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quarta-feira, 7 de maio de 2014

CHAMPAGNE I


 


A matéria poderia ter outro título: “O Que AB$ Nunca Ensina”.

Você acha que é exagero?

 
Faça o seguinte: Leia a matéria, depois, quando tiver a oportunidade, pergunte para um de nossos “sommerdiers”, laureados pela AB$, $BAV, ou por outra inutilidade do gênero, o que significam a siglas NM, RM, CM sempre presentes na parte inferior de todas as etiquetas das garrafas de Champagne.

A resposta será a clássica mudez da ignorância.

As nossas AB$$$$$$, $$$$$$BAV não ensinam com seriedade, pois estão apenas interessadas em bajular os produtores e importadores quando oferecem, vinho grátis, algum lucro e bocas livres.
 

AB$, $BAV e 99% dos cursos, sites, blogs, que, soltos e esvoaçantes, picareteam e navegam no minúsculo e ridículo mundo vinícola do Brasil, são apenas apêndices de produtores, importadores e outros predadores nacionais.

Tentando esquecer a mediocridade, vamos ao que interessa: Champagne é a região que produz o melhor vinho do planeta.

Antes que a turma da “Patrulha & Penúriase insurja e argumente que eu não conheço (infelizmente, conheço) o Chardonnay do Bettu vou repetir: “O Champagne é o melhor vinho do mundo, na minha opinião”.

O Bilu “Secondo Me” Tetéia, Camila “Camomila”, Marcelinho “The Flatulential” Pão e Vinho, Oscar “Me Daut um Dinheiro Aí”, e um sem número de críticos, patetas e patéticos, por exemplo, preferem qualquer vinho, mas deve ser doado por algum produtor ou importador.
 

São críticos especializados em VINHO GRATIS.
 

 Vamos falar de Champagne começando pela etiqueta que, vejam só, traz uma série de informações uteis, mas pouco conhecidas.

Você observou aquelas pequenas letras, sempre em maiúsculo e que invariavelmente aparecem na parte inferior das etiquetas?

Aquelas letras são importantes para se saber quem é quem no mundo do Champagne.

Vejamos:

NM (Negociant-Manipulant) indica uma Maison que possui vinhas próprias, mas, também, compra uvas de outros produtores e comercializa o Champagne com seu nome.

RM (récoltant-manipulant) indica um produtor proprietário de vinhas que produz o Champagne com suas uvas. Amparados por lei, os RM, podem adquirir até 5% de uvas de terceiros.

 

RC (Récoltant Coopérateur) indica um produtor que produz e vende seu Champagne com a ajuda e suporte de cooperativas.

 

CM (Coopérative de Manipulacion) indica uma cooperativa de produtores que usa uvas próprias, ou parte delas, para a produção e comercialização do seu Champagne.

 

SR (Soociété de Récoltants) é a mesma da CM acima, mas os sócios pertencem a uma mesma família.

 

ND (Négociant Distributeur) indica uma empresa que adquire garrafas de Champagne de terceiros para depois etiquetá-las e comercializá-las.

 

MA (Marque Auxiliaire) indica empresa ou sociedade fora do mundo do Champagne (supermercado, por exemplo) que registra uma marca própria, compra as garrafas prontas de terceiros e as comercializa.

É interessante lembrar que todas as grandes Maisons de Champagne ostentam em sua etiqueta as letras NM.

O símbolo NM não significa, então, que o Champagne seja de inferior qualidade.
 

Bastaria lembrar que todas as garrafas mais caras e prestigiosas (Dom Pérignon, La Grande Dame, Cristal etc.) ostentam NM na etiqueta.

Os números do mundo do Champanhe são de causar tonturas: Na AOC CHAMPAGNE, cerca de 27.000 vignerons cultivam quase 90% das vinhas.

12.973 vendem uvas à terceiros e outros 4.651 são também produtores-engarrafadores (RM).

136 cooperativas abrigam, em seus quadros, outros 13.830 vignerons.
 

O restante dos vinhedos, da AOC CHAMPAGNE (3.300 hectares aproximadamente), pertencem às 349 maisons e négociants.

É bom lembrar que as 349 maisons e négociants abocanham e são responsáveis por 75% da venda de Champagne.

 Em 2012, os nossos NM venderam 215 milhões de garrafas (o total da produção foi de 309 milhões) e abocanharam a maior parte do faturamento (4,3 bilhões de Euro).

Números majestosos, números que impressionam.

Mais Champagne, na próxima matéria

Dionísio

24 comentários:

  1. E a Peterlongo? A única produtora de Champanhe fora da França, orgulho nacional, vc não vai comentar?

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    1. Cara vai se catar com essa tua pergunta! Se tu quiser saber mais... juniorbordignon@yahoo.com.br
      A proposito sou Sommelier.

