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terça-feira, 29 de agosto de 2017

EU ,TAMBÉM, ERREI


 
Um amigo, cujo nome não revelo, me enviou uma mensagem provando que errei na matéria "Lucki Erra Mais Uma".

O "Ornato" é, sim, uma propriedade da Pio Cesare, mas é também um cru.

Feito o reparo peço desculpas.

 Espero (sentado?) que o Jorge Lucki faça o mesmo e declare que errou quando afirmou ".... antes dos anos 80 não existiam vinhedos individualizados".

Dionísio

 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

LUCKI ERRA MAIS UMA


 


Considero Jorge Lucki um dos mais bem preparados críticos nacionais.
 

Jorge , já afirmei e repito, comete um erro, talvez, de presunção: comenta todos os vinhos de todos os cantos do planeta.
 
 
 
 

É impossível! Ninguém consegue.

Talvez seja imposição da CBN, mas Lucki peca pela "onisciência".

Ontem Jorge comentou os vinhos da "Pio Cesare".

"Pio Cesare" é uma tradicional vinícola de Alba que produz, entre outros, Barolo e Barbaresco.

Jorge, sem o Google para ajudar, comenta o Barolo da vinícola e erra feio.

Dois erros são imperdoáveis.

Lucki afirma: ".... antes dos anos 80 não existiam vinhedos individualizados"

Errado!

Antes dos anos 80 já se engarrafavam vinho de vinhedos individualizados (crus) e as fotos abaixo confirmam minha afirmação.
 

O grande nome, responsável pela organização dos crus, das Langhe, nos anos 80, foi Renato Ratti.
 

Renato Ratti estudou e deu ordem à bagunça, mas os crus existiam.

Para que se tenha uma idéia, já no século XVIII, havia garrafas de Barolo portando, na etiqueta, a denominação "Cannubi".
 

Para quem não está familiarizado, "Cannubi" é um dos mais tradicionais crus do Barolo.

Segundo erro: "Ornato" não é um vinhedo, um cru.

 "Ornato" é uma propriedade (quinta), da Pio Cesare, localizada nas terras de Serralunga D'Alba.

Se Jorge Lucki cometesse os mesmos deslizes, na Itália, perderia o emprego no mesmo dia.
 

Jorge , quando falar de assuntos que não domina, tenha sempre o Google por perto

Dionísio

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

BEATO PALITO


O que mais temia, vai acontecer.
 

Manoel Beato Salu, mais conhecido por suas habilidades de escalador de crucifixos medievais, vai aparecer em um canal onde falará de vinhos gastronomia e outras amenidades.
 

O canal terá um quadro intitulado: "Vinhagens".

Juro que ao ler, pela primeira vez o nome do quadro, levei um susto; pensei ter lido "Viadagens".

Passado o estupor e refeito, continuei, calmamente, a leitura até encontrar a seguinte frase:

 "No quadro Vinhagens, vai apresentar vinícolas, entrevistar enólogos, falar sobre história "e o que concerne à cultura do lugar", diz. "Existe liberdade, mas uma coisa tem que chamar a outra: para compreender o mundo e o outro. Tudo vai passar pelo vinho, mas ele vai dançar em torno dessas outras áreas."
 
Soa falsa a informação quando nosso "Olívio Palito" (como está magro o Beato....) afirma "....... falar sobre história e o que concerne à cultura do lugar"
 

Um sujeito que não respeita símbolos culturais da Borgonha não está apto para dar lições sobre cultura nem em botequim de rodoviária do interior do Maranhão.

Vamos aguardar, no entanto, as revelações do Beato escalador.

Espero que nosso mais premiado sommerdier apresente seu programa logo.

Não estou ansioso para ver o programa do Beato Salu, mas, pela foto publicada pela "Folha de São Paulo", nosso sommerdier, mais parecido com um faquir após 60 dias de jejum, deve se apressar....
 

Mais um conselho: Beato, largue o copo e vá de água benta

Dionísio

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

MALVASIA VIGNA 80 ANNI



O "Nanin" é meu restaurante predileto em Chiavari.

O "Nanin", além da excelente cozinha, possui uma adega pequena, mas surpreendente.

Marco, sócio e cozinheiro do local, é um grande apreciador e entendedor de vinhos.

Marco, por diversas vezes, me revelou castas, grandes etiquetas, ótimos produtores e já bastaria a indicação de Jean Claude Bachelet para lhe render uma justa homenagem.
 
 
 

Em minha última passagem, pelo "Nanin", Marco propôs uma garrafa de "Malvasia Istriana" que ainda não havia provado.

Não conhece a "Malvasia Istriana"?

Vamos descobrir do que se trata.

A Malvasia é uma casta muito difundida na Itália.

 A Malvasia pode ser encontrada desde o Piemonte, no norte, até a Puglia, no extremo sul da bota e até nas ilhas, Sardenha e Sicilia.

Esta casta, que se adapta bem do norte ao sul da bota, é utilizada em dezenas de denominações importantes.
 

 Algumas das mais conhecidas: Chianti (em sua receita original de 1870), Frascati, Est! Est!! Est!!!, Carmignano, Malvasia di Bosa etc.

As surpresas não terminam quando se descobre em quantas dominações a uva é utilizada, é preciso lembrar, também, que a Malvasia pode ser branca, tinta e com ela se produzem vinhos secos ou doces.

A Malvasia é popular e polivalente.

É fácil deduzir, então, que muitos enófilos já beberam Malvasia sem saber.

A "Malvasia Istriana", todavia, não pode ser confundida com as primas populares e polivalentes.

 A "Malvasia Istriana", pequena realidade enológica do Friuli Venezia Giulia, é uma jóia rara que origina um dos mais importantes e melhores vinhos brancos da Itália.
 

 A "Malvasia Vigna 80 Anni" da vinícola "I Clivi", que bebi no restaurante "Nanin", é a prova viva da minha afirmação: Grande vinho!

O que dizer desta soberba "Malvasia Vigna 80 Anni"?

Vou iniciar informando que este maravilhoso vinho nasce de vinhas, como afirma a etiqueta, de mais de 80 anos.

As velhas vinhas autóctones, perfeitamente aclimatadas na região, são pao-duras e produzem 2.000/3.000 kg por hectare.

 Toda a "avareza", das idosas parreiras, resulta em vinho de grande estrutura, concentração e mineralidade.

Na taça, a "Malvasia Vigna 80 Anni", apresenta uma bela cor palha com tendência ao dourado brilhante.

Ao nariz percebem-se notas balsâmicas, de frutas maduras e uma marcante veia mineral.

Na boca é envolvente, quente, muito persistente e que termina em raro frescor.

A vinícola "I Clivi", de propriedade de Ferdinando Zanusso, se localiza no "Collio Goriziano" (veja mapa) e se estende por 12 hectares nas colinas de Brazzano, terra de grandíssimos vinhos.
 

Quem viajar pelo norte da Itália no deve procurar e provar este maravilhoso vinho que custa 20/25 Euros nas enotecas

A vinícola de Ferdinando Zanusso produz outra maravilha enológica: "Clivi Brazan"
 

Os "Clivi di Brazan" fica prá próxima...