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quarta-feira, 6 de maio de 2026

BONS, RAROS, MAS NÃO CAROS 2

 



O momento mais emocionante e alegre, que Boca nos proporciona, é quando entramos no carro e finalmente a deixamos para trás

Triste, monótona e sem atrativos, Boca “sobrevive” graças ao turismo religioso e, graças, também, ao seu ótimo vinho, vinho que, todavia, pode ser adquirido em qualquer enoteca da região sem que o eno-turista perca seu tempo percorrendo a insossa aldeia piemontesa.

Os 12 Km, que separam Boca de Ghemme, podem ser comparados, por aqueles que que creem, ao caminho que do   purgatório leva ao paraíso......





Ghemme, além de produzir vinho, tão bom quanto o de Boca, abriga, em suas ruas e praças, bons bares (não deixe de conhecer e beber uma taça na “Vineria Piazza Antonelli”) e ótimos restaurantes.


Recomendo a “Trattoria al Gufo Nero” e o fascinante restaurante “La Casa Degli Artisti” localizado nas dependências do castelo medieval de Ghemme. ´



O centro histórico, da aldeia, merece uma demorada visita. 

Percorrendo as charmosas ruelas, no interior das muralhas defensivas do castelo de Ghemme, podemos admirar o medieval e belíssimo “Ricetto” (século XI).

 “RICETTO” deriva do latim “receptum” e significa refúgio



O “Ricetto” era uma estrutura fortificada, muito comum nas aldeias piemontesas, utilizada para armazenar produtos agrícolas e abrigar a população em caso de assédio.

No “ricetto”, de Ghemme, o produto mais valioso, que os moradores armazenavam nos espetaculares e antigos depósitos, era o vinho.





 Até hoje é possível visitar, degustar e comprar, o vinho local, em uma das antigas adegas da aldeia.



O “Ricetto di Ghemme” é um endereço imperdível como imperdíveis, também, são as garrafas produzidas nos vinhedos da aldeia (3.800 habitantes).

Em todo alto Piemonte a quantidade de vinho DOC e DOCG é muito limitada e Ghemme não foge à regra: A previsão, para 2026, é de pouco mais de 130 mil garrafas.

As uvas, utilizadas na produção do Ghemme DOCG, são as mesmas que encontramos em todos os vinhos da região: Nebbiolo (mais conhecido na região como “Spanna”, Vespolina e Uva Rara (Bonarda Novarese)



Nebbiolo= mínimo de 85%, um máximo de 15% de Vespolina e Uva Rara.

O Ghemme DOCG é deve ser envelhecido durante 34 meses sendo que a versão “Riserva” necessita de longos 46 meses.

Após o envelhecimento obrigatório, o Ghemme DOCG, precisa afinar, na garrafa, por mais 6 meses.



Imaginem quanto custaria um vinho nacional se submetido, realmente, aos mesmos 34 meses de envelhecimento e mais 6 de afinamento, exigidos pelo disciplinar do Ghemme DOCG........



Alguns Ghemme DOCG que recomendo: Ioppa 25 Euros, Mirù 25 Euros, Stefano Vampari 17 Euros, Lorenzo Zanetta “Santo Stefano” 15 Euros, C’A Nova “Victor” 22 Euros.



Próxima parada Sizzano, Fara Gattinara

Bocca

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