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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

LOCANDA D' ORTA


 


La Ciau del Tornavento, em minha última visita, não justificou sua famosa estrela.

Muitos turistas, restaurante lotado todos os dias, correria, pouco descanso, motivos que, provavelmente, devem ter estressado cozinheiros e garçons resultando em queda sensível na qualidade da comida e do serviço.

Passando por Orta San Giulio, uma de minhas metas obrigatória, pude me refazer da decepção do dia anterior.

O Lago D’Orta, menos famoso que o badalado vizinho Lago Maggiore, reserva algumas surpresas agradáveis.

A belíssima Orta San Giulio, o incrível Sacromonte, a surreal Isola del Silenzio, as estupendas montanhas que o emolduram, são atrativos que não podem ser apreciados somente uma vez ou apressadamente.

O Lago D’Orta merece ser visto com calma, inclusive para conhecer a excelente cozinha de seus inúmeros restaurantes.

Bem na entrada da aldeia um palácio, lembrando a arquitetura mourisca, imponente, mas de duvidoso bom gosto, abriga o “Villa Crespi” (2 estrelas Michelin)

Recomendo uma opção mais racional e econômica: Descer até o belo e preservado centro medieval da cidade onde uma dúzia de restaurantes disputam a preferência dos turistas.

Há para todos os gostos e bolsos.

O meu preferido, há anos e invariavelmente, tem sido o “Olina”.

O “Olina” pratica uma cozinha simples, sem grande inventiva, mas os pratos, exageradamente fartos, são   muito bem preparados e os preços contidos.

No outono, com o final da alta estação, muitos estabelecimento fecham as portas para férias coletivas.

O “Olina” não foge à regra: Fechado.

Quase no final da rua principal, uma pracinha encantadora, cheia de pequenas lojas e bares, há um minúsculo restaurante que havia despertado minha curiosidade em outra visita.

Cardápio diferente, pratos sofisticados, preços ao alcance de todos os bolsos…Decidi provar.

Grande escolha!

O “Locanda D’Orta” é uma graça e um paraíso para aqueles que apreciam a boa cozinha.

Pequeno, acolhedor, muito bem cuidado nos detalhes, o “Locanda D’Orta” surpreende a cada momento.

As surpresas já aparecem no menu e continuam quando se consulta a inteligente carta de vinhos.

Etiquetas que fogem da mesmice (aquelas que fazem a alegria do turista clássico e sem imaginação), revelam preciosidades

Optei por uma taça de “Coroncino” 2006-Verdicchio Dei Castelli Di Jesi do grande Fulvio Canestrari: “

Soberbo!

“Faraona su Crema di Fagioli” (galinha de Angola sobre creme de feijão) um antepasto perfeito.

Cozimento correto, surpreendente combinação de sabores.

 Inesquecível!

Um medalhão de cervo foi o prato seguinte.

Não lembro de ter provado um filé de veado melhor.

O pequeno “Locanda D’Orta”, para obter a estrela Michelin, precisa apenas trocar os guardanapos.
 

Pequenos e de algodão barato, não combinam com o refinado local.

Para os turistas, que visitam Orta San Giulio na primavera ou verão, recomendo o terraço na parte superior do restaurante.

Uma vista deslumbrante do Lago D’Orta, um bom vinho e uma gastronomia refinada......Recordações marcantes.

Bacco

PS Para aqueles que quiserem pernoitar, no Locanda há também alguns charmosos e românticos apartamentos.  

2 comentários:

  1. Isso é uma sacanagem com a gente. :)
    Lugar lindo, rua bem cuidada, casas com floreiras, e restaurante com comida belíssima. De dar inveja.
    Salu2
    Jean

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  2. Otima sugestao... Anotado para uma proxima viagem, se eu conseguir convencer a minha melhor metade.

    Obs.) Desculpem a falta de acentos... Limitacao do teclado.

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