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quarta-feira, 4 de julho de 2018

JÓIAS RARAS II


Comentar 31 "jóias raras" é missão impossível e inútil: Não há jóias, muito menos jóias raras, na viticultura brasileira.
 

Há, sim, grande rede de picaretagem, organizada e orquestrada, para enganar o consumidor.
 
 
 
 
Críticos, revista, jornais, sites, formadores de opinião, blogueiros etc., que gravitam, pateticamente, ao redor de um esquálido e nada brilhante setor, lembram mendigos que, no século XVIII ou XIX, catavam restos de comida e esmolas dos ricos e nobres.

 
Mesmo sabendo que a esmola é difícil, nunca gratuita (há sempre um toma-lá-dá-cá), as tetas são poucas e pouco pingam para tantas taças, a subserviência é impressionante: Nossos eno-mendigos não demonstram nenhum pudor, nenhuma vergonha em elogiar e aconselhar vinhos ridículos e caríssimos, até para padrões europeus ou americanos.

Um exemplo gritante: Nosso Rodrigues não demonstra pudor, ou rubor, em apontar a Barbera do Dani-Enxada, que custa insanos R$ 264, como uma "jóia rara" e atribuir-lhe celestiais 93 pontos.

Os tormentosos vinhos, do espertinho fotógrafo, não valem nem uma vírgula.....

Falemos um pouco de Barbera.

A Barbera, casta emblemática do Piemonte, doa um vinho generoso, tânico, com boa estrutura e que acompanha, maravilhosamente, os pratos da cozinha regional.

Com o Dolcetto formava a dupla preferida e mais consumida nas antigas "piole" (as "piole" foram rebatizadas: wine bar).

 
O vinho barato do dia-dia, nos anos 1980, passa por uma "revolução" capitaneada por Giacomo Bologna e seu "Bricco dell' Uccellone".

Bologna foi o primeiro a perceber que estava surgindo um novo consumidor de vinho.

 O novo consumidor queria e podia gastar muito, desde que lhe fosse oferecido um produto diferente, "moderno", parkeriano, internacional....

Giacomo foi à França, aprendeu como usar a barrique e, de volta a Rocchetta Tanaro, lançou o "Bricco dell Uccellone".

 
Sucesso de crítica, de venda e..... de preço.

O "Bricco dell Uccellone" custava e continua custando, dez vezes mais do que um bom Barbera.

Os italianos, nem sob tortura, gastam 35/40 Euros por um Barbera, mas o mundo está cheio de eno-tontos que acreditam na fábula clássica: Preço alto = Alta qualidade.

Nem sempre é assim, mas mercado é mercado.

Pois bem, Giacomo Bologna, esperto produtor, conseguiu produzir um Barbera que competia e compete, em preço, com um bom Barolo ou Barbaresco.

Mas não foi o único gênio..... Em um tormentoso atelier, de Campos de Cima da Serra, um genial viticultor brasileiro produz o "Barbera Tormentas MMXII" que custa mais do que o icônico e mundialmente famoso "Bricco dell Uccellone".
 

Dani, o ilusionista, com a ajuda de críticos de peso (mosca?) como Rodrigues, Didu-Bilu-Tetéia, Sir Edward Motta (esse é pesado) e outros palermas, consegue produzir e vender seu Barbera MMXII por míseros R$ 264 (58 Euros).

Há pouco tempo tive uma diatribe com o Diego Arrebola e alguns de seus fieis sequazes, sobre a dúbia qualidade de vinhos por ele aconselhados.

A discussão acabou, as armas forma recolhidas e Diego encerrou o assunto afirmando que, apesar de minhas colocações, o panorama do vinho no Brasil estava mudando.
 

Concordo plenamente com o Arrebola..... Está mudando para pior e na próxima matéria explicarei o porquê

Aguardem

Dionísio

 

 

 

 

4 comentários:

  1. hahahaha... Arrebola tem que ``rebolar, rebolar, rebolar`` para defender o dele...
    Perceba o seguinte, a maioria (99,9%), não tem onde cair morta se não trampar com marketing de vinhos... a maioria vem de uma origem bem humilde, não nasceu em berço de ouro, e daí precisa defender as contas de luz, agua... exceto da boca livre ne?rs... É um meio bem medíocre, não escrevem bem, tem erros de português brutais principalmente quando falam, conteúdo? complicado... Comportamento? a maioria fuma e enche a cara, outros cheiram nos banheiros dos eventos mesmo... nem para ter comportamento decente, nem! Somos o que somos, e temos o que temos, discutir só pra passar tempo, ne? gente que nem teve oportunidade melhor na vida, tenho dó.

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    1. Você fala em erros de português, mas poderia melhorar bastante a sua escrita. Seu texto é vago, arrogante e preconceituoso. Deveria ter dó de si próprio também, pois parece que não aproveitou bem as oportunidades que teve.

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