A matéria, “Borbulhas e Mais
Borbulhas”, sacudiu meu sarcófago despertei, então, de um profundo
letargo.
Sempre afirmei e reafirmo, que o melhor vinho do mundo é aquele
refinado, borbulhante, incomparável produzido na afortunada região da Champagne.
Há boas bolhas em muitas outras regiões do planeta, mas
somente alcançam bons resultado quando tentam seguir, rigorosamente, todos os
seculares ensinamentos de Dom Pèrignon, desde o clima, tradição, cultura
vinícola, escolha das castas, método de vinificação, envelhecimento sobre
leveduras, por um mínimo de 15 meses, os “segredos” das adegas etc.
Resumindo: É quase impossível superar o Champagne.
Apenas um país, “abençoado por Deus, mas picareta por natureza”,
se autodeclara produtor do segundo melhor espumante do mundo, ganhador de
prêmios, medalhas, reconhecimentos, etc. até na França e criador, pasmem, do
único Champagne fora da renomada região francesa
Incontáveis e compreensivas são dúvidas sobre a qualidade do “espumante
picareta por natureza”, mas, ainda bem, há um consenso: se a
qualidade é discutível, os preços das bolhas brasileiras superam, até, os da
Champagne.
Deixando o Maranhão vinícola, em seu ridículo ufanismo terceiro-mundista, vamos voltar às bolhas sérias
Muitos “vignerons” afirmam que para produzir um grande
Champagne é preciso vinificar uvas 100% perfeitas, mas para se obter um grande
rosé os cachos deverão ser 200% impecáveis.
Os vinhos rosés, em sua esmagadora maioria, são produzidos apenas
para completar a linha de produtos das vinícolas, miram o consumidor feminino e
a propaganda, apelativa, sempre exalta garrafas à beira de belas piscinas ou
praias ensolaradas….
Nada mais falso!
O rosé, quando vinificado com o necessário cuidado e grande
atenção, é um grande vinho, não por acaso, o Champagne, na versão rosé alcança
preços quase sempre superiores aos irmãos demi sec, brut, extra brut nature etc.
Para vinificar “rosé” é sempre necessário dedicar muita atenção,
atenção que já começa na escolha da matéria prima.
Enquanto a Chardonnay, que pode
ser considerada uma uva “Gení”
(dá em qualquer lugar), continua sendo responsável por mais de 80% dos
espumantes produzidos no planeta, a Pinot Noir é o “pesadelo” dos enólogos.
A Pinot Noir, essa complicada videira, brota mais cedo,
emadurece mais tarde, é muito sensível às fitopatologias, não suporta estações
muito quentes, secas e, ao contrário da Chardonnay, é muito exigente com a
qualidade do solo, condições climáticas etc.
Tudo bem, mas o qual, então, é o segredo dos franceses que os
outros não descobrem?
Simples: A cultura!
A cultura é aquela coisinha que não se pode comprar e, mesmo quem
possui ótimas vinhas e bons enólogos, modernas adegas, sem a cultura, (não podemos
esquecer de mencionar, também, filosofia, tradição, seriedade) e não
seguir a trilha estabelecida pelos Franceses o máximo que conseguirá obter é um
espumante deplorável e descartável como o falso “Champagne
Peterlongo”.
Quando encontro, nos “wine bar”, Champagne ou outro espumante
rosé, sem mesmo olhar para as outras sugestões
ordeno, imediatamente, uma taça.
Não é preciso reafirmar que sou um “viciado” em bolhas
rosés........
Alguns rosés franceses e italianos, para mim, “obrigatórios”
FRANÇA
Ruinart Rosé + Billecart-Salmon Rosé + Taittinger Prestige Rosé
+ Delamotte Rosé + Laurent-Perrier Rosé
ITÁLIA
Barone Pizzini Rosé + Costaripa
“Mattia Vezzola Rosé”+ Monte Rossa “Flamingo Rosé + Haderbrug “Rosé DOC”
Sempre é bom lembrar, que apesar de ser fã incondicional dos
espumantes rosés, respeito muitíssimo meu cartão de crédito e jamais o deixaria
à mercê de estupradores, assim, os preços dos Champagne elencados oscilam entre
70 e 50 Euros e os dos espumantes italianos, entre 30 e 20 Euros.
Peterlongo Champagne Elegance Brut 750ml
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Bacco

Dessas Champagne rosé citadas só não tomei a Delamotte, para mim todas enjoativas, acidez exagerada que descaracteriza por completo a equilíbrio perfeito da versão tradicional e com sensação em boca de um vinho rosé simples gaseificado, abandonei a versão faz tempo..
