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quinta-feira, 21 de março de 2019

O PREÇO DAS VINHAS II


A matéria anterior não foi bem digerida por alguns.
http://baccoebocca-us.blogspot.com/2019/03/o-preco-das-vinhas.html

De Portugal, um produtor do Douro não acreditou nos preços dos vinhedos italianos e, elegantemente, me chamou de mentiroso.

Mário Negreiros Desculpe, sou produtor no Douro e achei perfeitamente fantasiosos os preços da vinha em qualquer das regiões italianas. Sugiro que verifique a fonte dessas informações.


 
 
Um enólogo do sul, talvez ofendido com a comparação dos preços dos Barolo e do Singular Nebbiolo da Carraro , me acusou de divulgar  notícia “Fake”.

Paulo Roberto Giacomini Desinformação de desinformado


 
Dionísio Ramos Imbecilidade de imbecil


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Dionísio Ramos Antes de falar merda , leia. Caso não entenda o italiano entre em curso . Mais uma coisa o "24 ore" é o maior jornal italiano de economia e negócio http://www.agrisole.ilsole24ore.com/.../vigneti-barolo...



 
 

 
Paulo Roberto Giacomini Dionísio Ramos hahahah. Já se informou sobre o valor de 1,0 ha da Lídio?
À propósito. Não precisei de curso pra falar italiano.



Dionísio Ramos Me informe, por favor . Pelo preço do Singular deve se aproximar dos 4 milhões de Euros

 
Não conheço os preços dos vinhedos portugueses, mas posso garantir que os italianos custam exatamente quanto escrevi.

A fonte da matéria foi o jornal “Il Sole24 Ore”.

O “Il Sole24 Ore” é o maior jornal da Itália especializado em negócios, finanças e economia.
 
O produtor português, provavelmente, acredita que o Douro seja o centro do universo vinícola e tem dificuldade em digerir que em outras regiões os preços das vinhas alcancem preços estrelares.

 

Nosso enólogo gaúcho apresenta uma síndrome conhecida pelo nome cientifico de: “Eno-Patriotismo-Imbecilizante-Agudo”.

A síndrome atinge os neurônios dos enólogos, produtores, vendedores, plantadores etc. que labutam nos vinhedos e vinícolas do sul.
 
Querendo justificar o preço do Singular Nebbiolo, o enólogo me desafia perguntando se eu sei quanto vale um hectare da Carraro.

Somente após um ano, sem beber vinhos da Carraro, nosso enólogo poderá recuperar parte de sua sanidade mental.

O link abaixo deverá, creio, provar que nossa fonte é confiável.
 http://www.agrisole.ilsole24ore.com/art/filiere/2019-01-16/vigneti-barolo-come-borgona-un-ettaro-ci-vogliono-fino-25-milioni-euro-131312.php?uuid=AEYlqQGH

Se os dois incrédulos não se convencerem recomendo uma viagem pelas aldeias das “Langhe” e tentar comprar um hectare de “Nebbiolo da Barolo” pelos preços do Douro ou do Rio Grande do Sul.

Boa sorte

Dionísio

 

terça-feira, 19 de março de 2019

ACABOU O PAPEL


 


URGENTE!!!

Ontem faltou papel higiênico na Serra Gaúcha, Campanha, Serra do Sudeste, Campos de Cima da Serra, Planalto Catarinense, Vale do São Francisco, São Roque e outras regiões onde são produzidos ao quase vinhos do Brasil.

O motivo?

Uma incontrolável diarreia atacou os intestinos dos produtores de quase vinhos logo após o pronunciamento do ministro Paulo Guedes na câmara de comércio dos Estados Unidos.
 

Sem titubear, em perfeito inglês, que lembrou nossa saudosa presidenta Dilma Mandioca, Guedes garantiu que haverá grande abertura econômica e drástica diminuição do protecionismo.

Em um trecho do discurso, o ministro mencionou claramente a palavra: “Wine”.

Foi o bastante para provocar uma tremenda caganeira nos industriais de quase vinho e o desaparecimento do papel higiênico das prateleiras dos supermercados nas regiões mencionadas.
 

A Venezuela do papel higiênico.....

É bem provável que o vinho faça parte dos acordos e intercâmbios comerciais, os impostos de importação diminuirão sensivelmente e nós poderemos, até que enfim, beber bons vinhos por preços razoáveis.

Nossa indústria vinícola desaparecerá?

Depende...
 

Se continuar produzindo tremendas bostas, por preços de Brunello di Montalcino, sem dúvida, mas se resolver enterrar a mentalidade predatória, esquecer a ganância e trabalhar com seriedade, poderá sobreviver.

Quem ganhará, na certa, será o enófilo brasileiro que poderá, finalmente, beber grandes vinhos sem precisar fazer um leasing.

Um único inconveniente: Alta no preço do papel higiênico.

Dionísio.

sexta-feira, 15 de março de 2019

O PREÇO DAS VINHAS



Quando comparo os preços dos vinhos vendidos na Europa e aqueles que aliviam os bolsos dos enófilos brasileiros, entendo, perfeitamente, o porquê do baixo consumo em nosso país.

O europeu bebe razoavelmente gastando 3-5 Euros, bem com 8-12 Euros e otimamente com 18-30 Euros.

O Brasileiro com 12-15 R$ bebe tremendas bostas, com R$ 35-50 bostas- tremendas e com mais R$ bebe tremendas e caras bostas.

A eterna ladainha, dos altos impostos, dos custos de produção, transporte, juros, etc., é conversa para boi dormir.

 A verdadeira vilã, da história, é a ganância.
 

