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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A CAUSA



B&B, após longa pesquisa, revela a razão de nossa "presidenta" não conseguir dizer coisa-com-coisa.


Nossa líder, há tempo, perdeu o dom da palavra, do raciocínio, da clareza e do bom senso.


Suas falas confusas, incompreensíveis e ridículas, têm um culpado: "FACES", o vinho da "Copa do Afundo", o vinho dos fatídicos "7 x 1", o quase vinho, da quase enóloga Monica Rossetto.




A enóloga, do apocalíptico "FACES", escancara seu sorriso, se enche de orgulho e alegre declara ter sido casual sua inspiração de misturar onze castas para produzir um dos piores vinhos-surubas do planeta.



A inspiração (percebam a inteligência, a genialidade, a perspicácia...) veio, quando Rossetto notou que um time de futebol é composto por 11 jogadores.

Genial !!!


Quem poderia ter uma idéia como essa, senão um gênio?

Quem?

Quem?

Quem?

 Monica Rossetto, a 1ª e única (ainda bem......)

Monica Rossetto, amiga do Didu-Bilu-Teteia, nosso eno-palhaço mor, presenteou nossa presidenta com três garrafas de "FACES".



Deu no que deu....




Nossa "presidenta", antes de cada discurso, bebe uma taça de "FACES" e...... Vejam

“Até agora, a energia hidrelétrica é a mais barata, em termos do que ela dura com a manutenção e também pelo fato da água ser gratuita e da gente poder estocar. O vento podia ser isso também, mas você não conseguiu ainda tecnologia para estocar vento. Então, se a contribuição dos outros países, vamos supor que seja desenvolver uma tecnologia que seja capaz de na eólica estocar, ter uma forma de você estocar, porque o vento ele é diferente em horas do dia. Então, vamos supor que vente mais à noite, como eu faria para estocar isso? Hoje nós usamos as linhas de transmissão, você joga de lá para cá, de lá para lá, para poder capturar isso, mas se tiver uma tecnologia desenvolvida nessa área, todos nós nos beneficiaremos, o mundo inteiro”.


https://www.youtube.com/watch?v=TCXaJFBLXUI



Salute

Dionísio 

O ENÓLOGO I



Bernardo, amigo e sommelier, ainda, acredita no lado poético do mundo do vinho e na pureza de alma dos enólogos.



Bernardo, num momento de eno-lirismo-doçura, postou no "Face" a foto/comentário, do cabeçalho, de lavra do Ernesto Catena.






Como de costume, comentei e dei a minha opinião sobre a figura do enólogo.
Minha opinião está distante, anos-luz, da melosa afirmação o do Ernesto Catena.

O Catena é produtor de vinhos e, como todo bom vendedor de garrafas, exalta a figura do enólogo.

O enólogo é garantia de grandes vinhos (hahahahaha) especialmente se for funcionário da Catena.

A verdade, porém, é bem outra e pretendo demonstrar.


A figura do enólogo "pop star", "consultor", "winemaker", nasce nos anos 1980.


Até o então os enólogos eram apenas profissionais, tecnicamente e cientificamente preparados, que cuidavam do plantio, colheita, vinificação, engarrafamento, ou seja, de todas as fases da produção do vinho, nada entendiam de marketing e nem eram caixeiros-viajantes.

A figura do "winemaker", que durante duas longas décadas, deslumbrou os eno-tontos, em todos os cantos do mundo, sempre foi além, sempre foi algo mais.

O moderno "winemaker" inventou o vinho "internacional" e ajudou a criar um exercito de imbecis que nunca chiava, aliás, achava "in", "fashion", "normal", pagar, por vinhos sem personalidade e todos iguais, verdadeiras fortunas.

Os Rolados Leros produziam fotocopias vinícolas, quase sempre, com as doces e manipuláveis, Merlot e Cabernet Sauvignon, em todos os cantos do mundo.

Os vinhos "internacionais" invadiram a Itália, Espanha, Portugal, Estados Unidos, Austrália, África do Sul, Chile, Argentina e, pasmem, até no Brasil.

"...... E, se mais mundo houvera, lá chegara"


Ainda bem que o mundo acordou e o gosto vinícola mudou, radicalmente e para melhor.

O "winemaker" já não é idolatrado como um Messias (no Brasil ainda é: Se o Rolando Lero, de passagem pelas colinas do sul, soltasse um pum, o pessoal da AB$,$BAV, Bilu-Didu-Tetéia e 98,78% dos críticos de vinhos desmaiariam de prazer e emoção) e ninguém mais suporta os vinhos-sucos-de-madeira, densos, impenetráveis, mastigáveis e rigorosamente iguais (bebeu um, bebeu todos).


A moda mudou para melhor?

Em alguns casos, sim, em outros nem tanto...

Os sem "enólogo star", os "órfãos de Roland e companhia bela", tentaram emplacar soluções mais baratas e caseiras: vinhos biodinâmicos, biológicos, naturais, laranjas e outras porcarias inomináveis.



No final, dos copos, o que sempre prevalecerá será o bom e genuíno (nada a ver com o petralha...) vinho que deverá expressar sua verdadeira identidade e seu território.

Os consumidores já não aguentam beber garrafas-xerox, caras, muitas vezes medíocres e sempre imitando ou competindo com os vinhos franceses.


