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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A VELHICE É UMA........


 

Cesare Giaccone, meu amigo, grande cozinheiro, que já foi considerado um dos 10 melhores do planeta, deve estar numa pior.

A Seara está veiculando uma campanha para promover uma lasanha.
 

 Foi buscar, em Albaretto della Torre, o mítico chef piemontês para dar credibilidade e confiabilidade a um prato tipicamente bolonhês.

Conheço o Cesare há décadas, já comi em seus restaurantes, sei lá quantas vezes, mas nunca encontrei no cardápio uma lasanha.

Cesare Giaccone foi um dos poucos cozinheiros geniais que conheci.

Impossível esquecer sua lula cozida no leite, seu cabrito assado durante horas sobre as brasas de madeiras aromáticas, seus “Funghi e pesche alla Willberger” e o genial “Zabaione com le Pere”.
 

Os anos devem ter deixado marcas profundas na mente do  grande Cesare e esvaziado sua carteira.

O grande chef, “obrigado” pela Bernardes a referendar uma lasanha industrializada, me pareceu desconfortável, fora do ninho e quase pedindo desculpas pelo papel ridículo e mal interpretado.
 

Giaccone não é, nunca foi e jamais será um especialista em lasanha.

 Giaccone jamais serviria uma porcaria como aquela em seu restaurante.

Antes de terminar quero afirmar, pela milionésima vez, que “cantina”, em italiano, é adega.

Se você viajar 287 anos pela Itália jamais encontrará uma” Cantina” para almoçar ou jantar.
 

Encontrará: Ristorante, Trattoria, Osteria, Pizzeria, Tavola Calda, mas se insistir em comer em uma “Cantina” morrerá de fome.

Em homenagem ao grande Cesare Giaccone, ao seu passado glorioso e a sua cozinha genial, que permanece viva na memória, juro que não vou comer a lasanha da Fatima Bernardes e da Seara.

Patético.

Bocca.

domingo, 2 de novembro de 2014

UM CANALHA



 

Escrever em B&B é prazeroso (a gente pode esculhambar, sem censura, um monte de picaretas), mas pode ser, também, perigoso.
 
 

Leiam o gentil comentário:

1.    Anônimo31 de outubro de 2014 12:55

Tus és um canalha que fala mal dos outros sem provas. O Aquavit sempre foi totalmente legalizado e pagava todos os impostos, além de bons salários para seus funcionários e os levava para treinar no exterior, pergunte a eles. Só não pagava o aluguel, já que funcionava na casa dele. Nunca foi clandestino e sempre esteve em dia com seus impostos. Não havia sonegação e nem poderia haver, já que todo mundo hoje em dia paga com cartão que é conectado com a receita do DF. No último ano de funcionamento ganhou sua 3 estrela no Quatro Rodas, que se não é um Michelin é o melhor que temos por aqui. Era ele, o Fasano, o Mani, o Don, o Troigros e a Sudbrad, e só no Brasil. Vá se catar! Falas mal de uma das pessoas mais corretas que conheço. Os italianos falastrões, corruptos e ladrões querendo se ombrear com os dinamarqueses, piada!

O querido leitor, em sua virulência, se assemelha a um rato hidrófobo:  é quase possível imaginar a baba caindo de sua boca.
 

É raro responder às provocações, até porque os provocadores, quase sempre, somos nós, mas o protetor dos vikings descornados merece uma resposta.

 

Tus és um canalha que fala mal dos outros sem provas. O Aquavit sempre foi totalmente legalizado e pagava todos os impostos, além de bons salários para seus funcionários e os levava para treinar no exterior, pergunte a eles

 

Sempre totalmente legalizado?

Fecharam, então, por quê?

Birra, preços altos, comida estragada?

Não, a fiscalização lacrou as portas porque naquele local não era permitido (nem é) o funcionamento de nenhum comércio.
 

Portanto, querido hidrófobo, o Aquavit era ilegal, sim senhor!

Pagava todos os impostos?

