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domingo, 23 de março de 2014

ViÑA TONDONIA 1998




 

Ontem, em uma  de suas raras visitas à Brasília, Bacco me convidou, no final da tarde, para tomar um vinho e comer uma massa.

“Chamei também fulano e sicrano, que você conhece, para abrirmos algumas garrafas mais antigas”.

Quando Bacco resolve abrir sua pequena, mas preciosa adega, sai de baixo.....

Garrafas escolhidas a dedo, produtores validíssimos, ótimas safras e, principalmente, vinhos raros e inexistentes no mercado brasileiro.

Massa com frutos do mar preparada com esmero, boa matéria prima e, para acompanhar, uma garrafa do estupendo branco “Viña Tondonia Reserva 1998”.

Bacco considera o Viña Tondonia um dos 10 melhores vinhos brancos que já bebeu.... Quem sou eu para desmenti-lo?

O Viña Tondonia é soberbo!

Incrível como esse vinho, cuja vinificação prevê 72 meses de barrique, consegue enfrentar 20, 30 ou mais anos sem perder o frescor, elegância, complexidade e todas suas melhores características.

O Viña Tondonia 1998, com seus 12,5º, é mais uma prova que álcool nada tem a ver com longevidade.

Não contente, em abrir uma garrafa de 1998, Bacco desarrolhou outra de 1988.

O vinho de 88 se apresentou um pouco mais dourado, cor menos brilhante, mas esplendido.

Devo ter enfiado meu nariz uma dúzia de vezes na taça tentando descobrir os incríveis e persistentes aromas do Viña Tondonia.

Não consegui.
 

Vencido, impotente (credo...) e resignado, perguntei: “Bacco, você saberia identificar todos os aromas?”

“Para ser franco apenas encontrei alguns florais mas não identifiquei exatamente quais. Talvez camomila, ginestra....  Grandes vinhos possuem aromas complexos e difíceis de identificar. Com o Tondonia não é diferente. Eu não arrisco….”

A afirmação de Bacco me consolou e já não me senti o mais eno-incompetente do planeta.

VIÑA TONDONIA 1998 – 1988 dois grandes vinhos da Lopez Y Heredia produzidos com as autóctones Viura e Malvasia.

O mais interessante: Você, eno-patridiota-convicto, partidário do “O VINHO É NOSSO”, não satisfeito com traulitada que levou com a refinaria de Pesadena e que comprou o Chardonnay, do “Bettu Rabo de Cavalo I”, por R$ 100, ou mais......puxe uma poltrona, sente, relaxe, respire fundo e beba três litros de chá
de camomila.
 

Sabe quanto o Bacco pagou pelo “VIÑA TONDONIA 1998”?

Euro 25,90!

Beba mais um pouco de Camila (ops) camomila.

11 comentários:

  1. Os vinhos de Lopez de Heredia são de tirar o fôlego. Concordo com tudo que você disse. Quem paga 100 paus em um branco brasileiro está doido, pois com um pouquinho mais compra aqui mesmo no Brasil um Gravonia, de Lopez de Heredia, que já é ótimo.
    Salu2,
    Jean

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  2. Certa vez bebemos um Tondonia Gran Reserva branco ao lado de um Corton Charlemagne. A briga foi feia, ou melhor, muito bonita.

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  3. Estimado,
    Longe de mim ser elitista, mas Tondonia não é para qualquer um. Tem que ter estrada e bom gosto para apreciá-lo. A turminha nova, que fica puxando o s... de vinho brasileiro, achando que Sauvignon Blanc Bueno é vinho, não vai gostar.
    Sds,
    Yo

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  4. Vão gostar sim...impossível não gostar desses vinhos da Tondonia!!!!.....e bebendo Tondonia com certeza descobrirão que muitas coisas que bebem não deveriam ser chamados de vinho.....

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  5. Acho uma delicia, são realmente diferentes, complexos, tremendos vinhos, mas não dá pra abrir ao lado de borgonha de estirpe, não. Se cair na bobagem de abrir ao lado de Borgonha sério vai faltar acidez e sobrar madeira pra todo lado. No mais, assino embaixo da postagem.

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    Respostas
    1. Vc . esta falando dos tintos ou dos brancos? Nos brancos a madeira não é tão preponderante , assim.

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    2. Outro branco que para mim é quase tão bom quanto o Tondonia( em qualidade e preço) é o Buçaco.
      Abs.
      Marcio

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    3. Também não acho que o Tondonia branco tenha madeira preponderante. E concordo com o comentário do Marcio. Tão bom quanto o Tondonia branco é o Buçaco branco (assim como os Tondonia, os tintos também são ótimos e muito longevos). Mas da mesma forma: Não é para quem bebe FACES.
      sds

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  6. os Lambe Rótulo vão falar que vinho é o FACES..

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  7. FACES branco! Com toda a tipicidade e expressão das ONZE uvas presentes! Um espetáculo da natureza que somente o perfeito equilíbrio do tripé homem-natureza-cara de pau consegue produzir.

    Imagina na copa.

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  8. Eu não disse que tem madeira preponderante, ou que era mal feito. Tudo nessa vida é muito relativo: Ao lado de um Branco Chileno, dá pra incorporar toda a madeira dos Pirineus ao Tondonia, que ainda parecerá equilibrado. Ao lado de um Puligny Leflaive ou, pra ficar num preço mais justo, ao lado de um Meursault do Roulot (mesma idade), não acho que o Espanhol se sairia bem, não.

    Digo porque caí na besteira de abrir um Tondonia Reserva 96 ao lado de um Jurássico do Jean François Ganevat que tem acidez de arrepiar os cabelos e zero madeira. O Espanhol, por contraste, pareceu flat e com madeira, aquela notinha de dill que vem do carvalho americano, daí o chute de que talvez tome o mesmo cacete se aberto ao lado de borgonha.

    Salute !

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