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    2. hahahaha... O cara é sommerdier! Eu quero saber mais. Vou te escrever, tá?

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  2. Ótimo! Aguardo as próximas...
    Um amigo meu disse-me que aprendeu na AB$ que o espumante brasileiro é o segundo melhor do mundo. :)
    Salu2

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  3. Já viram a última da Lídio, além do Faces:
    http://www.celebraivinhos.com.br/precos/de-r-20100-a-r-50000/lidio-carraro-world-champion-grande-vindima-2008/
    (pelo menos para mim é novidade)

    Vinho ícone da copa pela bagatela de R$ 319,00, com variações pequenas em outras lojas virtuais.

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  4. Acabo de ler no portal Uol uma entrevista do Bilú "Secondo Me" Tetéia dizendo que já provou mais de 20 mil vinhos e que vai a três eventos ao dia, mas que não há dinheiro envolvido!!!!!!!! Como é cara de pau. A França não sabe o degustador que está perdendo. Morra da inveja Champagne ele é nosso.

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    1. É um eno-picareta de primeira linha . Patrocinado pela Mistral predadora importadora

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    2. Sindicalista de copo cheio?

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  5. Picareta como todos os outros que vivem de boca livre. Não há críticos no Brasil. Há safados que não conhecem nada e posam de sumidades

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  6. Post bem interessante, explanações neste "mundo distorcido" do vinho são sempre bem vindas! Agora, quanto aos exorbitantes 320 da Lidio, que fique bem claro, da LIDIO, isso chega ser engraçado!

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  7. Lembro que as "escolas" de sommerdies sao patrocinadas por produtores e importadores. Literalmente ha placas dentro delas lembrando quem sao os paitrocinadores.

    Dai a concluir que ha interesses filosoficos mutuos nao custa muito.

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  8. Queridos, antes de mais nada, adoro vocês! Agora, a bomba... fiz um curso de sommelier no Senac-SP. Mas, não me condenem, please! Minha intenção nunca foi trabalhar na área, até porque, de fato, não se forma um sommelier num curso de seis meses. O que pretendia era conhecer mais sobre a bebida que tanto me dá prazer, e nisso o curso cumpriu seu papel. Daqui pra frente o lance é comigo! O curso é só a porta de entrada para um mundo sem fim. Meu objetivo agora é aumentar minha litragem de bons vinhos e correr atrás da cultura relacionada ao mundo que os cerca. E nisso vocês têm me ajudado um bocado! Os textos são bem escritos, jocosos, irônicos e provocativos. Às vezes acho que vocês exageram e pegam demais no pé de algumas pessoas. Mas não cabe dúvidas de que sabem do que estão falando. Uma questionamento, posso?! Até por conta da minha ignorância e inocência, por que chamam a Mistral de "importadora predadora?" Por causa dos margens vergonhosas de lucro? Quanto à precificação dos vinhos brasileiros, de fato algumas vinícolas exageram. Mas não creio que produzir um vinho de qualidade no Brasil custe pouco. Enfim, tô aprendendo, gente, cheia de querer saber de tudo. Vou passar a usar esse espaço para fazer um monte de perguntas que me deixem craque no negócio, se me permitirem. Obrigada, meninos!

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  9. MT bom este post. Educativo e elucidativo. Nas escolas portuguesas aprendemos a risca esta terminologia. Parabéns. (Jose Santanita)

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  10. Prezados, apenas a título de informação, aprendi o significado destas siglas todas em aula do Curso de Sommeliers da ABS... O fato de muitos dos que frequentam estes cursos não aprenderem, ou não se interessarem em aprender, não significa que não seja ensinado.
    Abraço
    Diego Arrebola

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    1. Concordo com vc Diego. Muitas vezes os alunos estão desatentos. Abs

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  11. Boa tarde,

    Sou aluna da ABS e achei que fosse ler alguma coisa interessante no post porém apenas encontrei informações erradas a respeito do que é ensinado. Não sei se você queria parecer um erudito no tema e mostrar que apenas só você conhece o significado dessas siglas mas, para seu conhecimento, na ABS ensinam, sim, TODAS elas.

    Sobre o restante da sua reflexão, você pode estar mais ou menos certo, mas vale lembrar que, feliz ou infelizmente, o mundo do vinho não deixa de ser um negócio (embora concordo que em muitos casos o lado comercial é agressivo demais!!). Colocando o caso da ABS como exemplo, acho muito descaro a publicidade de certas importadoras e produtores, não obstante, é preciso reconhecer que os caras sabem do que falam (não vamos entrar a avaliar eles como pessoas, mas como profissionais) e as aulas são muito completas (só ver o que é ensinado na WSET, SENAC e por aí vai para ver que os conhecimentos adquiridos nessa instituição estão acima "da média").