Duvido muito, especialmente aqueles inerentes aos salários dos funcionários.

Como sonegar?

Basta funcionar, como o Aquavit funcionava, dois ou três dias por semana e contratar diaristas.

La se vão, carteira assinada, FGTS, PIS, etc.

Treinamento de funcionários no exterior?

 Aonde?
 

Acorda, Mané!

Você está careca de saber qual era o “treinamento” nas viagens pela Europa.

 

Nunca foi clandestino e sempre esteve em dia com seus impostos. Não havia sonegação e nem poderia haver, já que todo mundo hoje em dia paga com cartão que é conectado com a receita do DF.

 

Eu pago sempre com dinheiro vivo.

Serei o único?

Concordo, o Aquavit nunca foi clandestino e todos sabiam onde funcionava i r r e g u l a r m e n t e.

Aliás, seu amigo viking tentou, mesmo após o fechamento do restaurante, burlar mais uma vez o fisco e o GDF 

Leia matéria do Correio Braziliense de 13/10/2013

O chef dinamarquês Simon Lau Cederholm, que comandou o Aquavit durante 10 anos, vai receber 20 convidados para um fim de tarde gastronômico ao som de jazz no próximo domingo. O endereço da festa será a casa do empresário, na ML 12 do Lago Norte, o mesmo onde funcionava o restaurante que acabou fechado por falta de autorização. Ele argumenta que trata-se de um evento particular e a festa não significará a reabertura da casa. O problema é que Simon cobrará ingresso, o que é proibido. O jantar custará R$ 320, acompanhado de vinhos, e R$ 220 para os que não quiserem a bebida.

Em um e-mail enviado aos clientes do restaurante, fechado em abril deste ano, ele descreve a cena do jantar, que será à beira da piscina da mansão, ao pôr do sol. Os convidados estarão sentados em pequenas mesas espalhadas pelo terraço. Simon e a equipe dele servirão espumante, vinhos e pequenas delícias gastronômicas, ao som do Organismo 3 — um trio que toca “um jazz bem groovie , moderno e cool” —, enquanto a noite cai. Como entrada, os clientes comerão ostras, atum, salmão e lagostim. Entre os pratos principais, filé mignon de vitelo com legumes e terrine de foie gras, um sofisticado prato francês.


O valor de R$ 320 inclui, além do menu com sobremesa, couvert artístico, água mineral, sucos, espumante, vinhos, café, licor e 10 % de serviço. Funcionária do Aquavit responsável pela contabilidade, Maria Sílvia (que não quis informar sobrenome) contou que 20 pessoas estão confirmadas, “clientes mais próximos”. “Vai ser como uma festa em família. O Simon conheceu esse trio de jazz, adorou a música e decidiu contratá-lo para oferecer esse jantar”, disse. Procurado pela reportagem, o chef norueguês não quis dar entrevista. Disse tratar-se de um evento privado e pediu que ele não fosse divulgado.

A casa de Simon fica em uma área residencial e não tem autorização para funcionar como estabelecimento comercial

 

Caro hidrófobo, é fácil perceber que nosso Odin não é nenhum anjo loiro e ninguém sabe quantos “eventos particulares” ele promoveu sem pagar um tostão de impostos.

 Nosso escandinavo, sempre que pode, esquece suas origem norueguesa e migra para o Maranhão. 


Vá se catar! Falas mal de uma das pessoas mais corretas que conheço. Os italianos falastrões, corruptos e ladrões querendo se ombrear com os dinamarqueses, piada!

Se o viking é uma das pessoas mais corretas que conhece, acredito que você deve ser fã, também, do Luiz Estevão.

Um cara, que durante 10 anos toca um restaurante sem autorização para funcionar, é seu ídolo?

Quanto levou?

Jantou de graça quantas vezes no Aquavit?
 

Não entendi onde e quando os italianos entram nesta história.

O que fizeram os italianos ao viking?

Venderam macarrão vencido?

Trufas podres?

Salame falsificado?

Sei lá....

