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quinta-feira, 12 de agosto de 2021

RISOTTO DE ABÓBORA

 


O clima fresco com algumas pontadas de frio é um convite para um belo risotto e um bom vinho.

O arroz, assim como a massa, vai bem com tudo o quase tudo.

Peixes, frutos do mar, carnes, legumes, verduras, frutas etc. quando preparados, adicionados racionalmente e com cuidado, ao arroz, podem revelam pratos fantásticos.


O risotto de abóbora é um dos mais indicando para o “inverno tropical” brasileiro e aqui vai a receita.

Ingredientes para 4 pessoas

250g de arroz Arborio ou Carnaroli



1/2 abóbora (eu cozinhei a “japonesa”)

1 Litro de caldo de verduras (em tablete também serve)

3 colheres de manteiga

1/2 Cebola pequena

1/2 taça de vinho branco


Amêndoas secas (uma xicara de chá abundante)

Queijo Parmigiano ou Grana Padano.

Preparo:

Corte a abóbora em pedaço e leve ao forno para assar.


Em uma panela não muito alta junte a manteiga e a cebola picada.

Quando a cebola ficar translúcida adicione o arroz e deixe tostar por + ou – 1 minuto sem esquecer de revirá-lo constantemente.

Quando o arroz mudar de coloração derrame o vinho e deixe evaporar.

Quando o vinho tiver evaporado adicione 2 conchas de caldo e mexa o arroz para não grudar no fundo da panela.

Enquanto o arroz absorve o líquido coloque os pedaços de abobora no liquidificador, adicione um pouco de caldo, bata e junte o todo ao arroz.

Nunca deixe o arroz secar adicionando sempre o caldo de verduras e não esqueça de mexer para não grudar.

Quase no final do cozimento adicione as amêndoas moídas e misture bem.


Quando o arroz estiver “al dente” apague o fogo, junte a manteiga restante, tampe a panela e deixe o risotto “descansar” por 1 minuto.

Antes de servir adicione o Grana ou Parmigiano e....



Buon apetito!

O vinho?


Um tinto leve Bardolino, Grignolino , Valpolicella , um branco barricado ou um bom espumante.

Bacco

 

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

O SYRAH DO FUTURO

 


Você gostaria de começar uma atividade investindo pouco, sem correr nenhum risco e faturar uma grana vendendo sua mercadoria antes mesmo de produzi-la?

Se você está interessado, afivele suas malas, ligue o carro, ative o navegador e ..... Cocalzinho, espere que estou chegando.



Cocalzinho, corrutela goiana, que até ontem era apenas conhecida por seus cupinzeiros, está se transformando na nova Bordeaux tropical.

O pioneiro, o descobridor, o visionário das uvas do cerrado, foi um otorrino, da também goiana Piracanjuba.

O nosso Gaja goiano extirpou os cupinzeiros de Cocalzinho, plantou videiras e com a ajuda da caneta de aluguel, do escalador de cruzeiros medievais e outrora endeusado sommerdier dos ricaços paulistanos, consegue vender sua “ Pireneus Bandeiras Barbera” por nada módicos R$ 235 (40 Euros)


Enquanto os otários brasileiros pagam 40 Euros, por uma garrafa de Barbera dos cupinzeiros, o Giuseppe Rossi atravessa a rua e compra, no boteco de Monbercelli a ótima Barbera “La Leggenda” por 5,60 Euros...

Vinchio Vaglio Serra - Barbera D'Asti Docg "La Leggenda" 0,75 Lt.

Vinchio Vaglio Serra

5,60 €

  Nosso Gaja do cerrado abriu o caminho e horizontes para outros potenciais viticultores.

Seguindo os “intrépidos” caminho do otorrino mais um empresário da região   quer investir “teu” dinheiro para produzir Syrah.

Se você acha que escrevi errado ou estou delirando, quero tranquilizá-lo e reafirmo: “..... quer investir teu dinheiro”.


O empresário e “viticultor”, da “Vinhedo Girassol”, tira o dele da reta e coloca o seu ….

Como?

 Fácil...

Você compra, paga agora e receberá, se tudo correr bem, o Syrah da Girassol em 2022.