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    1. Somente alguem que sabe muito pouco pode dizer que aqueles caras sabem de algo. Sao pessimos conhecedores de vinhos, de vinificacao, de regioes, de muita coisa.

      Medico meia bomba que ''assusta'' a plateia com menos educacao escolar. Sao em grande maioria pessoas humildes que nunca ouviram falar nos termos ali falados.

      Mas sao fraquinhos como instrutores. Sbav levemente melhor. Senac ganha de todos, mas de 1 x 0....nada a comemorar.

      As escolas de sommerdiers sao retrato do mercado do vinho. Ou pensam que grandes mestres, grandes enologos estariam aqui nesse eno-lixo para os eno-ignorantes consumidores de rotulos? Para que ser otimo sommerdier para atender Zes Ruelas que vao pedir pelo preco ou pela etiqueta?

      Vai estudar, filha. E longe do Brasil.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Para mim, se aprende sobre vinhos:

    - Bebendo
    - Viajando
    - Bebendo
    - Visitando produtores
    - Bebendo
    - Conversando com produtores
    - Bebendo
    - Lendo livros de bons autores
    - Bebendo
    - E basta!

    Salu2

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  13. Caríssimos,
    Comecei no mundo dos vinho tomando um porre de São Roque com açúcar aos 17 anos, o que me custou só voltar a beber aos 25. Isso ocorreu porque assistia ao programa do Lopes da antiga Terroir. Aposto que você deve descer o pau nele como faz com os outros, mas confesso que o jeito como ele falava dos vinhos me tentava a dar uma nova chance ao precioso líquido de Bacco. Bom, o que quero dizer é que mesmo em caminhos tortuosos comecei a beber vinhos e só fui beber um bom vinho aos 30 quando fui estudar na Itália, mais precisamente em Turim, quando tomei alguns barolos, barbarescos, bem como conheci outras regiões da Itália e desfrutei de chianti e brunello di montalcino, dentre outros. Aí me apaixonei de vez e fui para à França e Espanha e minha paixão só aumentou. Mas, confesso ainda ser um ignorante nesse campo e gostaria de conhecer mais sobre o assunto, não para virar um enochato ou um pedante, mas sim para ter ainda mais respeito por esse líquido maravilhoso que me acompanhou em várias refeições: de pão, azeite e queijo, passando por pratos simples até alguns mais complexos. Por essa razão peço, se possível, onde mais posso estudar/pesquisar/conhecer sobre esse líquido dos deuses, já que a maioria dos cursos e profissionais é considerada picareta por vocês (só schifoso e stronzetto kkk). Falo italiano, inglês e entendo um pouco de francês, sendo assim uma indicação de fora pode e será bem aceita.
    Agradecido,
    Ricardo S.
    p.s. continuarei assíduo do site, pois além da informação de primeira, sempre vocês falam da Liguria, lugar que acho belíssimo e que sou apaixonado.

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  14. Ricardo , estudar? O google é o melhor e mais barato professor. Gostou de um vinho ? Repita , beba vários deles e depois pesquise no google italiano ou francês e aprenda tudo o que puder sobre ele. Continue fazendo o mesmo com outros vinhos e fuja sempre se cursos no Brasil: São todos comprados pelos produtores e importadores.
    Finalmente ...guarde uma grana e viaje para os países produtores.

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  15. Agradeço a indicação da excelente enoteca Grande Vini, em Alba. Conheci a loja através do site, especialmente pela filmagem postada no Youtube. Os proprietários, que aparecem no vídeo, nos atenderam e passamos um bom tempo garimpando boas garrafas a preços adequados na adega subterrânea, que, aliás, é incrível.
    Eu perguntei a um deles (o mais magro) se ele conhecia algum vinho brasileiro, ao que ele puxou uma garrafa da Lidio Carraro, presente de algum cliente, que estava encostada ao lado do caixa.
    O engraçado foi a cara dele quando eu disse que esse mesmo produtor produzia um nebbiolo que custava a bagatela de 80 euros! Ele arregalou os olhos e, incrédulo, perguntou: Quanto? 80 euros?

    Não é a toa que eles possuem tantos clientes brasileiros.


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    1. Estive sábado 11 em Alba e bati um papo com os dois , o gordo e o magro. Eles me falaram de brasileiros que estiveram na loja e compraram algumas garrafas da adega subterrânea ,mas não mencionaram o Lidio Carraro
      abç
      Bacco

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