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segunda-feira, 18 de julho de 2016

LE COLONNE


Visitar Santa Maria Maggiore, sem conhecer a cozinha simples, mas, ao mesmo tempo, refinada e elaborada do restaurante "Le Colonne", é um pecado que só pode ser comparado ao de um político envolvido na Lava Jato passar por Curitiba e não visitar o juiz Sergio Moro: Pecado penal!
 

"Le Colonne", bem ao lado da pracinha da igreja, em pleno centro, é um dos meus endereços preferidos do Piemonte.
 

Se alguém duvidar, pergunto: O que me "obriga" percorrer 160 km (ida e volta) somente para comer no "Le Colonne"?

Santa Maria Maggiore é muito bonita, a viagem agradável, mas convenhamos...... Depois da terceira ou quarta visita a aldeia já não desperta tanto interesse; Santa Maria Maggiore é santa, mas não é uma Santa Margherita Ligure......
 

Ainda bem que em Santa Margherita não existe um restaurante com o mesmo refinamento gastronômico do "Le Colonne"; se tivesse, eu criaria raízes...

O ambiente aconchegante, muito bem cuidado, mesas (8) bem distanciadas e bem postas, exatamente o que se deseja, eu, pelo menos, de um restaurante: Simples e simpático.
 
 

O chef, Gianpiero Bona, assume o restaurante em 1998 e nunca perdeu a capacidade de se reinventar: É raro não encontrar um prato simples e genial em seu cardápio que varia a cada estação aproveitando excelência das matérias primas locais.

Funghi, escargots, carne de asno (não torça o nariz antes de provar), pães incríveis (não deixe de provar os grissini de carvão vegetal) queijos de primeira e a refinada qualidade dos presuntos da Val Vigezzo.

Uma festa para os olhos e paladar!
 

Uma ótima salada verde com salmão defumado abriu o almoço.

Escolhi um antepasto "Cappuccino di Piselli e Crema di Gorgonzola" (Cappuccino de Ervilhas com creme de Gorgonzola)

Fantástico!
 

Tão fantástico que resolvi cozinhar e compartilhar o prato blog.

Após duas tentativas mal sucedidas, acertei em cheio e resolvi liberar a receita para os amigos de B&B (pratos tão simples e interessantes devem compartilhados).

O segundo prato: "Paccheri Ripieni di Melanzane con Pomodorini e Ricotta di Capra" (Paccheri Recheados com Berinjelas com Molhos de Tomate Cereja e Ricota de Cabra).

 
Prato lindo de se olhar e maravilhosa combinação de sabores.

Confesso que cozinhei, também, o macarrão do "Le Colonne" e acertei em cheio na primeira tentativa.

Os pratos realizados magistralmente por Gianpietro foram regado por um ótimo e raro Gattinara de Mauro Franchino.
 

Dedicarei, em breve, matéria sobre o Mauro Franchino e seu tremendo Gattinara: Um dos melhores que já bebi (talvez o melhor).



Três pratos, uma garrafa de água, uma de vinho (levei a metade para beber com meu amigo Pietro), café me aliviaram em 42 Euros.

Contente e feliz resolvi enfrentar a volta para Arona, descendo a "Cannobina".

A estrada é maravilhosa e termina na belíssima Cannobio (vale "muitas penas" para visitar).

 
Recomendo a Cannobbina somente para bons e sóbrios motoristas: 30 km de pura adrenalina.....

A propósito: O Gattinara do Franchino já havia "evaporado" na trigésima curva....

Bacco.

PS. Estivemos no "Da Rosario" dez dias depois de ter almoçado no "Le Colonne".

Uma berinjela à parmigiana, 1/2 porção de "stinco de cordeiro", um peixe pálido, esquálido e tão fino que parecia ter sido produzido pela "Gilette", uma garrafa de Chardonnay, horroroso, da Moldavi, duas micro-garrafas de água, dois cafés = R$ 392 (R$ 196 cada)

O que mais me "emputeceu" foram os R$ 13 cobrados por quatro fatias de pão.

O "Da Rosario" não pode ser comparado ao "Le Colonne" nem em pesadelo.