Leio no “Il Sole 24 Ore”, jornal especializado em finanças e economia, que a média dos preços das vinhas italianas oscila entre 30-50 mil Euros o hectare.

Até aí tudo bem....

A matéria, porém, vai além do genérico e detalha os preços de algumas das DOC e DOCG mais prestigiosas da Itália.

Pronto para o susto?
 

O jornal começa com o Alto Adige e revela que um hectare de vinhas, naquela região, parte de um mínimo de 500 mil Euros para alcançar até 1 milhão de Euros nos terrenos mais prestigiosos.

E continua.....

 Amarone = 450 – 550 mil Euros o hectare

Prosecco:  400 – 500 mil Euros nas colinas de Conegliano e Valdobbiadine e 1 milhão na denominação “Catizze”

Franciacorta: 250 – 300 mil Euros

Chianti Classico: 170 – 200 mil Euros

Chianti: 70 – 90 mil Euros

Nobile di Montepulciano: 120 -150 mil Euros

Sagrantino di Montefalco: 80 mil Euros

Lugana: 250 mil Euros

Etna: 80 – 100 mil Euros

Bolgheri: 400 – 500 mil Euros

Brunello di Montalcino: 750 mil – 1 milhão Euros

Barbaresco: 600 – 800 mil Euros.

Deixei para o final o território do Barolo, pois merece uma atenção especial.

 

Se você está sentado, tranquilo e degustando um bom copo de Barolo, olhe com carinho e muito respeito para aquele líquido vermelho, com reflexos alaranjados, que oscila em sua taça.

É bom que você saiba algumas coisas sobre aquele vinho produzido nos vinhedos das “Langhe” e mais especificamente em uma das onze aldeias que fazem parte da DOCG “Barolo”.

 É preciso, também, saber quanto vale, hoje, (amanhã, ninguém pode prever...)  1 hectare de vinhas apto e autorizado a produzir o Barolo.

Continua sentado?
 

Então vamos lá…....

Abaixo de 1.200.000 Euros, nem com a benção de Papa, não se consegue comprar um hectare de vinhas na DOCG Barolo.

Caso você tenha decidido gastar seu dinheiro para comprar um pedaço de um Cru famoso Cannubi, Brunate, Monvigliero, Bussia, Vigna Rionda, Cerequio, Monfalletto, Monprivato etc. prepare um cheque de, pelo menos, 2,5 milhões de Euros.
 

Disse “pelo menos”, pois o preço exato não existe e pode ultrapassar os 3 milhões.

Algumas considerações: Desde ao anos 1980 viajo pelo Piemonte fascinado por sua gastronomia e seus vinhos.

 Se eu tivesse um pouco de massa cinzenta, daquela que nos faz perceber boas e imperdíveis ocasiões, teria seguido o exemplo de Renato Ratti, que, em 1965, deixou a diretoria da Cinzano, no Brasil, voltou para a Itália e fundou a sua vinícola em La Morra.

Deveria ter seguido o seu exemplo, vender todos os meus bagulhos, juntar algum dinheiro e.......quem sabe, talvez, um “Barolo Bacco & Bocca”?

Com o câmbio favorável e os preços baixíssimos, de então, poderia ter comprado uma dezena de hectares espalhados por Barolo, La Morra, Monforte, Verduno, Castiglione Falletto, Serralunga etc.

E hoje?
 

 Bem, hoje, com o câmbio de 4,5 X 1 e o dinheiro que me sobrou, posso comprar algumas garrafas de “Monfortino”.

Voltando ao início da matéria e à pergunta que não quer calar: Uma garrafa de Barolo de boa qualidade, Luigi Pira, Barale, Massolino, Cordero di Montezemolo, Brezza, Ratti, Damilano, Alessandria, etc., custa 25/35 Euros (R$ 112/158)
 

Uma garrafa de “Singular Nebbiolo”, na “Boutique Lídio Carraro”, custa R$ 375,00.

Outra pergunta: O hectare de vinhas no Rio Grande do Sul custa, também, 2,5 milhões de Euros?

Com a palavra os defensores do “Eno-Patriotismo-Gaúcho”

Dionísio

 


quarta-feira, 13 de março de 2019

A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM


 


Recebi, pela manhã, a notícia que o Diego Arrebola rebolou, rebolou e sambou.

Previsível, mais que previsível.....

Nosso melhor sommelier provou, mais uma vez, que canta de galo em Campinas e arredores, mas em Antuérpia piou baixinho.

Arrebola rebola bem em terra de cego, mas quando ultrapassa nossos confins é catarata, vexame e derrota na certa.
 

Volta, nosso rebolador-mor, de onde nunca deveria ter saído.

O nosso ciclópico campeão sabe perfeitamente que seu preparo e conhecimentos são muito limitados.

 Se nosso rebolador tivesse um pouco de humildade deveria ter renunciado à viagem, poupando, assim, o dinheiro de seus patrocinadores (os mesmo que ele elogia, com frequência, em seus “entrecopos”) e as esperanças ufanistas de seus admiradores.
 

  De Antuérpia direto para o Maranhão onde ministrará cursos de vinhos para os 14 enófilos do estado.  

No Maranhão, vinícola, ele poderá, novamente, cantar de galo, mas na Bélgica ....... Bem na Bélgica levou pau de profissionais de países com pouca ou nenhuma tradição vinícola: Lituânia, China, Japão, Letônia, Polônia, Irlanda.

O que sobrou?

Um belo passeio, as desculpas de sempre e desilusão dos puxa-sacos de plantão.
 

Nosso rebolador mor volta ao Brasil de onde não deveria ter saído.

Dionísio