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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

SUAR NA NEVE


 


Se você é fã montanha, adora neve, paisagens deslumbrantes e gosta de esquiar, as Dolomitas são imperdíveis

Poucas paisagens montanhosas podem ser comparadas às Dolomitas.

Rara beleza, paisagens de tirar o fôlego, estruturas hoteleiras e pistas de esqui de primeiríssima qualidade, boa comida, bons vinhos e muito mais, fizeram de Cortina D'Ampezzo, San Candido, Madonna di Camipiglio, Otisei, Canazei, San Martino di Castrozza etc. metas obrigatórias dos esquiadores do mundo todo.

Quem escolher a badaladíssima Cortina D'Ampezzo para passar férias invernais e gostar de programas insólitos, dou uma dica pouco conhecida: Rifugio Lagazuoi.
 

"Rifugi" (plural de rifugio) são pequenas estruturas hoteleiras de alta montanha , quase sempre alcançáveis somente esquiando , caminhando ou através de teleféricos.

Sem muito luxo, mas confortáveis e aconchegantes, os "Rifugi" são procurados por esportistas que fogem da badalação, e altos preços dos famosos centros invernais.

O "Rifugio Lagazuoi", edificado no cume de uma montanha de 2752 metros, bem no meio das Dolomitas, além do fantástico panorama oferece aos hospedes ou não, uma incrível sauna finlandesa bem no meio da neve.
 

Os não hóspedes podem usufruir da sauna pagando 15 Euros.

De Cortina D'Ampezzo até o teleférico Lagazuoi são 18 quilômetros e o bondinho alcança o refugio em menos de 10 minutos.
 

Suor na neve, panorama inesquecível, especialmente ao entardecer, mais uma dica de B&B.

Bacco

domingo, 4 de fevereiro de 2018

OS RUSSOS ESTÃO CHEGANDO


A Rússia ganha, fácil, do Brasil, no quesito "corrupção".
 

O número 1, o país menos corrupto, como sempre, é a Dinamarca e o Brasil, ao lado da China e Índia, ocupa o 80º lugar.
 


A Rússia, uma das nações mais corruptas do planeta, figura na 131ª posição e os Malufs de Moscou dão de goleada nos Geddeis de Brasília.

Os corruptos russos ganham de goleada inclusive no quesito "Como e Onde Esconder a Grana Roubada".
 

Enquanto nossos pilantras ocultam os botins em malas ou contas em paraísos fiscais, os russos compram o que querem ou podem na UE.

Portugal, Espanha, França, Itália etc. são os países prediletos dos "investidores" das estepes.

B&B está colaborando com os pilantras brasileiros e mostrando o caminho da corrupção perfeita?

Não, longe disso.... B&B quer alertar de como a corrupção pode atingir e inflacionar o mundo do vinho.

Bebericando e batendo um papo, com meu grande amigo, Gian Alessandria, a conversa chegou ao preço dos vinhedos na região do Barolo (Langhe).
 

"Sabe quanto está custando um hectare no Monvigliero?"

Monvigliero, para quem não sabe (estou falando para 97,78% dos sommeliers e ministradores de cursos sobre vinho) é o melhor Cru do Barolo de Verduno e um dos melhores da denominação.

Respondi que não fazia idéia e Gian continuou.

 
"Dois milhões de Euros".

Quase caí da cadeira e quase derrubei a taça.

"Dois milhões? Mas há uns três ou quatro anos um hectare no Monvigliero valia 500/700 mil Euros"

Gian, sorrindo maliciosamente continuou: "Sim, você tem boa memória, mas isso foi antes da chegada dos russos..... Mês passado uma pequena propriedade, em Monvigliero, com três casinhas que precisam de uma boa restauração, quatro hectares de avelãs e 0,7 hectare de vinhas de Barolo, foi comprada por, por um russo, por 7,5 milhões de Euros. O resultado: Um hectare de vinhas "Barolo Monvigliero", custa, hoje, 2 milhões de Euro".
 
 

Resultado 2: Para se comprar uma garrafa de Barolo Monvigliero, nos próximos anos, será necessário desembolsar 45/55 Euros.

Se o Geddel, Maluf, Cabral e outros notórios pilantras, tivessem comprado vinhas nas Langhe, poderíamos, pelo menos, bater no peito e gritar, cheios de orgulho: "O Barolo é Nosso".
 

Bacco 

 

 

 

 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

FURORE


 


A "Costiera Amalfitana" há alguns anos é um dos endereços, italianos, mais procurados e visitados pelos turistas brasileiros.
 
 
 

Positano, uma das mais belas aldeias da região, parece enfeitiçar os nossos patrícios.

Zefirelli e Sofia Loren descobriram a magia do lugar há 40 anos, mas, com a invasão da turma da "Coca-Cola-Pizza-Arroto e Fuga", se mandaram faz tempo.

