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domingo, 4 de janeiro de 2026

BORBULHAS E MAIS BORBULHAS

 


Não é segredo que, aqui em Bacco&Bocca, gostamos muito de pequenos produtores, de vinhos pouco comentados, de garrafas pouco badaladas e que, por uma fração do preço, cobrado por um grande produtor, entregam tanto quanto ou até mais qualidade.

Mesmo assim não temos problemas com bons vinhos dos gigantes do setor: o Chianti da Ruffino, os brancos da Tarapacá e o Côte-Rôtie da Guigal, entre outras etiquetas, já foram saudados por aqui e quebram um belo galho quando estamos no Brasil onde a oferta de bons vinhos de viticultores independentes é sensivelmente menor do que na Europa.



Dias atrás recebi, de alguns amigos, uma postagem no Instagram em que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, antigo mandachuva da Rede Globo e grande apreciador da alta gastronomia, listava seus dez Champagne favoritos.



 Aparentemente a lista ficou famosa e já é um dos posts mais comentados do ícone da TV brasileira, com mais de 54 mil curtidas:

https://www.instagram.com/p/DSX3WP1EW7T/

De fato, na listam só há coisas boas: Bollinger, Rare (Piper-Heidsieck), Laurent-Perrier, Taittinger, Veuve Clicquot, Pol Roger, Louis Roederer, Dom Pérignon, Krug e Salon (veja a postagem original para saber quais cuvées foram escolhidas por Boni).


Nove dessas dez casas são grandes maisons com produção superior a 1,5 milhão de garrafas.

 A décima mencionada é a Salon que produz apenas 60 mil unidades por ano mas não tem dó de cobrar mais de mil euros por cada uma delas.

Passando férias no Brasil, e sem poder contar com a Camiat&Fils, Paul Marie Bertrand, Paul Bara e outros grandes-pequenos Champagne, para o brinde do ano novo e outras ocasiões festivas, acostumei-me a procurar, no duty free e em lojas como a Super Adega, alguns Champagne das grandes casas (e grandes cooperativas) para me socorrer nessas ocasiões – ainda que desembolsando, com alguma dor, valores entre R$ 300 e R$ 400.



Até o momento, meus preferidos são: Roederer Collection (a nova cuvée de entrada do produtor), Philipponnat Royale Réserve Non Dosé, Charles Collin Brut, Pannier Sélection Brut e Billecart-Salmon Brut.



Aliás, a Billecart-Salmon é unanimidade na redação de B&B: Bonzo e Bacco adoram a rosé deles, e Bonzo também aprecia bastante a produção da Deutz.

E as suas?

Feliz Natal e Feliz 2026!

20 comentários:

  1. Valeu, Jose, dou maior apoio a espumantes. Lembro somente que ha muita coisa boa no planeta todo. Experimento de tudo, idealmente de regioes mais frias. Espumante de regiao tropical nao tem vez.

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  2. Não vi essas na superadega, onde compraram?

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    1. a Charles Collin e a Pannier foram encontradas na Evino, que ainda tem a última. eles costumam ter cupons de desconto e um preço bem melhor se você pega duas ou mais garrafas, e a Pannier acaba saindo a menos de R$ 400 nessas condições.

      a Roederer foi liquidada pela Super Adega a R$ 400 na Black Friday e no início de dezembro, quando peguei algumas garrafas. na mesma época, eles tinham a Perrier-Jouët a 380. vira e mexe, eles colocam algum champagne de grande produtor nessa faixa de preços.

      as demais têm de ser garimpadas no Duty Free. a Philipponnat foi um achado no de Viena, e é muito boa.

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  3. Minha preferida no momento é A.J De Margerie Grand Cru, mas tem algumas bebo com mais frequencia e que na promoção giram em torno dos 30 dólares, como: Marie de Moy Grand Cru, De Saint-Gall Blanc des Blancs Grand Cru, D'Armanville, Paul Michel

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  4. Neste tema, interessante notar um quase desaparecimento do prosecco no mercado Brasileiro. Não sei a razão. Os mercados e importadores praticamente só focam em champagne, algumas cavas ruins e muito espumante Brasileiro. Prosecco costumava ter mais espaço em prateleira que cava, uma pena.

