Mês passado, um amigo, em viagem turística pela Champagne, me
pediu algumas indicações de pequenos produtores daquela região.
Dei algumas dicas de válidos "vignerons" que eu
aprecio.
Entre eles indiquei o Champagne
"Bérêche Brut Réserve", da vinícola homônima.
Semana passada, procurando uma chave de fenda, no quarto da
bagunça, encontrei, além da ferramenta, uma garrafa de Champagne com a etiqueta
envelhecida e manchada.
Uma rápida olhada e percebi que se tratava de um "Rive Gauche" da Bérêche & Fils
que o meu amigo Paulo Cogorno havia sugerido para que eu comprasse.
"É um Champagne
incrível, vinificado com uvas Meunier em pureza. Vou adicionar pelo menos uma
garrafa ao seu pedido".
O preço, um pouco mais caro que o Bérêche Brut Reserve, não me
animou a autorizar mais de uma garrafa.
A má conservação da etiqueta me impressionou e resolvi provar
o vinho antes de sua possível "morte".
A morte, daquela garrafa, estava mais longe do que a
minha......
Perfeito e impressionante...... Um grande Champagne que bota
no bolso muitas garrafas caríssimas e badaladas.
A intensa cor dourada revelava a casta.
Os aromas complexos me lembraram frutas cítricas (muitos outros,
não consegui identificar).
Na boca a grande surpresa.
Seco, sem a incomoda presença das leveduras em excesso, final
longo e um convite a beber sempre mais uma taça.
O "Rive
Gauche" é um Extra Brut (3g) que não cansa e convida o
apreciador a explorar, mais e mais, seus "mistérios" (aromas e
sabores).
As 3.000 garrafas de "Rive
Gauche" pruduzidas pela Bérêche & Fils não são fáceis de encontrar,
mas recomendo, com entusiasmo, que o amante de Champagne perca um pouco de
tempo à sua procura.
Mais uma coisa: O "Rive
Gauche" é vinificado com uvas proveniente de vinhas com mais de
40 anos, permanece 32 meses sobre leveduras e custa 42/48 Euros.
Para beber uma garrafa de "Miolo Brut Millesime" o enófilo
brasileiro deverá desembolsar R$ 205,00.
Se alguém disser: "mas os impostos no Brasil....."
vou mandá-lo...
Bacco









