Os enófilos inteligentes já não querem beber garrafas fáceis que agradam de imediato, mas cansam.

Os bons de copo buscam vinhos que exprimam identidade, personalidade e território.

O consumidor cansou de muito enólogo e pouco vinho, de muita adega e pouca vinha....

O enólogo, na Europa, já não é venerado, seus vinhos de adega já não agradam tanto e nossos ex herói já não consegue produzir garrafas que atinjam preços astronômicos (somente turistas idiotas, ainda, pagam quase 400 Euros por uma garrafa de Masseto). 



O enólogo está voltando às origens.

O enólogo volta a fazer vinho, apenas vinho e deixa de ser a prostituta nas penumbras das adegas.


Será?

Na próxima matéria haverá mais "será?".


Dionísio 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

FUNGHI




É, ainda, estação de cogumelos.



Em praticamente todos os 
bosques da Europa ha uma enorme quantidade de funghi esperando pelos catadores e, muitas vezes, mandá-los para os hospitais.

Há, aproximadamente, 600 variedades de "funghi" que podem ser encontradas nos bosques, mas nem todas são comestíveis, aliás, a maior parte é tóxica ou altamente tóxica (letal, mesmo).


                              amanita muscaria lindo e mortal

Mesmo os cogumelos "bons" não devem ser consumidos em grandes quantidades ou em refeições próximas uma das outras (almoço/jantar).
 Apesar de deliciosos é bom lembrar que a moderação deve ser maior, ainda, ao se consumir "funghi" crus.




Muitos cogumelos apresentam toxinas termolábeis que, ainda bem, evaporam quando os funghi são cozidos à temperatura de 80º.

Algumas espécies (porcini, champignon, ovoli reali etc.) podem tranquilamente, ser consumidos crus (saladas) e são uma verdadeira delícia, mas sempre em doses contidas.


                                       Funghi reali

Quando há exagero?

  Uma certeza: intoxicação.

Para ser ter uma idéia gostaria de lembrar que 95% dos atendimentos hospitalares, por intoxicação micológica, são por conta do consumo de cogumelos crus.


Quem não acreditar arrisque e depois, se conseguir sair do banheiro, me escreva......

Uma pequena história (tenho muitas...): Quando o amigo Bozó me convenceu, me tornei, por algum tempo, um "guia turístico" acompanhando vários grupos pelo Piemonte, Liguria, Toscana etc.

Em todos os grupos havia, sempre, um chato.


O "chato" de plantão é aquele que já viajou uma ou duas vezes pela região, acredita ser um "expert", sabe tudo, conhece tudo, dá palpite, propõe vinhos, roteiros, restaurante, bares... Um saco.

Quando o "chato" se tornava insuportável, já no primeiro o segundo dia, eu enquadrava o sabidinho com a "DIETA COGUMELO".

A "DIETA COGUMELO" era infalível!

Com muito tato , muita conversa, convencia o chato a provar uma bela salada de "ovoli" crus.


Para quem não conhece os "ovoli", também conhecidos como "funghi reali", esclareço que são os mais raros, mais caros e especiais para saladas.

"Você  comeu cogumelos crus?"

O "chato", pavão como sempre, alegava que era a melhor maneira de comer os funghi era "em natura" e sempre os comias assim


 Para demonstrar conhecimento e bancar o gourmet, consumia saladas de funghi, em quantidade exagerada, sempre regadas com generosas taças de vinho.

Era batata: No dia seguinte, nosso herói, verde como o Hulk, não conseguia sair do banheiro: Constantes diarreias e os incontáveis acessos de vômitos.

Durante três dias, o chato, se esvaído em merda e bílis, me deixava em paz.

 No quarto dia, com uma ponta de sarcasmo, eu oferecia outra salada de "funghi" crus.

O chato, que percebera minha malandragem, me fuzilava com o olhar e recusava.

O "chato", finalmente, havia aprendido a lição e eu encontrado a paz.


Bacco



  


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

PORTO-TÔNICA



O calor quase estivo e uma longa caminhada, para digerir o fabuloso bacalhau ao forno do restaurante "Pinóquio" (não consigo entender a mania dos brasileiros que continuam a prestigiar o banal, turístico, e caríssimo "Solar dos Otários e Seus Presuntos" sem pesquisar os bons endereços de Lisboa), me provocou uma sede intensa.


"Algo refrescante, por favor".


Suado e cansado apelei para o bom senso do 
barman.


"O senhor já experimentou Porto-Tônica?"


Olhei para a cara do rapaz tentando captar algum sinal de gozação.

O jovem barman continuou, serio , repetiu a pergunta esperando a resposta.

"Não. Já provei Gin-Tônica, mas nunca me passou pela cabeça beber Porto-Tônica..... Vamos ver".


O rapaz em poucos segundos preparou a bebida.


Uma dose generosa de Porto Branco Seco, uma folha de hortelã, amassada na palma da mão, uma casquinha de limão siciliano, a mesma quantidade de Tônica, uma bela mexida e...... "Prepare mais um, por favor"

Sensacional!!!

Dois drinques insólitos que me surpreenderam: Cognac XO Hennessy com gelo e o Porto-Tônica.



Prove e depois comente.