Conheço a "Costiera Amalfitana" desde os anos 1980.

 Retornei à região varias vezes, mas agora, como sempre acontece quando o lugar se transforma em meta do turismo farofeiro, nem me passa pela cabeça revisitá-la.
 

"Meu mundo italiano" está diminuído, mas ainda há bons e maravilhosos endereços que o turismo de massa não descobriu.

Mas voltemos à Costiera Amalfitana.

Quem acha que em Amalfi, Maiori, Minori, Positano, Ravello Atrani etc. há somente, pizza, limoncello e spaghetti alle vongole está redondamente enganado.
 

Na "Costiera" há Furore, seu pequeno fiorde e o vinho da Marisa Cuomo.

Furore é uma aldeia singular.

Localizada nos montes, que caem ao mar, Furore não possui ruas ou avenidas.
 

 Suas casas se espalham pelo território sem uma lógica urbanística e sem o clássico centro histórico que caracteriza as aldeias da região.

Marisa Cuomo e seu marido Andrea Ferraioli são proprietários de 10 hectares, nas íngremes encostas de Furore, nos quais produzem vinhos tintos, com as uvas Aglianico e Piedirosso e branco com as autóctones Falanfghina, Bianconello, Fenile, Ginestra e Ripoli.
 

Pouco mais de 50.000 garrafas são produzidas, pela vinícola, por ano.

Não vou comentar o badalado, multi-premiado e caríssimo (45/60 Euros) "Furore Bianco Fiorduva", que já foi considerado pelos critico$ o melhor vinho branco da Itália, quero escrever algumas palavras sobre o bom e bem mais barato, "Costa D'Amalfi Bianco".
 

Já havia provado, na propria Costiera Amalfitana, o Costa D'Amalfi e o vinho me impressionara, me entusiasmara, até.

O "Costa D'Amalfi Bianco", apesar de custar um terço, do seu irmão mais badalado, com 15 Euros na etiqueta, não é exatamente um vinho popular, na Itália.

É preciso lembrar que a Itália não é Brasil e os italianos bebem, diariamente, bons vinhos que custam 5/8 Euros e antes de desembolsarem 15 Euros pensam quinze vezes....

Encontrei o "Costa D'Amalfi Bianco" em um supermercado "Esselunga" que tem como característica, uma ótima seleção de vinhos em suas prateleiras.

Promoção de final de ano, descontos interessantes.....

Consultei meu cartão, que deu o OK, e comprei algumas garrafas de Ghemme, Pinot Bianco, Champagne e Costa di Amalfi.

Todos os vinhos, a seu tempo, serão comentados, mas agora meu alvo é o Costa D' Amalfi Bianco que apresenta uma bela cor amarela com reflexos esverdeados.

No olfato é possível perceber a presença de ervas aromáticas e claros indícios minerais.

Na boca e fresco, agradável, lembra cítricos e possui um longo final.
 

O Costa D'Amalfi Bianco é um belo vinho que vale todos os 15 Euros gastos.

Confira

Bacco

 

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

OS 12 ANOS DO CALAMAR


 


Em 2002 acreditei na conversa melíflua do calamar e o votei.

Pensei que o discurso moralizador do pt se alastrasse, sob seu comando e varresse, para sempre e para longe, do Brasil, a corrupção.

Deu no que deu.....

Dois fatos, logo nos primeiros meses de seu mandato, me convenceram que eu havia feito o papel do otário.

Um grande amigo, ministro do STJ, três meses após a posse do cefalópode, durante um almoço e sem meias palavras afirmou: "Você está iludido..... O lula é uma fraude".

Quebrei o maior pau e elevei a voz em defesa do recém empossado.

Pouco tempo depois, o invertebrado, selava um acordo com o sarney.

 
Em outro almoço tive que baixar a cabeça e admitir: "Você estava certo o cara é uma fraude".

B&B é um blog de vinho ou política?

Vinho, mas toda esta conversa mole é para declarar que acabei de abrir uma garrafa de um dos meus Champagne favoritos: "Le Mont Benoit Extra Brut" do Emmanuel Brochet.

O "Mont Benoit" vinificado com 40% de Meunier, 35% de Pinot Noir e 25% de Chardonnay é uma jóia enológica.
 

Aromas sutis de frutas cítricas e leves notas de madeira são facilmente percebidas no nariz.

Na boca é elegante, fresco e um longo final que não disfarça a presença da amêndoa.

O grande "Mont Benoit Extra Brut" não foi barato (38 Euros), mas não poderia encontrar uma taça melhor para brindar à pena, dos 12 anos e um mês de prisão, imposta à maior fraude que apareceu na política brasileira.

 
Cin Cin

Bacco