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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

O HERÓI DA CRAVO & CANELLAS



Insatisfeito, com o vídeo do patético-pateta sommerdier, tão querido por Nelma Cravo & Canellas e que motivou de meu bloqueio no grupo “Agenda do Vinho”, dei uma busca, no Youtube, para verificar se haveria outras “piadas” do mesmo profissional.


Bingo!

Em poucos minutos encontrei

O vídeo é um perfeito exemplo de “nonsense”:  o entrevistado e a entrevistadora (dois patetas), conseguem conversar, durante 16 minutos, sobre um assunto que ambos desconhecem totalmente.
 

O entrevistado responde, em perfeito “dilmez”, às perguntas da entrevistadora e revela total desconhecimento sobre o tema.

Interessante e cômica a dissertação sobre os vinhos de Bordeaux.

A impagável a “aula” sobre as castas.

 Passei mal, de tanto rir, quando nosso sommerdier resolve, incorporando a clareza dilmistica ao seu discurso, abordar as castas “autoctones” (ele pronúncia assim mesmo).

Neste trecho até nossa Dilma morreria de inveja: nem ela conseguiria ser pior.
 

Insuperáveis seus conhecimentos do “Prosecco” e da geografia da região produtora.

A explicação sobre o Prosecco é insuperável!

Nosso sommerdier localiza Valdobbiadene na fronteira da Áustria e cancela, assim, 150 km de território italiano.

Linda é a explicação dos vários espumantes do mundo…Um verdadeiro “Samba do Crioulo Doido”.

Toda a entrevista é hilária e ao mesmo tempo um raro exemplo de desconhecimento profissional.

Quando as risadas terminam resta a perplexidade e surge uma pergunta: “Como é possível que este incompetente seja quase venerado pelos enófilos cariocas? ”

Resposta: Os enófilos, que o veneram, são piores, ainda.

Não poderia terminar a matéria sem corrigir um enorme erro histórico.

Ouça com calma e cuidado o trecho em que o sommerdier resolve dar uma aula sobre o vinho “Capo di Stato” e o jantar de De Gaulle na Toscana.

Ouviu?

Pois bem….o cara é um tremendo enganador, incompetente, despreparado.

A verdade, em italiano e depois traduzida.
 

Venezia, 1967. De Gaulle e signora si trovano in visita per la Biennale. All’Hotel Gritti viene servito un Venegazzù Rosso. Il Presidente trasalisce, elogia pubblicamente, vuole sapere il nome di chi produce quello straordinario Bordeaux.
Piero Loredan incassa e in segno di riconoscenza fa realizzare dal pittore padovano Tono Zancanaro due etichette per delle bottiglie speciali da inviare in dono alla coppia.
Dedicata alla signora Yvonne la figura di un uomo con la scritta “des roses pour madame”, ed al marito quella di una donna con la dicitura”…et pour Monsieur la Bombe”. Nasce il Capo di Stato.”

 

Veneza, 1967. De Gaulle e esposa se encontram na cidade para visitar a “Bienal”. No Hotel Gritti lhe servem um Venegazzù Rosso. O Presidente se surpreende, elogia publicamente, quer saber o nome do produtor daquele extraordinário Bordeaux.
Piero Loredan colhe a oportunidade e em sinal de reconhecimento pede ao pintor Tono Zancaro que realize duas etiquetas para as garrafas a serem presenteadas ao casal.
A etiqueta dedicada à senhora Yvonne traz a figura de um homem com os dizeres “ Des roses pour madame” aquela do marido traz a figura de uma mulher com os dizeres “.....e pour Monsieur la Bombe”.

Nascia o “Capo di Stato”.

Mais uma coisa:  A figura De Gaulle nunca apareceu em nenhuma etiqueta  

O “Capo di Stato” é produzido em Venegazzù, na província de Treviso, pela vinícola Lordedan Gasparini.

O vinho nasce, em 1946, de uvas Cabernet-Sauvignon, Cabernet-Franc, Merlot e Malbec.
 
 

É bom salientar que o Conde Piero Loredan percebe, bem antes que os “Supertuscans” surgissem, a possibilidade de vinificar à francesa e com castas francesas.

O “Capo di Stato”, que bebi duas vezes, é um belo vinho que lembra os bons Bordeaux e que custa 30/35 Euros.

A mesma vinícola produz o “Venegazzù Rosso della Casa” que custa ainda menos: 18/20 Euros.
 

Duas ótimas opções para os que gostam dos Sassicaia, Ornellaia, Solaia e outros “Aias” e não querem serem assaltados pelos nobres predadores toscanos.

Dionísio

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