ResponderExcluirEis o dono de paladar e olfato priviegiados. Discordo apenas de algumas coisas: Champagne enjoativo? Acidez exagerada? Vinho rosé simples gaseificado? Abandonou a versão faz tempo e voltou aos maravilhosos espumantes nacionais....anda bem
ExcluirChampagne rosé enjoativa, sim, achei todas as citadas enjoativas pela acidez exagerada e com aspecto de estar tomando um vinho rosé gaseificado. Meu paladar realmente não é para Champagne rosé, um mau gosto meu provavelmente. Espumantes nacionais não tenho conhecimento e nem curiosidade
ExcluirSim, é seu paladar, pois a acidez dos champagne roses é menor, assim como os tintos tem menos acidez que os brancos regra geral. E não existe champagne tradicional, pois é a mesma bebida e método. O que difere é a uva.
ExcluirUva e tempo dela no mosto não é? Quanto mais tempo da tinta nele, mais cor e “sabores”. Já tomei Champagne não rosé feita com pinot noir
ExcluirPosso estar enganado no entendimento das Champagnes rosé, vinificação de branca para rosé, além da presença da tinta, o tempo maior de contato com a casca tinta, não é só isso? Mais um aprendizado por aqui.
ExcluirSe não existe Champagne estilo tradicional, digo a cor, então por que dois nomes? Uma é Champagne não rosé e a rosé tem seu nome. As duas são Champagne, claro, da denominação regrada
ExcluirPra mim o que não é Champagne até o momento no mundo é a impetulância da Champagne Peterlonga
ExcluirÉ bem difícil entender o português de alguns comentários.
ExcluirEsse blog esta muito chique. Agora tem ate idiomas que ninguem entende. Mobral realmente foi um sucesso.
ExcluirEste blog não está chique, está mal frequentado. B&B nunca fez questão de ser chique, mas sempre teve comentaristas melhores que os outros blogs. Infelizmente, nos anos recentes, foi invadido por uma turma que, além de não entender bulhufas de vinho, fica com discussões bestas, típicas de colegiais.
ExcluirAno passado tomei um champagne rosé que estava maravilhoso (Laherte Frères Rosé de Meunier), mas ele não era Pinot Noir, e sim 100% Pinot Meunier. Será que a Meunier é tão exigente e complicada como a Noir?
ResponderExcluirMas foi o STF quem concedeu o rótulo de champagne ao Peterlongo. Nossos magistrados são incontestáveis. Não erram.
ResponderExcluirOs rosés tranquilos talvez mereçam um post próprio, pois quando elaborados com cuidado - e não apenas como um vinho descontraído ou com uvas que simplesmente não serviram pra tintos - alcançam qualidade excepcional. Chateau Musar Rosé, Domaine Tempier, Viña Tondonia Gran Reserva Rosado são alguns exemplos absurdos. Se formos entrar em Bandol e Tavel, então...
ResponderExcluirVerdade, para alem dos clássicos, os Chilenos tem feito um trabalho bacana com a cinsault.
ExcluirSobre os rosés, todos os que o colega anônimo citou são excelentes! O Tondonia é sensacional. Em Portugal tem o Buçaco, também diferenciado. Mas eu prefiro o Tondonia.
ExcluirBaquinho, gosto de todos os Champagne Rosé que você citou. Mas da lista, o meu preferido é o Billecart Salmon. Fora dela, gosto bastante do Henriot. Embora menos comuns, também sou fã dos Rosé de Saignée, que acho perfeitos com comida.
ResponderExcluirPois é.....um "sommelier", lá no início dos comentários, os colocou abaixo de fiofó de cachorro
ExcluirEu vi! “Vinho rosé simples gaseificado, com acidez exagerada”. Mon Dieu! Se fala um negócio desse lá em Reims nem o Gilmar Mendes tira da cadeia.
ExcluirPois é.. assumi meu mau gosto..não consigo gostar de Champagne rosé
ExcluirO "sommelier" começa o texto usando o feminino para Champagne e emenda com outras tantas besteiras. Não merece credibilidade. Provavelmente, não deve ter tomado nenhum deles.
ExcluirBacco, sabe qual o melhor vinho do mundo? A forbes sabe
ResponderExcluirhttps://forbes.com.br/forbes-wsb/2026/02/don-melchor-enologo-chileno-mostra-os-segredos-do-melhor-vinho-do-mundo/
Pagando bem até o Pérgola aparece entre os melhores do planeta ......Picareta$
ResponderExcluirSURPRISE, SURPRISE!!!!
ResponderExcluirhttps://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2026/02/19/vinho-brasileiro-deve-ser-protegido-da-concorrencia-em-acordo-ue-mercosul-por-meio-de-salvaguardas-diz-alckmin.ghtml