Leia: A proposta de venda da safra da casta Syrah, que será colhida no mês de setembro, e entregue em outubro de 2022, em conjunto com algumas garrafas da exclusiva safra 2020 em um combo, que estará pronta ainda este ano. Manejar o vinhedo e produzir vinhos é um processo trabalhoso e muito custoso e a antecipação das vendas tem o objetivo de subsidiar os altos custos demandados na produção de vinhos de alta qualidade e manejo do vinhedo, além de utilizar parte dos recursos arrecadados para a elaboração de pesquisas e desenvolvimento de uma área especial dentro do vinhedo para a fabricação de vinhos sem agrotóxicos e se utilizando de compostos agro homeopáticos e outras tecnologias inovadoras. 

Você subsidia os “altos custos demandados na produção de vinhos” e depois de ano poderá, finalmente, degustar um vinho produzido, não em Cocalzinho, mas em Paraúna (300 km) renomado centro vinícola goiano.

Leia: “..... Com a ajuda do técnico agrícola Vinícius Martins, que cuidou do vinhedo, Sérgio transportou as uvas numa viagem de 400 quilômetros até Paraúna (sul de Goiás), onde se deu a vinificação de 4,6 toneladas da fruta na vinícola Serra das Galés, que produz o vinho goiano Muralha com Syrah e Touriga Nacional


Para conseguir levar para a sua adega mais esta joia rara da incomparável viticultura de Cocalzinho além de roer as unhas, cruzar os dedos e torcer para que não ocorra nenhuma catástrofe (granizo, seca, chuva, fogo, pragas, mau olhado, boiada arrebentando a cerca para comer as videiras, viticultor pegou Covid etc.)   Você desembolsará “apenas” R$ 165 (27 Euros) por cada garrafa de “Girassol Syrah”.

Abobalhado, feliz e contente poderá, provavelmente, receber o diploma de enoloide do ano   por ter pago 27 Euros e esperado um ano para beber um Syrah de Cocalzinho.

 No mesmo período (12 meses), o francês, Joseph Durand, foi ao supermercado de Villefontaine e comprou 100 garrafas de Syrah por 5,90 Euros (R$ 35,50), cada.

 

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ARÔMA - SYRAH 2018 - CELLIER DES PRINCES

0,75 L Vin Rouge / Rhône / Vaucluse IGP / 13,5 % vol / 100% Syrah 5,90 €Parte inferior do formulário


 


As picaretagens vinícolas são inesgotáveis.

Quando será a próxima?

Dionísio

PS. Para quem desejar ler a reportagem completa da Girassol 

https://jornaldebrasilia.com.br/estilo-de-vida/gastronomia/terroir-girassol-syrah/

domingo, 8 de agosto de 2021

OS ROSÉS ESTÃO CHEGANDO II

 


No verão 2021 um mar de vinhos rosés inundou bares e restaurantes do velho continente.

A moda dos rosados, aos poucos, foi abrindo caminho e hoje as etiquetas “cor de rosa” já são presença obrigatória em todas as cartas de vinho.

O rosé é sinônimo de informalidade, alegria, juventude.


  Nos espumante rosés, a informalidade, alegria e juventude cedem espaço para a elegância, sofisticação e fascínio.

Que há de mais elegante, sofisticado e fascinante do que uma taça de Champagne “Billecart Salmon Rosé”?


Minha “queda” pelo Billecart Salmon Rosé é antiga, notória, mas hoje quero apresentar vinhos de até 20 Euros, acessíveis aos bolsos de todos os enófilos e que podem ser encontrados em qualquer enoteca da Itália (quando a Europa reabrir as portas aos turistas brasileiros).

A primeira sugestão é um rosé siciliano, mais precisamente um “ETNA DOC”.


Para quem ainda não está familiarizado, com as denominações italianas, informo que a “ DOC ETNA” foi a primeira da Sicília (1968), se localiza nas encostas do homônimo vulcão e suas castas predominantes são as tintas Nerello Mascalese, Nerello Cappuccio e a branca Carricante.

O Etna está se transformando no novo Eldorado Vinícola ” dos barões-predadores italianos que aos poucos estão abandonando a Maremma e seus “AIAS” (Solaia, Sassicaia, Ornellaia etc.).

Os vinhos caros e afrancesados, de Bolgheri e vizinhança, são atualmente apreciados e consumidos apenas pelos turistas abonados-abobados que não sabem beber e querem apenas ostentar o poder de seus cartões.