Finalizando: gostaria de lembrar uma frase do genial Orson Welles em “O Terceiro Homem”
 

“Na Itália, por 30 anos, sob os Bórgias, tiveram guerra, terror, homicídio, sangue e produziram Michelangelo, Leonardo da Vinci e o Renascimento. Na Suíça, tiveram amor fraterno, 500 anos de democracia e paz e o que produziram...? O relógio-cuco."

Eu mudo, apenas, as duas últimas linhas:

Na Noruega, tiveram amor fraterno, 250 anos de democracia e paz e o que produziram....? O bacalhau”.
 

Dionísio, um canalha, mas sempre às ordens

sábado, 1 de novembro de 2014

CRISE II



Antes de reiniciar a viagem enogastronômica, percorrendo a região de Alba, pretendo antecipar possíveis críticas.
 
 

 Quando escrevi, afirmando que bebe-se melhor na Itália do que na França, não chutei nem inventei nada.

Algumas considerações: Você conhece Chassagne Montrachet, Saint Aubin, Fuissé, Vergisson, Vosne-Romanée?

Se não conhece, mas é um enófilo atento, já ouviu falar.

As aldeias francesas, acima mencionadas, são todas localizadas na Borgonha, produzem grandes vinhos (alguns verdadeiros ícones enológicos) e metas obrigatórias do eno-turista inteligente.

Pois bem, em sua próxima viagem, programada para visitar as localidades elencadas, descubra um bar, decente que sirva, em taças, vinhos locais “Première Cru” ou “Grand Cru” e me comunique.

Vou esperar sentado.....

Mais uma coisa: se sua viagem se realizar nos meses de novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, março, procure evitar crise de abstinência levando algumas garrafas na porta mala….vai ser difícil encontrar um único cine bar aberto para molhar o bico.

O reverso da medalha: Em Barolo, Barbaresco, Neive, Serralunga, La Morra, Monforte, Castiglione Falletto etc., se você entrar para beber uma taça em cada bar que encontrar, vai ficar de porre antes do meio dia e em coma alcoólico ante das 18.

 

E por falar em La Morra..... Além dos já conhecidíssimos “Vinbar” “Vineria San Giorgio”, “Vineria Burlotto”, é com entusiasmo que indico o “Le Vigne Bio”.

“Le Vigne Bio”, aconchegante wine-bar localizado em uma charmosa pracinha circundada por igrejas, é um ótimo endereço para se pecar….

Você bebe taças e mais taças de ótimos vinhos locais, de Champagne, espumantes, sempre na tranquilidade, que reina absoluta, da praça.

Quando o sentimento de culpa começar a incomodar demasiadamente é só atravessar a praça, entrar em uma das igrejas, rezar bastante e, quem sabe, se confessar.

O sentimento de culpa desapareceu?

Pagou a penitência? 

Volte para o “Vigne Bio” e.…continue pecando.

Pecar é preciso….especialmente nas Langhe.

Quando a “sede” for de Champagne, uma parada no amigo Alessio, em Serralunga, é obrigatória.
 

Alessio em sua pequena, mas charmosa, “Vinoteca Centro Storico”, bem ao lado do imponente castelo da aldeia, não hesitará em servir taças e mais taças dos mais prestigiosos Champagne.
 

O cartão do amigo esbanja saúde?

Um pouco mais adiante, sempre em Serralunga, é impossível não ficar estupefato com o “Boscareto.

A Batasiolo, muito conhecida no Brasil, construiu, perto de Serralunga, um resort cinco estrelas: “Il Boscareto Resort”

No resort há um restaurante (uma estrela Michelin) e um bar de tirar o folego: “Vineria La Biccolina”.
 

Confira!

Se você, depois das duas etapas etílicas em Serralunga, conseguir   dirigir, pelas sinuosas estradas que sobem e descem as colinas, encontrará, antes de chegar a Monforte, um interessante, e creio único, campo de golfe cercado por vinhedos: “Golf Relais Monforte”.

