Qual o grau de imbecilidade do enófilo brasileiro?
Qual o grau de loucura e vigarice dos produtores de vinhos nacionais?
Até onde a imodéstia de um enólogo pode chegar?
Se você acha que sabe as resposta e já viu todas as sandices
do mundo vinícola nacional, veja a foto da carta de vinhos de um restaurante de
Brasília.
No almoço de ontem, no Lake's, foi encarregado de escolher um vinho.
A carta era extensa.
Sem saber onde procurar fui folheando para verificar etiquetas
e preços.
Em uma das páginas quase enfartei....
Vejam a foto e os preços dos vinhos nacionais.
Nunca vi maior insulto à inteligência do consumidor.
Todos os preços, dos "quase vinhos gaúchos", são
indecentes, mas R$ 480,00 por um
Tannat da "Lidio
predadora Carraro", é um assalto.
A "Lidio predadora Carraro", que já nos
ofendeu com o "Faces", aquela suruba vinícola composta por 11 castas e
lançada por ocasião da "Copa do Afundo",
continua fazendo cocô nos copos e taças dos consumidores brasileiros.
Um Tannat produzido em um país sem nenhuma tradição vinícola,
de que dúbia qualidade, chega à mesa dos brasilienses muito mais caro do que um
Barolo do restaurante "Bovio" em La Morra
(vejam foto).
Como se o cinismo e o estupro do cartão já não bastassem, a enóloga,
da "Lidio
predadora Carraro", se auto-elogia e sublima sua "obrada prima".
Querendo ir mais fundo perguntei ao maitre quantas garrafas daquele
Tannat haviam sido vendidas.
"Nenhuma. Vendi 9 Lote 43 para uma mesa de um pessoal
ligado à vinícola Miolo, mas o Tannat da Carraro...."
Soltei um suspiro de alivio: Ainda há vida inteligente em Brasília.....
Mas não estava contente.
Aproveitei a vinda do proprietário do Lake's à nossa mesa e indaguei
quanto havia pago pelo "Roubbat" (ops) Tannat.
"Não recordo.... faz muito tempo, mas minha marcação, para
vinhos caros, é de 60/70%".
Marcação normal, correta..... A indústria é a única responsável
pela facada.
Perceberam o porquê do baixo consumo de vinho no Brasil?
Dionísio


































