O momento mais emocionante e alegre, que Boca nos proporciona,
é quando entramos no carro e finalmente a deixamos para trás
Triste, monótona e sem atrativos, Boca “sobrevive” graças ao
turismo religioso e, graças, também, ao seu ótimo vinho, vinho que, todavia,
pode ser adquirido em qualquer enoteca da região sem que o eno-turista perca
seu tempo percorrendo a insossa aldeia piemontesa.
Os 12 Km, que separam Boca de Ghemme, podem ser comparados,
por aqueles que creem, ao caminho que do
purgatório leva ao paraíso......
Ghemme, além de produzir vinho, tão bom quanto o de Boca, abriga, em suas ruas e praças, bons bares (não deixe de conhecer e beber uma taça na “Vineria Piazza Antonelli”) e ótimos restaurantes.
Recomendo a “Trattoria al Gufo Nero” e o fascinante restaurante “La Casa Degli Artisti” localizado nas dependências do castelo medieval de Ghemme. ´
O centro histórico, da aldeia, merece uma demorada
visita.
Percorrendo as charmosas ruelas, no interior das muralhas defensivas
do castelo de Ghemme, podemos admirar o medieval e belíssimo “Ricetto”
(século XI).
“RICETTO” deriva do latim “receptum” e significa refúgio
O “Ricetto” era uma estrutura fortificada, muito comum nas
aldeias piemontesas, utilizada para armazenar produtos agrícolas e abrigar a
população em caso de assédio.
No “ricetto”, de Ghemme, o produto mais valioso, que os
moradores armazenavam nos espetaculares e antigos depósitos, era o vinho.
Até hoje é possível visitar, degustar e comprar, o vinho local, em uma das antigas adegas da aldeia.
O “Ricetto di Ghemme” é um endereço imperdível como imperdíveis, também,
são as garrafas produzidas nos vinhedos da aldeia (3.800 habitantes).
Em todo alto Piemonte a quantidade de vinho DOC e DOCG é muito limitada e Ghemme não foge à regra: A previsão, para 2026, é de pouco mais de 130 mil garrafas.
As uvas, utilizadas na produção do Ghemme DOCG, são as mesmas
que encontramos em todos os vinhos da região: Nebbiolo (mais conhecido na
região como “Spanna”, Vespolina e Uva Rara (Bonarda Novarese)
Nebbiolo= mínimo de 85%, um máximo de 15% de Vespolina e Uva
Rara.
O Ghemme DOCG é deve ser envelhecido durante 34 meses sendo que a
versão “Riserva” necessita de longos 46 meses.
Após o envelhecimento obrigatório, o Ghemme DOCG, precisa afinar,
na garrafa, por mais 6 meses.
Imaginem quanto custaria um vinho nacional se submetido,
realmente, aos mesmos 34 meses de envelhecimento e mais 6 de afinamento, exigidos
pelo disciplinar do Ghemme DOCG........
Alguns Ghemme DOCG que recomendo:
Ioppa 25 Euros, Mirù 25 Euros, Stefano Vampari 17 Euros, Lorenzo Zanetta “Santo
Stefano” 15 Euros, C’A Nova “Victor” 22 Euros.
Próxima parada Sizzano, Fara Gattinara
Bocca

Esses vinhos recomendados precisam de pelo menos 1/3 de salário mínimo para serem derrubados na taça aqui no Brasil
ResponderExcluirLarga de ser pobre reclamão ou compra DV Catena de vendedor do instagram.
ExcluirSe há eno-palermas que pagam R$ 2,5 milhões por um hectare no grand terroir 31 na campanha gaúcha haverá, também, quem desembolsará 1/3 de salário mínimo por um Ghemme. By the way.....um hectare de vinhedos, em Ghemme, custa 60/70 mil Euros .
ResponderExcluirVerdade
ExcluirQuero ver o que este senhor raivoso dirá quando tivermos o 1o vinho 100 pontos na campanha. Vai ter que pedir desculpas públicas!!!
ExcluirTaí. Um dos últimos que ainda compra vinho orientado por pontuação..
