Angelo Gaja foi e ainda é, um dos maiores e mais conceituados
nomes do panorama vinícola italiano.
Competente, esperto, grande visão, bom de marketing, Gaja construiu,
ao logo de décadas, um verdadeiro império.
Sua vinícola, em Barbaresco, não aceita visitas e, na enorme
porta de ferro da entrada, há uma placa informando que para compras é preciso contatar,
via telefone, o escritório.
Visitas? Nem pensar
Degustações? Somente com agendamento e 300 Euros no bolso.
Gaja, desde 2018, retirou da web o site da empresa, não dá a
mínima para as opiniões dos “especialistas” do setor e sabe, perfeitamente, que
atingiu um estágio em que os elogios abafam as críticas.
Gaja, se fosse um viticultor brasileiro, seria o pesadelo de
nossos critico$, sommelier$, formadore$ de opinião.
Já imaginaram o ridículo Bilu-Didu-Teteia e similares,
tentando beber de graça, como de costume, os vinhos do Gaja?
Frustração e desespero total.
Angelo Gaja, apesar de desprezar a internet, mantém um site de
sua distribuidora de vinhos e destilados.
Quem desejar poderá consultar o site e verificar que Gaja
distribui vinhos e destilados da França, Espanha, Alemanha, Chile, África do
Sul, Estados Unidos, Nova Zelândia, Hungria, Israel, Austrália etc. etc. etc.,
até Rhum da Martinica entra no rol.
Pena que Angelo Gaja não tenha sido informado sobre a ótima
relação preço/qualidade dos vinhos gaúchos, de São Roque, Cocalzinho e outros
raríssimos “terroirs” brasileiros.
Um pecado….
Na produção de vinhos, Gaja, ultrapassou as fronteiras
piemontesas, lançou seus tentáculos sobre vinhas da Toscana e recentemente da Sicília,
mais exatamente, nas encostas do Etna.
Angelo Gaja pode ser considerado um gênio comercial, do mundo vinícola,
que conseguiu colocar e consolidar a etiqueta “GAJA”
entre as mais respeitadas e desejadas pelos enófilos de todos os cantos.
Pecados?
Alguns, mas deixemos para a próxima matéria.
Bacco.



