 

 

sábado, 16 de julho de 2016

BAROLO


Mais uma visita a Barolo e Langhe
Algumas fotos






Viticultores
                                 Enoteca





museu do saca-rolha














 
 


                                                                                   



Bacco

SANTA MARIA MAGGIORE




A rotina do retorno é sempre a mesma: Três ou quatro dias antes do embarque deixo a Ligúria, atravesso quase todo o Piemonte até alcançar Arona, a mais importante cidade piemontesa do Lago Maggiore.

Em Arona, mora meu velho e fiel amigo, Pietro.
 

Pietro, durante minha ausência, guarda, em sua garagem, o meu carro.
 
 

Arona é muito bonita, tranquila, mais próxima do aeroporto do que Milão e sem os problemas típicos das grades cidades: Arona é um paraíso quando comparada a Milão.

 
Nos dias que antecedem o vôo sempre percorro as vizinhas aldeias produtoras de grandes vinhos.

Boca, Fara, Ghemme, Lessona, Gattinara, Sizzano, sempre revelam novas e ótimas etiquetas.

A boa gastronomia, também, é um atrativo, mas ultimamente tenho sofrido alguns revezes.

O "Ori Pari" e a "Cinzianella" fecharam as portas, o "Pinocchio", da antiga estrela Michelin conserva apenas os preços salgados Nada de novo no front.
 

O calor úmido já estava incomodando.

 Sem pensar muito mais resolvi colocar o carro na estrada, rumei para os Alpes e fui almoçar no "Le Colonne", em Santa Maria Maggiore.

A linda Santa Maria Maggiore, localizada na Val Vigezzo, é uma aldeia alpina totalmente diferente e única.
 

Santa Maria Maggiore tem, como característica principal, não os costumeiros chalés de madeira, mas enormes casarões edificados em imensos jardins.

No passado a riqueza dos casarões deve ter destoado, de forma brutal, com a pobreza da Val Vigezzo.
 

Santa Maria Maggiore, também conhecida como a capital internacional dos limpadores de chaminés, era um centro recrutador de mão de obra barata para limpadores de chaminés.
 

Nos séculos passados as famílias pobres cediam muitos de seus filhos apenas para se livrarem de bocas para alimentar.

 
As crianças menores eram as mais procuradas pelos limpadores de chaminés: seu tamanho era ideal para descer facilmente pelas chaminés e não entalar (a humanidade é linda.....).

A miséria da Val Vigezzo parecia ainda maior quando comparada à opulência dos imensos casarões.

Santa Maria Maggiore nunca foi feudo dos Sarneys....... A miséria é coisa do passado e até a igreja se mancou.

 

Limpa, tranquila, diferente, Santa Maria Maggiore merece uma visita.

  Percorrer calmamente suas ruas, admirar seus palácios, tomar uma taça de vinho, em um dos dois bares da pracinha da igreja e, finalmente, almoçar ou jantar no "Le Colonne" são momentos e lembrança difíceis de esquecer.


Bacco

PS Próxima matéria: Le Colonne

terça-feira, 5 de julho de 2016

AS 5 BUNDAS DO APOCALIPSE


 


Já vi e me impressionei com inúmeras propagandas, mas como essa, nunca.

Nota 10 ao publicitário que acertou na mosca: Fotos de bundas para anunciar vinhos de merda....
 

A melhor bunda é sem duvida a do gajo musculoso que segura uma pá.

O coveiro poderia tranquilamente se apresentar em shows de clube gay e faria tremendo sucesso com seu rabo.

Rabo muito peludo que uma bela depilação ajudaria.
 

 O pior "derrière" é o do barbudo da direita.

Mole, caído, parecendo geleca, pode ter vivido belo dias no passado, mas não tem presente nem futuro..... dispensável.

O Bilú Didu Teteia, mais recatado e pudico, esconde o defunto com uma folha, ou algo parecido.

Não seria necessária uma folha tão grande, bastaria uma de louro, de laranjeira ou, até mesmo, folha alguma: as fartas banhas da barriga conseguiriam envolver e soterrar o bilau do Bilu  nos livrando de mais um dantesco espetáculo.
 
 

Mas a propaganda é a alma do negócio.....

Respeito as duas bundas femininas apesar do visível avanço da celulite.
 

Uma palhaçada típica, do Bilu Didu Teteia e sua turma, que nem com esta apelação faz rir.

Dionísio