Não é segredo que, aqui em Bacco&Bocca, gostamos muito de
pequenos produtores, de vinhos pouco comentados, de garrafas pouco badaladas e
que, por uma fração do preço, cobrado por um grande produtor, entregam tanto
quanto ou até mais qualidade.
Mesmo assim não temos problemas com bons vinhos dos gigantes
do setor: o Chianti
da Ruffino, os brancos da Tarapacá e o Côte-Rôtie da Guigal, entre
outras etiquetas, já foram saudados por aqui e quebram um belo galho quando
estamos no Brasil onde a oferta de bons vinhos de viticultores independentes é
sensivelmente menor do que na Europa.
Dias atrás recebi, de alguns amigos, uma postagem no Instagram
em que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, antigo mandachuva da Rede
Globo e grande apreciador da alta gastronomia, listava seus dez Champagne
favoritos.
Aparentemente a lista
ficou famosa e já é um dos posts mais comentados do ícone da TV brasileira, com
mais de 54 mil curtidas:
https://www.instagram.com/p/DSX3WP1EW7T/
De fato, na listam só há coisas boas: Bollinger, Rare (Piper-Heidsieck), Laurent-Perrier, Taittinger, Veuve Clicquot, Pol Roger, Louis Roederer, Dom Pérignon, Krug e Salon (veja a postagem original para saber quais cuvées foram escolhidas por Boni).
Nove dessas dez casas são grandes maisons com produção
superior a 1,5 milhão de garrafas.
A décima mencionada é a
Salon que produz apenas 60 mil unidades
por ano mas não tem dó de cobrar mais de mil euros por cada uma delas.
Passando férias no Brasil, e sem poder contar com a Camiat&Fils,
Paul Marie Bertrand, Paul Bara e
outros grandes-pequenos Champagne, para o brinde do ano novo e outras ocasiões
festivas, acostumei-me a procurar, no duty free e em lojas como a Super Adega,
alguns Champagne das grandes casas (e grandes cooperativas) para me socorrer nessas
ocasiões – ainda que desembolsando, com alguma dor, valores entre R$ 300 e R$ 400.
Até o momento, meus preferidos são: Roederer Collection (a nova
cuvée de entrada do produtor), Philipponnat Royale Réserve Non Dosé, Charles Collin Brut, Pannier Sélection Brut
e Billecart-Salmon Brut.
Aliás, a Billecart-Salmon é unanimidade na redação de B&B:
Bonzo e Bacco adoram a rosé deles, e Bonzo também aprecia bastante a produção
da Deutz.
E as suas?
Feliz Natal e Feliz 2026!

Valeu, Jose, dou maior apoio a espumantes. Lembro somente que ha muita coisa boa no planeta todo. Experimento de tudo, idealmente de regioes mais frias. Espumante de regiao tropical nao tem vez.
ResponderExcluirNão vi essas na superadega, onde compraram?
ResponderExcluira Charles Collin e a Pannier foram encontradas na Evino, que ainda tem a última. eles costumam ter cupons de desconto e um preço bem melhor se você pega duas ou mais garrafas, e a Pannier acaba saindo a menos de R$ 400 nessas condições.
Excluira Roederer foi liquidada pela Super Adega a R$ 400 na Black Friday e no início de dezembro, quando peguei algumas garrafas. na mesma época, eles tinham a Perrier-Jouët a 380. vira e mexe, eles colocam algum champagne de grande produtor nessa faixa de preços.
as demais têm de ser garimpadas no Duty Free. a Philipponnat foi um achado no de Viena, e é muito boa.
Zé
Minha preferida no momento é A.J De Margerie Grand Cru, mas tem algumas bebo com mais frequencia e que na promoção giram em torno dos 30 dólares, como: Marie de Moy Grand Cru, De Saint-Gall Blanc des Blancs Grand Cru, D'Armanville, Paul Michel
ResponderExcluirNeste tema, interessante notar um quase desaparecimento do prosecco no mercado Brasileiro. Não sei a razão. Os mercados e importadores praticamente só focam em champagne, algumas cavas ruins e muito espumante Brasileiro. Prosecco costumava ter mais espaço em prateleira que cava, uma pena.