Antes da penúltima etapa da “Esvaziando Taças” você poderá colocar em prática suas habilidades golfísticas ou, simplesmente correr, morro abaixo, atrás das bolas perdidas .....
 

Em Monforte, três endereços: “Bar Barolo Enoteca”, “Enoteca Caffè Rocca” e “Le Case della Saracca”.

O “Bar Barolo”, bem no centro da cidade, é o endereço certo para se beber bem.

 Ambiente agradável, atendimento atencioso, cordial, boa carta de vinhos e ótimos petiscos.

Se você não tiver problema com “Caras de Bundas” outro bar que serve bons vinhos é o “Enoteca Caffè Rocca””,

O local, bem na praça da cidade, guarda etiquetas de ótimos produtores e grandes safras, mas é preciso acertar o dia em que o proprietário, Rocca, está ausente ou, então, não se importar com sua insuportável cara de bunda.
 

Local magico, no ponto mais alta de Monforte, é o “Le Case di Saracca”.

Um misto de bar, trattoria e Bed & Breakfast, na parte mais antiga de Monforte, é um endereço imperdível.

Prove uma taça de Barolo na varanda.
 

Beba calmamente e, enquanto admira o esplendido panorama, que de tão belo parece irreal, tente não se comover.

Aposto que a primeira taça não bastará!

 “Mais uma por favor, outra, a saideira. Vamos ficar um pouco mais?”

Ir embora? Nem pensar!

Finalmente, o nosso último endereço: “Bar la Terrazza da Renza” em Castiglione Falletto.

Não espere encontrar um bar sofisticado ou refinado e, nenhuma grande etiqueta; o bar poderia muito bem passar despercebido, mas Renza e seu filio Fabrizio, tocam com rara competência um dos locais mais cativantes da região.
 

Vista excepcional, alegria contagiante de Renza, pratos simples, mas perfeitos e um Dolcetto, que Fabrizio descobriu em Treiso, são algumas das atrações que certamente deixarão saudades.

Não deixe de conhecer!
 

Mas não é só de copos que vive o homem...... o homem vive também de boa cozinha.

Este é meu próximo assunto.

Bacco

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

CRISE?


 


A Itália, na companhia de grande parte da Europa, passa por um período de crise que parece não ter fim.

A Itália do após-guerra, que conseguiu ressurgir dos escombros, reconstruir a nação, alcançar bem estar social de rara qualidade, se transformar em um dos países mais ricos do mundo, acreditou na eternização da riqueza, se acomodou, deitou na cama e não se atualizou.
 

 Ninguém (políticos, sindicatos, empresários, população em geral etc.) quis encarar, com seriedade, as reformas necessárias para modernizar o país, país este, que continuou agarrado às ultrapassadas leis trabalhistas e a gastos nem sempre racionais ou necessários. 

Ninguém quis renunciar a nada!

  Agora, a conta, do “empurrar com a barriga”, chegou e chegou pesada.
 

A solução encontrada?

 Para variar: aumento de impostos e taxas, arrocho salarial, corte nas aposentadorias etc. etc. etc.

Não existe almoço grátis!!!!.

É uma choradeira generalizada.

Mas, nesse “mar de lagrimas”, há oásis de alegria, pujança e bem estar.
 

Um desse “oásis” pode ser encontrado no setor turístico.

Quando falo em turismo, não penso naqueles massacrantes tours "8 dias-15 cidades” em que o turista, “pizza-coca-cola-arroto”, acaba desenvolvendo “ônibus-fobia” após intermináveis horas de estradas e mais estradas.

O coitado, com Euro contado, não vê nada, entende menos ainda e, após uma semana de “pizza-coca-cola-arroto”, já não disfarça a saudade do feijão com arroz, bife e batata frita, prato cotidiano lá na amada e saudosa Morrinhos.
 

 Falo e penso no turismo do vinho e da gastronomia.

Falo e penso no turismo, por exemplo, do tartufo, do Barolo, do Barbaresco, da Barbera: O turismo na região de Alba.