Gaja, Allegrini, Banfi, Zenato, Berlucchi, Zonin etc. já perceberam que a Maremma é bananeira que já deu cacho e quem ganhou, ganhou, quem não ganhou….se ferrou.


 Os industriais do vinho estão lançando seus tentáculos sobre todas as vinhas que encontram nas encostas do vulcão siciliano e …salve-se quem puder.

É bem provável que em poucos anos os vinhos da região ostentem preços brasileiros e se tornem inviáveis aos comuns e mortais enófilos.

Mas, por enquanto e ainda bem, é possível beber os ótimos “Etna” sem violentar o cartão....

No “Nanin”, meu restaurante preferido em Chiavari, nunca peço o vinho e sempre delego a tarefa ao Marco, chef e proprietário do local.

 Marco, que além de competente cozinheiro é um grande conhecedor de vinhos (seria interessante presenciar um debate de Marco e alguns de nossos olímpicos sommerdiers. Massacre total........ ) não erra uma e sempre me surpreende com suas “descobertas”



O prato:  “Acciughe al Verde” (Anchovas em Salsa Verde) pedia um vinho fresco, mas com boa estrutura, persistente e nada banal.

“Prove este rosé”

Marco abriu uma garrafa de “Etna Rosato” da vinícola Murgo, abasteceu minha taça e..... “Prove! ”

Bebi um gole e...... Enxuguei meia garrafa.


O Etna Rosato Murgo se apresenta cor rosada com alguns reflexos avermelhados, revela aromas de frutas onde é claramente perceptível o morango e na boca esbanja elegância, boa estrutura e longo final.

Rosé surpreendente, que não “sumiu” ao encontrar as “Acciughe al Verde” e deixou claro que pode ser degustado como aperitivo ou acompanhar perfeitamente massas e risotti de peixes ou frutos do mar ou


“Etna Rosato” Murgo, vinificado com Nerello Mascalese (90%) e Nerello Cappuccio (10%) custa, em média, 10/12 Euros.

Recomendo com entusiasmo

Bacco

A série continua com mais rosés

  

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

OS ROSÉS ESTÃO CHEGANDO

 


O setor vinícola italiano comemora 9% de aumento no faturamento em 2021.

Bom desempenho, mas não suficiente para compensar os 15% perdidos em 2019 e os especialistas acreditam que somente em 2022 as vendas alcançarão os 13 bilhões de Euros de 2019.


Outra boa notícia é que, apesar da crise imposta pela pandemia, a produção de vinho rosé está em franco crescimento e as previsões apontam para uma venda de nada desprezíveis 500 milhões de garrafas em 2021.

“O vinho rosé nunca foi moda, mas nunca saiu da moda”.

Parece contradição, mas não é.

Uma prova?

Quem nunca bebeu o mítico Mateus Rosé ou Lancer’s Rosé?


Pode torcer o nariz, mas a esmagadora maioria dos enófilos conhece, bebeu e gostou dos dois “imortais” vinhos portugueses.

Pois bem, nos últimos anos as vendas de vinho rosé, nos Estados Unidos, aumentaram 40% e o consumo, também, está crescendo em todos os cantos do planeta.

Grandes responsáveis pelo aumento do consumo?

Jovens e mulheres.


A cor, a leveza, o preço e a facilidade em bebê-lo, são algumas das razões do atual “sucesso” do vinho rosé.

A marcante presença do rosé é facilmente percebida no aumento das etiquetas oferecidas nas cartas de vinho dos wine-bar e restaurantes da Bota.

Com o aumento do consumo era de se esperar que um mar de tremendas porcarias inundaria o mercado e realmente há muitíssimas “tremendas-bostas” à disposição, mas também há muitas etiquetas que surpreendem pela ótima qualidade.

Para simplificar o discurso e ajudar na escolha das diversas opções dos rosés, elaborei uma pequena, mas válida classificação baseada no preço e características.

1)  Rosés de até 4 Euros: Flores, morango, frescor e leveza


2)  Rosés de 5 até 10 Euros: Flores, especiarias, menos frescor, mais corpo e estrutura.

3)  Rosés de 10 até 20 Euros: Presença de barrique, mais corpo, muita complexidade, grande estrutura e zero frescor. Vinhos que odeiam praias e piscinas, mas adoram pratos de massas peixes e carnes brancas.

Na próxima matéria comentarei três ótimos rosés italianos que provei e indico com a certeza de surpreender até os mais exigentes enófilos.

Bacco