ExcluirNão sou raivoso e muito menos eno-palerma. Alguns pontos úteis que conheço e respeito são os de ônibus e cirúrgicos . Pontos, para garrafas de vinhos, podem ser comprados através dos picaretas de plantão. Minhas desculpas serão ......"púbicas"
ExcluirDo primeiro comentário anônimo e resposta verdade. Já pensou investir entre 15-25 reais numa garrafa de vinho brasileiro? Pérgola ou Canção na taça, dipirona e Gastrol de sobremesa.
ResponderExcluirCorrijam-me se estiver errado, mas já faz um tempo que parei de ver o vendaval de garrafas de vinho com adesivos brilhantes de pontuação nas prateleiras. A estratégia foi por água abaixo e já entendida como fiasco no setor
ResponderExcluirÉ vero. Diminuiu muito mesmo. Ainda vejo algumas medalinhas do guia "debochados" mas aquelas garrafas com mais medalhas que marechal em uniforme de gala sumiram.
ExcluirOlá amigos. Tagarela aqui! Venho com um desafio ao nosso mestre Bacco.
ResponderExcluirUm colega me enviou um perfil do Instagram perguntando minha opinião, o @ confrariadopai . Primeira coisa que me chamou atenção foi que o rapaz tem quase 200 mil seguidores, algo realmente impressionante para quem fala de vinhos no Brasil.
O reels em questão era do camarada criticando pesadamente os vinhos da Catena e "batendo boca" com o enólogo deles (Vigil). Longe de ser um defensor da Catena, mas a crítica era no custo/benefício a preços Brasileiros e em momento algum ele falou de tributação e, mais importante, da margem da Mistral. Concordo que um DV Catena comprado no Brasil a R$300 é uma péssima escolha, mas não pelo vinho (que na Argentina já comprei a 7 dolares) e sim pelo preço insano, então a crítica me pareceu mal colocada e pra gerar "engajamento".
Passeando mais pelo perfil do nobre enófilo comecei a ver elogios rasgados aos vinhos nacionais e o mesmo camarada que criticou pesadamente o Malbec da Catena era só elogios pro Malbec da Lidio Carraro. What?!
E sobre o desafio ao Bacco? É só pra ele dar um passeada na confrariadopai no Instagram e dar sua opinião sobre o mais novo "expert Brasileiro".
Taga
Mais um “wine influencer” sem rumo definido
ExcluirJá vi o feed deste cara. Ele ganha engajamento falando que todo vinho é medíocre, mas elogia Bettú e companhia. Ou seja...
Excluirou melhor, rumo ao engajamento desenfreado, que se dane a contradição, a incoerência do conteúdo vomitado
ResponderExcluirExato! Quanto mais polêmica, mais engajamento. E confesso que não acredito naquelas respostas que ele alega ter do Vigil e outros.
ExcluirCaro Taga, já não perco meu tempo vendo e ouvindo porcarias que as redes sociais "pariram". Sou dos anos em que se ouvia Duke Ellington, Paul Desmond, Artie Shaw, Dick Farney, Lucio Alves, ......Não dá para ver e ouvir Oruam , Mc Ryan e outras porcarias. O mesmo critério seletivo aplico aos influencer que de vinho não entendem bosta nenhuma. B&B é para poucos , mas não loucos.
ResponderExcluirTomo vinho há 50 anos. Raramente tomei vinho decente a preço decente no Brasil. Nem nacional. Houve um curto período no início do plano Real que isto ocorreu. Depois nunca mais. Deve ser por isto que tantos debiloides pensam que vinho É obra de arte. Pode ser alguns poucos. A maioria, talvez 99%, são vinhos só. Para se beber, ter prazer ou não, sem muitos comentários. Afinal é parte da mesa e nào objeto de adoração. Nos preços praticados por aqui parecem joias como alimentos nobres. Isto leva a este comércio anormal que só encontrei no Brasil e que começa a se alastrar para outros países como o Uruguai, por exemplo. A queda no consumo global é resultado também deste "enobrecimento" do vinho.
ResponderExcluirComo diria o mestre Bacco: palmas e mais palmas
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