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ExcluirO espumante brut nacional é aquele segredo bem guardado que não devia ser segredo. Ele entrega frescor, boa acidez e borbulhas elegantes no mesmo nível de um bom cava ou prosecco, mas sem o peso do preço. Isso acontece porque o Brasil tem clima ideal para uvas de espumante e produtores cada vez mais técnicos. O resultado? Um vinho equilibrado, versátil e delicioso para brindar sem culpa. Só fica atrás do champagne porque lá a tradição, o terroir e o método elevam o jogo a outro patamar e o preço acompanha. Para o dia a dia (e até para ocasiões especiais), o brut nacional é simplesmente imbatível.
Sim como imbatíveis , também, são nossos , queijos, azeites, embutidos, pizzas, .....o Brasil é o paraíso dos enófílos e goumets ..... Fumou o que?
ExcluirAinda bem que sumiram os Proseccos!
ExcluirConcordo. Os Prosecco, em sua esmagadora maioria, são lastimáveis
ExcluirComprar champagne nessepaiz da medo. Caro, mal estocado, judiado. As vezes vem algo bom na rede, mas fica mais na sorte que qualquer outra coisa. Desanima.
ResponderExcluirEu gosto muito do Billecart-Salmon, principalmente o Rosé. Também gosto bastante do Philipponnat. A Enoventos vendia um 1er Cru e um Grand Cru muito bons, e a ótimos prreços, mas não vejo mais no site deles. No campo daqueles para beber de vez em quando, adoro o Dom Pérignon, com sua finesse incrível.
ResponderExcluirO espumante brasileiro pode ser considerado equivalente ao Champagne em qualidade quando analisado sob critérios técnicos e enológicos objetivos. As principais regiões produtoras do Brasil, como a Serra Gaúcha e os Campos de Cima da Serra, possuem condições edafoclimáticas favoráveis, com boa altitude, amplitude térmica e maturação lenta das uvas, preservando acidez e equilíbrio essenciais para espumantes de alto nível.
ResponderExcluirAs castas utilizadas sobretudo Chardonnay e Pinot Noir são as mesmas consagradas na Champagne, adaptadas ao ambiente brasileiro por meio de seleção clonal e manejo vitícola preciso. Na vinificação, muitos espumantes brasileiros de excelência são elaborados pelo método tradicional, com segunda fermentação em garrafa e prolongado contato com as leveduras, resultando em complexidade aromática, textura cremosa e perlage refinado.
A enologia brasileira alia tradição a tecnologia moderna, com rigoroso controle microbiológico e fermentações de precisão, garantindo consistência e alta qualidade. Sensorialmente, esses espumantes apresentam acidez equilibrada, baixo pH, aromas complexos e longa persistência, alcançando avaliações comparáveis às do Champagne em concursos internacionais às cegas.
olha o Chat GPT na área
ExcluirPesquisadores acreditam que o consumo constante de vinhos nacionais deteriore, sensivelmente, os miolos dos eno- patriotas mais radicais. Até ontem, todavia, não haviam encontrado uma prova concreta para apresentar à ciência. Nosso eno-palerma anônimo, com o comentário apológico ao espumante brasileiro, foneceu a prova faltante.
ExcluirPera aí irmão tipo o casa valduga arte brut pode não ser melhor que o moe xandão, mais é nivel do tetanger
ExcluirAté para escrever um comentário em um blog as pessoas agora precisam usar o ChatGPT? É o fim...
ExcluirRoederer Collection é quase imbatível em relação qualidade x preço. Custa por volta dos 60 dólares no exterior e se encontra no Brasil em torno dos 400.
ResponderExcluirA Philipponnat Royale Reserve, que sai por 395 na Clarets (atualmente está esgotada) é outra bela opção.
A Anima Vinum tem alguns champagnes por volta dos 500 reais que também valem a pena. Há opções de preços relativamente razoáveis (falando de champagne, claro)
Aristoteles
Hoje temos motivos para celebrar e com um champagne legítimo!! Aprovado o acordo UE e Mercosul, o vinho Europeu chegará aqui mais barato. As predadores tremem e choram, pediram salvaguardar e agora estão reclamando do acordo. Haverá choro e ranger de dentes no RS e SC.
ResponderExcluirVocê acredita em Papai Noel? Quem ganhará com tudo isso são as importadoras. O consumidor final continuará na mesma.
ExcluirAdquiri algumas garrafas do canard duchene vintage 2015 por 340 moluscos e se saiu bem...fora isso os melhores vem na mala quando viajo. Considero os champas os melhores custo beneficio de todos os vinhos( vamos ver até quando)
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