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    1. O espumante brut nacional é aquele segredo bem guardado que não devia ser segredo. Ele entrega frescor, boa acidez e borbulhas elegantes no mesmo nível de um bom cava ou prosecco, mas sem o peso do preço. Isso acontece porque o Brasil tem clima ideal para uvas de espumante e produtores cada vez mais técnicos. O resultado? Um vinho equilibrado, versátil e delicioso para brindar sem culpa. Só fica atrás do champagne porque lá a tradição, o terroir e o método elevam o jogo a outro patamar e o preço acompanha. Para o dia a dia (e até para ocasiões especiais), o brut nacional é simplesmente imbatível.

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    2. Sim como imbatíveis , também, são nossos , queijos, azeites, embutidos, pizzas, .....o Brasil é o paraíso dos enófílos e goumets ..... Fumou o que?

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    3. Ainda bem que sumiram os Proseccos!

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    4. Concordo. Os Prosecco, em sua esmagadora maioria, são lastimáveis

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  5. Comprar champagne nessepaiz da medo. Caro, mal estocado, judiado. As vezes vem algo bom na rede, mas fica mais na sorte que qualquer outra coisa. Desanima.

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  6. Eu gosto muito do Billecart-Salmon, principalmente o Rosé. Também gosto bastante do Philipponnat. A Enoventos vendia um 1er Cru e um Grand Cru muito bons, e a ótimos prreços, mas não vejo mais no site deles. No campo daqueles para beber de vez em quando, adoro o Dom Pérignon, com sua finesse incrível.

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  7. O espumante brasileiro pode ser considerado equivalente ao Champagne em qualidade quando analisado sob critérios técnicos e enológicos objetivos. As principais regiões produtoras do Brasil, como a Serra Gaúcha e os Campos de Cima da Serra, possuem condições edafoclimáticas favoráveis, com boa altitude, amplitude térmica e maturação lenta das uvas, preservando acidez e equilíbrio essenciais para espumantes de alto nível.

    As castas utilizadas sobretudo Chardonnay e Pinot Noir são as mesmas consagradas na Champagne, adaptadas ao ambiente brasileiro por meio de seleção clonal e manejo vitícola preciso. Na vinificação, muitos espumantes brasileiros de excelência são elaborados pelo método tradicional, com segunda fermentação em garrafa e prolongado contato com as leveduras, resultando em complexidade aromática, textura cremosa e perlage refinado.

    A enologia brasileira alia tradição a tecnologia moderna, com rigoroso controle microbiológico e fermentações de precisão, garantindo consistência e alta qualidade. Sensorialmente, esses espumantes apresentam acidez equilibrada, baixo pH, aromas complexos e longa persistência, alcançando avaliações comparáveis às do Champagne em concursos internacionais às cegas.

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    1. olha o Chat GPT na área

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    2. Pesquisadores acreditam que o consumo constante de vinhos nacionais deteriore, sensivelmente, os miolos dos eno- patriotas mais radicais. Até ontem, todavia, não haviam encontrado uma prova concreta para apresentar à ciência. Nosso eno-palerma anônimo, com o comentário apológico ao espumante brasileiro, foneceu a prova faltante.

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    3. Pera aí irmão tipo o casa valduga arte brut pode não ser melhor que o moe xandão, mais é nivel do tetanger

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    4. Até para escrever um comentário em um blog as pessoas agora precisam usar o ChatGPT? É o fim...

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  8. Roederer Collection é quase imbatível em relação qualidade x preço. Custa por volta dos 60 dólares no exterior e se encontra no Brasil em torno dos 400.
    A Philipponnat Royale Reserve, que sai por 395 na Clarets (atualmente está esgotada) é outra bela opção.
    A Anima Vinum tem alguns champagnes por volta dos 500 reais que também valem a pena. Há opções de preços relativamente razoáveis (falando de champagne, claro)

    Aristoteles

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  9. Hoje temos motivos para celebrar e com um champagne legítimo!! Aprovado o acordo UE e Mercosul, o vinho Europeu chegará aqui mais barato. As predadores tremem e choram, pediram salvaguardar e agora estão reclamando do acordo. Haverá choro e ranger de dentes no RS e SC.

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    1. Você acredita em Papai Noel? Quem ganhará com tudo isso são as importadoras. O consumidor final continuará na mesma.

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  10. Adquiri algumas garrafas do canard duchene vintage 2015 por 340 moluscos e se saiu bem...fora isso os melhores vem na mala quando viajo. Considero os champas os melhores custo beneficio de todos os vinhos( vamos ver até quando)

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