Pensei que a ridícula campanha do “O Segundo Melhor Espumante do
Mundo” tivesse esgotado todas tentativas, dos publicitários
brasileiros, de insuflar o ufanismo com lamentáveis, falsas e risíveis mensagens.
O Brasil, que produz 80% de seus vinhos com castas não
viníferas, deveria ficar quieto e não se expor, aos risos do resto do planeta,
afirmando produzir o segundo melhor espumante do mundo
Depois da piada do “segundo melhor…” os
publicitários investiram em concursos, premiações, medalhas, reconhecimentos
etc.
Como era de se esperar e para o delírio dos
eno-tontos-patriotas nossos vinhos, onde quer que participassem,
sempre saiam ganhadores e repletos de medalhas.
Eram medalhas para todos os lados e para todos os gostos.
Mais uma vez a farsa cansou e a indústria vinícola brasileira está,
atualmente, investindo nos (de) formadore$ de opinião, sommeliers premiados no
Brasil e derrotados lá fora (29º), revistas que vivem de anúncios, canetas de
vida fácil etc. que invariavelmente elogiam, sem ruborizar e com a maior cara
de pau, vinhos que “fanno
cagare”.
Quem já bebeu algumas garrafas de vinhos portugueses,
franceses, espanhóis, italianos sabe perfeitamente do que estou falando.
Recebo um link e não creio no que leio: “O dia em que o mundo se rendeu aos queijos mineiros”
https://www.conhecaminas.com/2019/06/3-de-junho-o-mundo-se-rendeu-aos.html?fbclid=IwAR0v3kDCNMbhzMdeNkGqkMmQp7wk865akAetLri-esDxCS8I-hB-d6xjah4
Não bastavam os vinhos.... Agora é
a vez dos queijos mineiros.
O que a matéria, imbecilizante, não
revela e o senhor Osvaldo Filho, proprietário da Queijos D´Alagoa,
que colaborou na elaboração da farsa, “esqueceu” de contar é o seguinte.
Além das duas dúzias de produtores mineiros concorreram para ganhar as
“merdalhas”: 83 produtores franceses, 7 suíços, 2 belgas, 2 italianos, 1 holandês 1
alemão, 1 inglês, 1 espanhol, 1 israelense.
Não quero comentar sobre os ótimos queijos suíços, holandeses,
espanhóis, alemães etc., mas gostaria de comentar algo sobre a variedade e
qualidade dos italianos.
Na Itália há 487
tipos de queijos dos quais 48 são “DOP” de origem protegida (na França os DOP
são 45).
Há, também, 1.350 grandes indústrias no setor além de dezenas de
milhares de pequenos e médios produtores espalhados pelo território.
Incontáveis aldeias, das mais diferentes regiões italianas, produzem
inúmeras variedades de queijos extraordinários dos quais o senhor Osvaldo Filho
sequer ouviu falar.
A produção italiana alcança 1,3 milhões de toneladas por anos e se
classifica em 3º lugar, perdendo para a França, 2ª com 1,9 milhões e para a
Alemanha ,1ª com 2,2 milhões de toneladas.
A Alemanha, maior produtora e exportadora de queijos da Europa,
compareceu, ao concurso de Tours, com um único produtor e a Itália, a terceira,
com dois.
É fácil perceber, então, a importância do evento.....
O mundo não se “rendeu” diante dos vinhos gaúchos nem dos queijos
mineiro.
O mundo fica boquiaberto e dá gargalhadas ao tomar conhecimento de
tamanha falsidade intelectual e da ridícula picaretagem láctea.
Dionísio
PS. Esqueci de informar que os queijo premiados, com
medalhas "Grande Ouro, Ouro, Prata e Bronze" foram 346.
Só não premiaram o “Catupiry”




