Em minha última passagem pelas “Langhe”, encontrei uma Itália que não dá bola e nem sabe o que é crise.

Alba, capital do eno-turismo piemontês, que conheço e frequento há décadas, não para de me surpreender.

Na cidade, rainha das trufas, há sempre um novo endereço para se beber um bom vinho, um novo restaurante para se conhecer, uma nova enoteca para se comprar ótimas garrafas…. Alba e seu território não cansa o turista.
 

Os novos locais estimulam a sadia concorrência e obrigam os tradicionais endereços a constante renovação.

Na Piazza Savona, uma das mais badaladas praças de Alba, os bares aboliram as tradicionais mesas e cadeiras de plástico e adotaram confortáveis sofás e poltronas todos padronizados com o estofamento na cor bege.
 

A Piazza Savona parece uma imensa sala de estar onde os bares, como “La Brasilera”, “Savona”, “Caffè Umberto”, servem vinhos em taças (Barolo, Barbaresco, Barbera, espumantes, Champagne etc.) conquistando, assim, até os turistas mais experientes e exigentes.
 

Bem no meio da “Via Maestra”, rua que abriga as lojas mais sofisticadas da cidade, o “Vincafè” impera absoluto.

O “Vincafè” espalha suas mesas, sempre lotadas de turistas, bem no meio da rua e oferece nas taças a melhor seleção de vinhos da cidade (mais de 40 etiquetas).
 

Em uma ruazinha lateral, “Via Mandelli”, pouco antes do “Vincafè”, o “Bar Hemingway” é uma casa de rara sofisticação.

O “Hemingway” e um dos locais preferidos pelos jovens nas baladas dos finais de semana.

No final da “Via Maestra” a prefeitura e a igreja matriz, com seriedade e imponência, parecem vigiar os inúmeros bares que se espalham pela praça central de Alba.

“Antico Caffè Calissano”, “Bistrot Pizzeria Duomo”, “Caffè Teatro”, “Caffè Rossetti”, “Enoteca La Sagrestia” são validíssimo endereço, da “Piazza del Duomo”, para se beber e fazer lanches rápidos.

O meu ponto preferido?

“Enoteca la Sagrestia”!

Ótimos vinhos tintos e brancos (experimente uma taça do bom Timorasso da carta), vários espumantes (prove o Mosnel), bons petiscos, serviço eficiente e estacionamento fácil, fizeram da “La Sagrestia” um dos meus endereços prediletos em Alba.
 

É bom lembrar que considero Alba “cidade do vinho” onde se bebe melhor.

Quando falo “bebe-se melhor” não estou me referindo à qualidade dos vinhos, mas ao conjunto da obra.

 A qualidade dos bares, atendimento, variedades de etiquetas, tira-gostos e, finalmente, mas não menos importante, as taças

As taças utilizadas, em qualquer boteco de Alba,  matam de vergonha os turistas franceses.

Quem conhece Beaune concorda com minha afirmação.

 Beaune pode ser comparada, turisticamente, em tamanho e importância vinícola, a Alba.

  Sem nenhum exagero, posso afirmar, que em Alba bebe-se melhor, aliás, muito melhor.

Você já tentou beber, em qualquer bar de Beaune, uma taça de “Bâtard Montrachet” ou de um "Chambertin-Clos de Bèze"?

Se já, não conseguiu.
 

Os bares da Borgonha vendem,somente, a garrafa inteira e por preços gaúchos.
 

Em Alba, se você tiver um cartão musculoso, com 10/20 Euro poderá, na “La Brasilera”, “Vincafè”, “Savona” e outros mais, beber, em taças de cristal, etiquetas de Gaja, Conterno, Mascarello, Vietti, Voerzio, Rinaldi, Biondi Santi etc.etc.etc.

É sempre bom lembrar que os vinhos franceses e as etiquetas italianas, acima mencionados, tem preços semelhantes.

Na próxima matéria, os restaurantes.