrer o “Sacro Monte”, no começo do outono, quando as arvores adquirem vários matizes entre o cobre e o dourado , caminhar sobre o espesso tapete de folhas convivendo com um silêncio impressionante é algo, pelo menos para mim, difícil de descrever.
 

É preciso conhecer e viver......

Antes de descer, para Orta San Giulio, não se deve economizar fotos: O panorama que se descortina do alto da colina é, mais que belo, único.

O moderno estacionamento no subsolo, bem na entrada da aldeia, é cômodo, seguro, barato.
 
Uma recomendação: Não caia na tentação de entrar com o carro na pequena Orta San Giulio especialmente se o seu veículo for médio ou grande.

As ruelas são muito estreitas e existe o real perigo de arranhar ou amassar o carrão.
 
Caminhar é preciso.....

Descrever a cidade?
Não tenho o dom de transmitir ou narrar tanto encanto e até as fotos, que anexei nesta matéria, não fazem jus à magia do lugar.
 
Caminhar vagarosamente curtido o traçado medieval da aldeia, admirar os telhados de espessas lajes de granito e suas incontáveis e fumegantes chaminés (faz muito frio na região), olhar incrédulo para os incríveis balcões e portões de ferro batido (verdadeiras obras de arte) é um pouco cansativo.

Após algumas horas de peregrinação é recomendável descansar em um dos muitos bares da praça, ponto central e mundano da cidade.
 
No pequeno porto, botes motorizados fazem a travessia até a “Isola del Silenzio.

 A “Isola del Silenzio”, pequena ilha que aflora na superfície do lago, compõe uma visão quase irreal e deve ser obrigatoriamente visitada.
 
Dois caminhos percorrem a ilhota: “Via del Silenzio” e “Via della Meditazione” e a atmosfera, que imediatamente envolve o turista, explica, por si só, os nomes: silêncio e meditação...... Misticismo puro.
 
E por falar em misticismo, as únicas habitantes da ilha são as freiras enclausuradas no mosteiro que domina a “Isola del Silenzio”

Que mais contar?
Poderia escrever mais dez páginas, falar de centenas de coisas, contar muitas passagens que vivi visitando a aldeia, mas jamais esgotaria o assunto nem poderia dar uma idéia completa da beleza de Orta San Giulio.
 
Para compensar minha falta de talento narrativo gostaria de indicar um restaurante que há anos é o meu preferido.

Há inúmero e bons em Orta San Giulio, mas o “Hotel Ristorante Olina”, bem na ruela principal da aldeia, é insuperável.
 

Atendimento cordial (confie na gerente e sommelier Tiziana), ambiente simples, cozinha primorosa, boa carta de vinhos, preços contidos.....

Quer mais?

Um conselho: Se você é um sujeito normal, não tem uma fome atávica e não gosta de jogar dinheiro pela janela do carro, peça apenas um prato.
 
Não caia em tentação, esqueça a gula: As porções são tão abundantes que é temerário pedir um segundo prato (quase sempre será desperdiçado).
 
Se os convivam forem dois e os antepastos irresistíveis , peça um  e divida com o (a) acompanhante.

Vinhos?

Tiziana normalmente oferece mais de 20 opções em taça e o “Olina” é o local indicado para se degustar bons copos de Gattinara, Boca, Fara, Sizzano, Lessona, Bramaterra e outros vinhos da região.
 

Orta San Giulio, uma aldeia encantada.

Confira.  



Nenhum comentário:

Postar um comentário